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CUIABÁ

Jogo do Poder

Presença de Riva compromete fundação do PSD. Presença do deputado mais processado de Mato Grosso, acusado pelo MP de um rombo de 500 milhões na Assembléia de Mato Grosso, já arrasta partido pro descrédito. Com Riva, PSD já nasce torto.

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A sabedoria popular é quem nos ensina: diga-me com quem andas e eu te direi quem és. Quem tem o mínimo de informação sobre a política e a politicagem de Mato Grosso sabe que a adesão do deputado José Geraldo Riva e demais políticos do PP ao novo Partido Social Democrático é uma manifestação que já compromete o partido desde a sua criação.

Sim, por que demonstra que Gilberto Kassab e seu grupo parece que sairam do DEM não para renovar, não para fundar verdadeiramente um novo partido mas para fundar um novo saco de gatos. Um saco de gatos que, mais adiante, pode se revelar, também, um saco de ratos.

Será que eles não sabem dos processos que tramitam, na Justiça estadual de Mato Grosso e na Justiça Federal contra o senhor Geraldo Riva? Será que eles não sabem das duas sentenças que Riva recebeu, no ano passado, da Justiça Eleitoral de Mato Grosso, pela prática de corrupção eleitoral?  Será que eles não sabem das quatro sentenças que Riva recebeu, nestes últimos anos, do juiz Bertolucci, da Vara Especializada em Ação Civil Publica e Ação Popular, condenando Riva por improbidade administrativa? Será que eles não sabem que o Superior Tribunal de Justiça declarou indisponíveis os bens de Riva para cobrir, futuramente, os rombos que ele pode ter provocado no erário, caso venha a ser futuramente condenado?

Será que eles não sabem que o Ministério Publico acusa Riva de ter se envolvido com o comendador João Arcanjo Ribeiro, capo do crime organizado em Mato Grosso e possivelmente de ser, ele Riva, o maior dos responsáveis por um rombo de 500 milhões nos cofres da Assembléia Legislativa de Mato Grosso?

Se não forem muito, muito desinformados, os dirigentes nacionais do PSD, com certeza, devem estar muito mal intencionados ao incorporar, sem qualquer filtragem, este grupo político de Mato Grosso.

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Em Mato Grosso, Riva aproveita o surgimento do PSD para tocar sua flauta e juntar todos aqueles políticos que, mesmo nas mais diferentes legendas, sempre gravitaram mais diretamente em torno do seu poderio. Mas a festança, que os jornais amigos e os jornalistas amestrados vão ecoando pela mídia a fora, sabe-se lá a que preço, certamente que não esconde o passado e, muito menos, o prontuário de Riva.

Mais comentários, certamente, faremos sobre este "novo" partiudo mais adiante, porque a política e a vida são um processo. Nunca param de nos surpreender, contando histórias sempre iguais.

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ENTENDA O CASO

Fundação do PSD tem assinatura de 37 políticos com mandato

Partido do prefeito Gilberto Kassab já teria bancada de 28 deputados. Líderes pretendem obter 500 mil assinaturas para registro no TSE até julho.

Robson Bonin
Do G1, em Brasília

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab(c), e a senadora Kátia Abreu(d) durante o lançamento da ata de fundação do PSD (Partido Social Democrático), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ato deflagra o movimento nacional de recolhimento das 500 mil assinaturas necessárias para a criação do partido e registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Idealizado a partir do movimento liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) foi fundado simbolicamente durante cerimônia ocorrida em Brasília nesta quarta-feira (13) para colher assinaturas à ata de criação da nova sigla.

Durante o evento, que durou pouco mais de uma hora, 28 deputados federais, dois senadores, cinco vice-governadores, um governador, além do próprio Kassab, no total de 37 políticos com mandato, assinaram a ata como fundadores do PSD. Esse número deve aumentar, uma vez que ata ficará aberta para assinaturas até o final da tarde desta quarta.

O evento faz parte da primeira etapa exigida pela legislação eleitoral para a criação de um partido político. A ata deve fundação precisa ter mais de 100 assinaturas para poder ser registrada em cartório. A partir disso, os líderes da nova legenda terão de conseguir 500 mil assinaturas de filiados para obter o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só então o partido poderá existir.
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No evento desta quarta, Kassab afirmou que a intenção dos líderes do novo partido é concluir a coleta de assinaturas até julho. “Por enquanto a nossa atuação será técnica [para cumprir as exigências jurídicas da criação do partido]. Em julho começaremos a atuação política”, disse Kassab.

O prefeito de São Paulo disse que o PSD será “um partido moderno” e conclamou os colegas a construir um partido “sem patrulhamento” e sem “camisa de força” de projetos de oposição ou de governo. Kassab disse que o PSD vai nascer “independente”, sem assumir um lado na política.

“É um partido que nasce com identidade, ideias claras, e com pessoas que defendem liberdades individuais, liberdade de imprensa, ações expressivas de saúde e educação. O partido nasce independente, com membros liberados para votar projetos de acordo com suas convicções”, afirmou Kassab.

Durante a cerimônia, a senadora Kátia Abreu (TO), cotada para assumir a presidência do novo partido, afirmou que o PSD não será como a oposição: “Uma empresa de denúncias.”

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), compareceu ao evento de fundação do PSD e afirmou que irá trabalhar para “ajudar a consolidar” a nova sigla e disse que o partido será tratado com respeito na Casa. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também compareceu ao encontro.

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif estimou em torno de 40 deputados a bancada inicial do PSD. Já no Senado, Afif preferiu aguardar a conclusão das assinaturas. Kassab falou em “dezenas” de prefeitos e deputados estaduais filiados ao PSD nos estados.

 

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

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A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

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Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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