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Pagot vai ao MPF se CPI não convocá-lo

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Pagot diz a Pedro Simon que vai à Procuradoria se CPI não o convocar para prestar depoimento
Josias de Souza
Após conversa telefônica com Luiz Antonio Pagot, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) informou na CPI do Cachoeira: o ex-diretor do Dnit reitera o desejo de prestar depoimento à comissão. Se os congressistas não quiserem ouvi-lo, vai procurar espontaneamente o Ministério Púbico Federal.
Pagot alega, segundo o relato de Simon, que dispõe de informações que podem ajudar na investigação da quadrilha de Cachoeira e da Delta Construções. “Há meia hora falei com o senhor Pagot”, relatou o senador. “Ele diz que é a pessoa mais indicada para prestar depoimento.”
Segundo Simon, Pagot não se condidera um “homem-bomba”. Mas diz que sua passagem pelo Dnit o fez detentor de dados relevantes. “Ele faz questão de depor”, disse o senador. Há na CPI uma dezena de pedidos de convocação de Pagot. O tema será debatido em sessão marcada para esta quinta (14).
Afastado por Dilma Rousseff sob suspeitas de corrupção, Pagot frequenta o noticiário com o ventilador ligado. Já disse que caiu graças à conspiração de um bicheiro (Cachoeira) com uma empreiteira (Delta).
De resto, declarou ter ajudado o PT a coletar doações para a campanha eleitoral de Dilma e acusou o PSDB de desviar verbas da obra do Rodoanel para um “caixa dois” do comitê de José Serra em 2010. O petismo negou ter pedido socorro a Pagot. Serra disse que irá processá-lo.

fonte BLOG DO JOSIAS DE SOUZA – UOL
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Para Pedro Taques, “medo” impede convocação de Pagot e Cavendish
“Estamos nos desmoralizando”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT), nesta quinta-feira (14.06), após os integrantes da CPI do “Caso Cachoeira” rejeitarem os requerimentos de convocação do ex-presidente da construtora Delta, Fernando Cavendish, e o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot.
“Estamos com medo de que senhor presidente?”, indagou o mato-grossense, numa reação ao relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), que considerou não ser o momento mais adequado para a realização dos depoimentos.
De acordo com o senador, a comissão de inquérito tem três núcleos: Carlos Cachoeira, os agentes políticos e os empresários. Nesse contexto, ele aponta a necessidade de convocação imediata de Cavendish e Pagot.
“Temos o dever de aprovar a convocação de Pagot e Cavendish! Já ouvimos pessoas do grupo do Cachoeira e políticos. Qual é o medo de ouvir empresários? Medo de comprovar corrupção na República? Medo é a tremedeira na perna. Repito: algumas pessoas estão com medo da vinda do Cavendish e do Pagot nesta Casa”, complementou Pedro Taques. Apesar do apelo, a maioria dos integrantes da CPI acompanharam a proposta do relator.
Para Pedro Taques, a CPI está se transformando numa farsa completa. Ele sustentou que um dos focos da CPI é justamente investigar as relações da empreiteira Delta com agentes públicos.
“A Delta recebeu R$ 4 bilhões do governo em menos de 10 anos, principalmente por meio do Dnit. Não ouvi-los neste momento é transformar isso aqui numa CPI café-com-leite, numa farsa. Se ouvimos os governadores, por que não fazer o mesmo com Cavendish e Pagot? Qual o receio? Pagot é um fio desencapado e já disse que quer falar”, finalizou.
Votação-O depoimento de Fernando Cavendish foi rejeitado por 16 votos a 13. Já os requerimentos relativos à convocação de Pagot foram rejeitados por 17 votos a 13. O relator Odair Cunha afirmou que a CPI vai ouvir o ex-diretor do Dnit segundo a conveniência da comissão e não conforme o desejo do próprio Pagot.
Governadores–Ainda nesta quinta, a CPI mista do “Caso Cachoeira” aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). As informações abrangem um período de dez anos, como as demais quebras aprovadas na comissão. O senador Pedro Taques votou pela aprovação dos dois requerimentos.
Da Assessoria

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

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A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

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Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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