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CUIABÁ

Direito e Torto

O tempo passa, o tempo voa e Mauro Mendes e Pedro Taques parecem liderar mais um grupo de políticos à toa. Agora resolveram lavar imagem de Galindo como se prefeito de Cuiabá pudesse ser bom parceiro para a Oposição. Mas Oposição a que, cara pálida?

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Quando Blairo Maggi surgiu como candidato a governador em Mato Grosso, Maggi veio trazendo a esperança de que nossa política seria elevada a um novo patamar de decência, sucedendo ao período dantesco (em que Mato Grosso estivera submetido à curriola de Dante, Antero e seus parceiros que haviam "estatizado" A Gazeta e acusados de governar em parceria com o comendador Arcanjo, além de terem projetado esta figura tortuosa que é o cacique-careca de Juara, Geraldo Riva)

Deu no que deu – e muitos processos na Justiça, como o das cartas de crédito, dos maquinários e das PCHs apuram, atualmente, parte das possíveis indecências que se teria praticado à sombra dos mais de 7 anos de administração daquele sojicultor – "tão rico que não precisava roubar'.

Com Mauro Mendes e Pedro Taques, em 2010, uma nova e forte corrente política se ergueu, procurando desmontar as falácias de Maggi, reunir importantes dissidencias daquele período – como o próprio Mauro Mendes, empresário que começou a fazer politica na condição de botinudo, subordinado a Maggi – e construir, derrotando também a candidatura tucana de Wilson Santos, um novo "bloco histórico" que priorizasse o atendimento às demandas da maioria da população e a depuração da prostituida estrutura da máquina pública. Isso foi lá em 2010, com apoio esperançoso, inclusive, desta PAGINA DO E.

O tempo passa, o tempo voa e os indícios são de que Mauro Mendes e Pedro Taques também representam mais um grupo de políticos à toa. Eles que entusiasmaram o eleitorado e conseguiram elevada votação, que quase levou Mauro Mendes ao governo e que garantiu um mandato de senador por oito anos para Pedro Taques, nestes últimos tempos resolveram mergulhar nos conchavos mais descarados, visando a conquista do poder na Prefeitura de Cuiabá, em 2012 e, quiça, no governo do Estado, em 2014. Sem considerar e sem principalizar os compromissos assumidos com a população na campanha de 2010, Mauro e Pedro, vejam só, resolveram agora pontificar como "lavadores de gente", que é uma atividade que, na política, se equipara à lavagem de dinheiro sujo, nas transações do escuso mundo da política.

As fotos e os noticiários não me deixam mentir. Em lauto almoço que teve como cenário o badalado e respeitado restaurante Getúlio, Pedro Taques teria dado, nesta quinta-feira, o pontapé inicial para a formação de uma "frente política" que deve ter deixado muito cuiabano de cabelo em pé: é uma frente política através da qual o grupo de Pedro Taques, referendado por Mauro Mendes, se aproxima do que restou da administração do "galinho" Wilson Santos e tenta começar a pregar para a população que o importante não é passar a limpo a administração do PSDB-PTB em Cuiabá mas, sim, forjar um grupo para enfrentar e derrotar a coligação PMDB-PR-PT que governa o Estado. Lendo o noticiário a respeito do tal almoço, um engulho me veio logo à garganta. Será que Pedro Taques e Mauro Mendes não sabem que Galindo é parceiro do PMDB de Silval e do PR de Sérgio Ricardo na gestão da prefeitura em Cuiabá? Como acreditar numa oposição visando a sucessão de Silval, se dessa Oposição faz parte o deputado Guilherme Maluf que sempre respaldou o governo situacionista no plano estadual, compondo com extrema subserviência o grupo de apoio a Geraldo Riva dentro da Assembléia Legislativa? Agora mesmo, qual tem sido a oposição que o deputado Zeca Viana e o PDT inteiro de Pedro Taques tem expressado contra Silval no Legislativo? Para essa gente, só importa a eleição, não importam as relações do dia-a-dia no Legislativo e na administração pública?

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Pedro Taques (e Mauro Mendes?) falam de Oposição como se esse fosse um conceito fácil de definir e articular em Mato Grosso. Desde que a Assembléia Legislativa se prostituiu em complacente parceria partidária nestes tempos de Riva, falar em Oposição a partir de conchavos partidários só pode ser concebido como uma fabulação histriônica. Quem busca uma nova prática política, imagino eu, não pode continuar cevando esses partidos de ocasião que andam por aí.

