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EDUARDO GOMES: Fávaro imita Gastão Müller e jura falso para assumir Senado

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Fávaro imita Gastão Müller e jura falso para assumir Senado

POR EDUARDO GOMES/BOA MIDIA

Prometo guardar a Constituição Federal e as leis do País. Desempenhar fiel e lealmente o mandato de senador que o povo me conferiu”.
Com esse juramento regimental, que não se aplica a ele, que não recebeu mandato popular, Carlos Fávaro (PSD) tomou posse no Senado nesta sexta-feira, 17.  Com esse ato Mato Grosso quebrou pela segunda vez o rito que reveste eleito em titular de mandato. A primeira vez aconteceu em 1979, com Gastão Müller (Arena), que também chegou ao cargo por linhas travessas. Gastão e Fávaro prestaram juramento falso.

Fávaro chegou ao cargo por uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, que mandou o Senado empossá-lo até a realização da eleição suplementar – sem data definida por conta do novo coronavírus – e a proclamação do resultado para o preenchimento do cargo vago com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos) pelo Tribunal Superior Eleitoral, por crimes de abuso de poder econômico e caixa 2, que também alcançaram seus suplentes Beto Possamia e Clerie Fabiana (ambos do PSL).
Fávaro é presidente regional do PSD; foi derrotado ao Senado em 2018, quando estavam em disputa duas cadeiras. À frente de uma chapa que se completava com Geraldo Macedo (PSD) e José Lacerda (MDB), recebeu 434.972 votos ficando em terceiro lugar. Selma Arruda (pelo PSL e mais tarde em outro partido) recebeu 678.542 votos. Em segundo lugar ficou Jayme Campos (DEM) com seus suplentes Fábio Garcia (DEM) e Cândida Teles (MDB),com 490.699 votos.
Candidato a senador na eleição suplementar, Fávaro é cabeça de uma chapa que se completa com a empresária Margareth Buzetti (PTB) e o vereador por Rondonópolis, Hélio Pichioni (PSD).

 
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FÁVARO – O paranaense Carlos Henrique Baqueta Fávaro é produtor rural em Lucas do Rio Verde. Antes de se envereadar pela política partidária presidiu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). Em 2014 um grupo de barões do agronegócio liderado por Eraí Maggi Scheffer o lançou candidato a vice-governador pelo PP na chapa encabeçada pelo senador pedetista Pedro Taques. No poder, Taques e Fávaro se desentenderam, mesmo com ele sendo prestigiado e tendo ocupado o cargo de secretário de Meio Ambiente.
Em 2018 Taques tentou a reeleição e Fávaro disputou o Senado em palanques diferentes. No começo do ano, temendo que o governador viajasse ao exterior sem seu conhecimento, Fávaro renunciou ao cargo, pois se Taques assim o fizesse automaticamente ele seria governador e, consequentemente inelegível.
 
 
BIÔNICOS – Gastão foi escolhido pelo Colégio Eleitoral em 1978 e empossado em 1979 como representante da bionicidade militar, que indicou um senador por Estado, para assegurar a maioria governista em plenário. Fávaro é biônico judicial. Coisas da democracia brasileira.
Em 1978 Mato Grosso escolheu três senadores, porque um ano antes, com a divisão territorial que criou Mato Gross do Sul, os senadores mato-grossenses optaram por aquele Estado. Um, Gastão, foi biônico, com mandato de oito anos; os outros dois, Canellas e Vuolo, eleitos, cumpriram mandatos com tempo diferenciado – Canellas, o mais votado, por oito anos; Vuolo, com menor votação, por quatro anos, pra permitir a tradição da renovação alternada de um e dois terços a cada quatro anos.
Redação Boamidia
FOTO: Agência Senado em 17 de abril de 2020
 
 
 
 
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ENTENDA O CASO DO MANDATO DE FÁVARO, GARANTIDO POR UMA DECISÃO LIMINAR MUITO QUESTIONÁVEL DO MINISTRO DIAS TOFFOLI DO STF:   https://paginadoenock.com.br/sebastiao-carlos-assusta-decisao-de-toffoli-em-favor-de-favaro-porque-inexiste-previsao-constitucional-que-a-autorize/

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

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Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

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Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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