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MIRANDA MUNIZ: Quanto ao polêmico comercial “Fantasma do Passado”, que causou e tem causado tanto desconforto ao “consórcio conservador” – formado pelas “oposições”, o PIG – Partido da Imprensa Golpista e círculos financistas -, sou da opinião de que o mesmo assemelhou a um “direto no fígado” que acertou em cheio, abrindo caminho para mais um nocaute, para o delírio da maioria da Nação!

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FANTASMAS DO PASSADOOs “medos” do PT e do PSDB
Miranda Muniz
Bastou a peça publicitária “Fantasmas do Passado”, do genial e vitorioso publicitário João Santana, ser veiculada como parte da propaganda do Partido dos Trabalhadores, para o consórcio conservador (formado pelas “oposições”, o PIG – Partido da Imprensa Golpista, e círculos financistas) ficar nervoso e irrequieto.
O tucano Aécio Neves protestou: “Depois de 12 anos no poder, é isso que o PT tem a oferecer ao país? O medo, a desesperança?”. Já o neo-oposicionista Eduardo Campos (PSB) esbravejou que se “alguém for eleito, fará determinada coisa, e, se outra pessoa for eleita, não fará”. O colunista da Veja e novo xodó do conservadorismo, Rodrigo Constantino, sentenciou que a tática adotada “é fruto do desespero do PT com o risco de perder o poder.”
Outros acusaram o PT de utilizar o mesmo discurso usado pelo PSDB durante o processo eleitoral de 2002, onde a decadente atriz global Regina Duarte (antiga “Namoradinha do Brasil”), apareceu em um comercial da campanha do tucano José Serra, numa confissão dramática, dizendo que “tinha medo” do PT chegar ao poder e acabar com as “conquistas” da era do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Até concordo que o “medo” é o ponto comum dos comerciais tucano e petista. Entretanto, há uma diferença abissal entre eles.
O “medo” do PSDB, de 2002, era um “exercício de futurologia”, onde previa que um governo das forças democráticas e populares, comandado por Lula, iria acabar com o controle da inflação, na época, no patamar superior a 12,5%; aumentar o desemprego, na época em 12,6%; “afugentar” os investimentos no Brasil, etc.
Esse discurso do “medo tucano” não colou e a “esperança” venceu, com a eleição do ex-operário (“aleijado e semi-analfabeto”, como as elites gostam de dizer) Luis Inácio Lula da Silva.
O catastrofismo da futurologia tucana também não se confirmou, pelo contrário: a inflação foi reduzida pela metade (no governo Dilma está abaixo de 6%); a taxa de desemprego caiu para 7% (no governo Dilma está em 5,3%); os investimentos continuaram; o salário mínimo teve ganho real de mais de 70% (incluindo Lula e Dilma); uma multidão de “deserdados” foi socorrido pela ampliação signficativa do Bolsa Família; o trabalhador começou a andar de avião; a luz chegou ao campo; milhares de casas foram construídas; criou-se novas universidades federais e mais de duas centenas de institutos federais de educação; o Brasil deixou de ser devedor e passou a ser credor do FMI.
Esses e outros avanços garantiram a reeleição do ex-presidente Lula (em 2006) e a eleição da ex-guerrilheira e sobrevivente da Ditadura, Dilma, (em 2010), que nunca havia disputado eleição e que era chamada de “poste”, pelo consórcio conservador.
Já o “medo” da propaganda petista, de 2014, tem lastro objetivo, expressando a real situação vivenciada pelo Brasil da era do neoliberalismo tucano.
Esse novo “medo” calará fundo nas consciências dos quase 50 milhões que passaram a ser socorridos pelo Bolsa Família; dos milhares de trabalhadores (que recebem salário mínimo) que tiveram seu poder de compra aumentado em mais de 70%; das quase 1,5 milhões de famílias que foram agraciadas com uma residência do programa “Minha Casa Minha Vida”; dos milhares de jovens que conseguiram entrar nas universidades via PRONI; dos 8 milhões de jovens que passaram a fazer o PRONATEC gratuitamente; dos 12,5 milhões de agricultores familiares (incluído os familiares diretos) que tiveram o volume de financiamento aumentado em mais de 700%, em relação ao ofertado pelo governo tucano; das mulheres, juventude, negros, LGBT, que tiveram incremento substancial em termos de políticas públicas inclusivas.
Todo esse contingente de brasileiros e brasileiras pensarão duas vezes antes de teclar os dois dígitos para escolher quem vai governar o país.
Logicamente, por mais que seja importante esse resgate do “fantasma do passado”, a construção da “4ª vitória do povo”, com a reeleição da presidenta Dilma, exigirá também uma reformulação e atualização do programa das forças progressistas contemplando uma estratégia de desenvolvimento soberano focada na elevação dos investimentos e no aumento da produtividade; na ampliação da infraestrutura energética e logística; na promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia e na realização do potencial econômico de vastas áreas que persistem à margem do progresso social; na realização de uma reforma urbana que humanize as cidades, bem como em outras reformas estruturais democráticas (política, tributária progressiva, democratização da mídia, fortalecimento do SUS, agrária, entre outras).
Um programa avançado que seja capaz de aprofundar as mudanças e, consequentemente, “renovar as esperanças”!
Quanto ao polêmico comercial “Fantasma do Passado”, que causou e tem causado tanto desconforto ao “consórcio conservador”, sou da opinião de que o mesmo assemelhou a um “direto no fígado” que acertou em cheio, abrindo caminho para mais um nocaute, para o delírio da maioria da Nação!
 
miranda-muniz
Miranda Muniz – agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, diretor de comunicação da CTB/MT – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e secretário sindical do PCdoB-MT

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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

Leia Também:  CLÁUDIO LEMBO: O funeral de Hugo Chávez aponta para curioso registro. A maioria dos participantes das múltiplas cerimônias se encontrava de camisa esporte. Nada de gravata. Longe, muito longe, casacas ou fraques tão comuns no passado colonial. A estultice correspondente ao uso de fraque, no calor do Rio de Janeiro, durante todo o Império e Velha República, acabou.

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

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Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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