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Empresário Gustavo Oliveira, da empresa Brita Guia, que foi coordenador da campanha de Mauro Mendes, vence licitação e receberá R$ 2,1 milhões para fornecer pedras para a Prefeitura de Cuiabá

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mauro mendes e gustavo oliveiraCoordenador de Mauro Mendes vence licitação e receberá R$ 2,1 mi para fornecer pedras
     
CLÁUDIO MORAES
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O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), contratou na semana passada a empresa Brita Guia Ltda por R$ 2.159,700 milhões para o fornecimento de toneladas de pedras, pedriscos e pó de brita. O resultado do pregão presencial 010/2013 foi publicado no Diário Oficial do Estado e dos 10 lotes licitados, a empresa venceu nove deles, sendo outro lote foi ganho pela Construnica Materiais para Construção Ltda com valor de R$ 375 mil para o fornecimento de pedrisco.
Um fato chama atenção no procedimento licitatório. A empresa Brita Guia Ltda, de acordo com informações da secretaria Jucemat (Junta Comercial de Mato Grosso), tem como um dos sócios Júlia Pinto de Oliveira e Gustavo Coelho Pinto de Oliveira.
Para quem não se lembra, o empresario Gustavo Coelho Pinto de Oliveira tem uma relação de amizade histórica com o prefeito Mauro Mendes. Ele é um dos vice-presidentes da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), entidade que chegou a ser presidida por várias vezes por Mauro Mendes antes de chegar ao palácio Alencastro.
Na campanha eleitoral do ano passado, Gustavo de Oliveira atuou na coordenação de campanha. Em seguida, após a vitória no segundo turno contra o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), Mauro Mendes (PSB), “nomeou” justamente o empresário como coordenador da equipe de transição que elaborou os estudos técnicos sobre a máquina pública.
Cotado para ser secretário, de forma surpreendente, Gustavo de Oliveira não ocupou nenhuma pasta no palácio Alencastro. Ele optou por comandar os negócios particulares e agora passa a fornecer seus produtos a gestão do prefeito Mauro Mendes.
A empresa Brita Guia Ltda tem um capital social de R$ 100 mil e foi fundada em junho de 1999. Ela possui incentivos fiscais concedidos pelo Estado através do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso).
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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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