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ELITE PREDADORA: Jandir Milan diz que "só" é beneficiado com uma renúncia fiscal de 85% dos impostos que deveria recolher aos cofres do Estado. E ameaça: "Se retirarem os incentivos, as empresas vão sair daqui". Pagamos pra ver essa fuga dos empresários!

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O empresário Jandir Milan (que circula em torno do grupo político do empresário Mauro Mendes e do senador Pedro Taques, ao mesmo tempo que conchava com o grupo político de Maggi, Silval e Riva), e que controla a Ábaco e a Milan Móveis, entre outros empreeendimentos e é o atual presidente da Fiemt, ouvido pelo jornal Circuito Mato Grosso, e mesmo em outras oportunidades, tem feito esta ameaça: se retirarem os incentivos fiscais (que na verdade traduzem renúncia fiscal, com o governo do Estado deixando de cobrar o que deveria cobrar em impostas de algumas seletos empresários) as empresas vão sair daqui.” Que empresas, cara pálida? Alguém imagina a Ábaco e a Milan Móveis saindo daqui para se instalar em São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin está patrocinando uma Adin justamente para tentar parar com a farra da renúncia fiscal em Mato Grosso? Confira o noticiário. (EC)
Milan diz que “só” tem 85% de incentivo fiscal
DO CIRCUITO MATO GROSSO
Questionado pelo Circuito Mato Grosso sobre os incentivos que recebe como um dos maiores fornecedores do Estado, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, disse achar que 85% de renúncia fiscal que recebe é pouco, uma vez que tem que pagar Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), Imposto de Renda (IR) e mais os 15% de ICMS.
Sobre a proposta de renovação dos incentivos fiscais por mais 20 anos, Milan disse que “se retirarem (os incentivos), as empresas vão sair daqui”. Ele também acredita não ser ruim a redução gradativa que o Governo do Estado está elaborando, já que as novas empresas não usufruirão dessa benesse, então a competitividade não se acirraria.
E quanto aos benefícios sociais que suas empresas dariam de retorno em troca do desconto no ICMS, Jandir Milan foi enfático: “Geramos 300 empregos e esses empregos sustentam uma média de mil pessoas consumindo este salário no mercado mato-grossense”.
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Geração de emprego não deveria ser único retorno
DO CIRCUITO MATO GROSSO
Empregabilidade é a palavra mais usada pelos interlocutores de Silval Barbosa para justificar a importância dos incentivos fiscais para o Estado. Afirmam que os salários recebidos formam uma cadeia de agregação de valores; assim, se tomar o ponto de vista do Governo de que os salários, por si mesmos, criam uma demanda social exequível e as empresas não precisam ajudar o Estado em nenhum outro setor, todas as empresas que têm empregados e não recebem isenção estariam sendo injustiçadas porque criam, também, essa demanda social.

O empresário e presidente da Fiemt, Jandir Milan (que controla as empresas Ábaco e Milan Móveis) entre os empresários Mauro Mendes (eventualmente exercendo a prefeitura de Cuiabá) e o empresário Silval Barbosa (eventualmente exercendo o governo do Estado de Mato Grosso): quando se tratam dos interesses do empresariado, as divergências entre eles são muito pequenas.


“Geração de emprego nunca deveria ser tida como contrapartida, muito menos como única possível, até para evitar beneficiarem-se duplamente os empresários”, analisa o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Louremberg Alves.  Na visão do analista político, isso é o mínimo que se pode esperar do Legislativo, responsável que é, sobretudo, pela fiscalização das ações do governo.
Nesse sentido, opina Louremberg, os deputados estaduais teriam de suspender, ainda que temporariamente, o projeto que defende a renovação dos incentivos fiscais. “Exemplo de que, de fato, estão para servir ao Estado e à sociedade, não apenas a um dado segmento da população, mesmo que sob a pressão empresarial ou de quem doa para campanhas eleitorais”.
 

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Leia Também:  APARECEU O PRIMEIRO JORNALISTA: Claudio Humberto nas delações da Friboi é acusado de extorsão. Cláudio é acusado de chantagear políticos e empresários

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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