Além do mais, se O PDT, o PSDB, O PSB, as correntes do PT que se submetem a Mauro Mendes e todos os demais partidos serão procurados para compor uma forte aliança anti-Silval, quem é que vai passar a administração Wilson-Galindo a limpo, fazendo uma crítica política e administrativa que permita avançar o conceito e a prática da administração pública em Cuiabá? Será que a prefeitura de Cuiabá vai continuar, eternamente, servindo de escada para que se acesse o poder no Paiaguás?


O lógico seria que o grupo que formou o Mato Grosso Muito Mais aprofundasse e priorizasse sua parceria com aqueles setores da população que buscam, efetivamente, uma nova política, com a aposentadoria de todos os velhos caciques que há tempo vivem atazanando as nossas vidas. Os interesses do povo, para esses políticos que falam em renovação mas charfundam nos mesmos conchavos de sempre, parece que não importam.

Como se vê, há muito o que se dizer sobre os rumos da política em Cuiabá. Eu fiquei preocupado com estes conchavos todos. Não sei se outros partilham do meu espanto. Voltarei ao assunto, claro. De qualquer forma, leia abaixo o que informa o reporter Rafael Costa sobre este conchavão, para conferirem que eu, Enock Cavalcanti, não estou delirando. A velha política dos conchavos continua viva e ativa como nunca.

 

Oposição já discute aliança pela Prefeitura de Cuiabá

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PSDB, PTB e PDT poderão compor até as eleições para o Governo do Estado, em 2014

 
RAFAEL COSTA
DO MIDIANEWS

 

Os representantes dos partidos que fazem oposição ao Governo do Estado iniciaram, nesta semana, as primeiras conversas na tentativa de formatar uma composição política para as eleições municipais deste ano. O foco principal é a sucessão do prefeito Chico Galindo (PTB), em Cuiabá.

Conforme Midianews já revelou (relembre aqui) a estratégia é unir os partidos derrotados na eleição de 2010 — PSB, PDT, PPS, PV, PSDB, DEM e PTB. Isso abriu a possibilidade de várias composições, e o que está sendo discutido é a definição da melhor chapa para concorrer às eleições.

Estão liderando as negociações o deputado estadual Zeca Vianna e o senador Pedro Taques, pelo PDT, o presidente do PSDB de Cuiabá, deputado estadual Guilherme Maluf, e o próprio prefeito Chico Galindo (PTB), embora não seja considerado oposição ao Governo.

Embora nada seja confirmado publicamente, nos bastidores, é discutida a formação de um grupo políticó-partidário para fazer frente ao bloco liderado pelo governador Silval Barbosa, que reúne PMDB, PSD, PR, PT e PP.

Uma das propostas, conforme o site apurou, é o prefeito Chico Galindo ser candidato à reeleição, com o PSDB indicando o candidato a vice-prefeito. Ao mesmo tempo, uniria no palanque Mauro Mendes (PSB) e Pedro Taques (PDT).

Embora declare publicamente que não seja candidato, Galindo tem o irrestrito apoio do PTB para disputar a reeleição e acredita que vai melhorar seu índice de avaliação e popularidade, com a melhoria dos serviços prestados pela Prefeitura.

Ele também aposta no êxito da concessão dos serviços de água e esgoto e acredita que poderá investir em infraestrutura na cidade com o dinheiro que terá em caixa.

Via 2014

Os efeitos desse acordo seriam sentidos também em 2014. O grupo tem a proposta de lançar Mauro Mendes ou Pedro Taques ao Governo do Estado, com a possibilidade de Guilherme Maluf ser candidato ao Senado ou à Câmara Federal.

Outra vertente avaliada pela oposição e considerada viável é Mauro Mendes ser candidato a prefeito, com o PSDB indicando o candidato de vice.

Em 2014, Galindo seria o candidato do Senado pelo grupo, ao passo que Taques concorreria ao Palácio Paiaguás. Por outro lado, Maluf seria candidato a deputado federal.

De qualquer forma, independentemente de quem seja cabeça de chapa, os partidos pretendem marchar unidos.

Prevalece o entendimento de que a oposição não suporta duas candidaturas em eleições majoritárias, evidenciada pelo pleito de 2010, quando não houve segundo turno contra Silval Barbosa (PMDB), devido à pulverização de votos motivada pelas candidaturas de Mauro Mendes (PSB) e Wilson Santos (PSDB).

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

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Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

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Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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