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Doação de patrimônio da Empaer pode provocar briga judicial

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Sindicalista protesta contra doação do patrimônio da Empaer e pode ir à Justiça para impedir sucateamento da empresa
Em reunião realizada na Assembléia Legislativa de Mato Grosso, nesta segunda-feira, dia 4, convocada pelo deputado José Domingos (PSD), ex-secretário de Desenvolvimento Agrário, servidores da Empaer e a comissão que cuida da regulamentação da nova estrutura da empresa fizeram uma apresentação dos estudos realizados até agora e se comprometeram a entregar um relatório final até o início de julho.
A reunião serviu também para o alerta do sindicalista Gilmar Brunetto, presidente do Sinterp, quanto à destinação do patrimônio da Empaer. Brunetto declarou estar temendo que seja feita politicagem com o patrimônio da empresa, que inclui diversos imóveis oriundos da Casemat, Codeagri e Empa, espalhados por diversas regiões do Estado. Na ocasião, o sindicalista sugeriu ao deputado Domingos a apresentação de um projeto que estabeleça que esse patrimônio seja levado a leilão ou utilizado em permutas que permitam a reforma, ampliação e construção de novas unidades locais para a Empaer, já que a maioria delas tem mais de 30 anos de funcionamento e não sofreram reformas. Além do mais, estas novas unidades viriam substituir aquelas aonde a empresa dispende dinheiro com pesados aluguéis.
O deputado José Domingos se comprometeu em propor uma Lei, no mais curto prazo de tempo, que estabeleça esse critério. De acordo com o presidente do Sinterp, a Empaer, por falta de um compromisso do governo com a Agricultura Familiar, através dos anos, já perdeu sua sede central, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, hoje ocupada pela Seduc e o amplo centro de treinamento, em Várzea Grande, que atendia às demandas de capacitação tanto de técnicos como agricultores de todo o Estado. Tanto o centro de treinamento quando a sede da empresa foram descartados durante a administração de Dante de Oliveira. Já o governador Blairo Maggi, que prometeu muito investir na recuperação da empresa, acabou não fazendo praticamente nada. Espera-se que todo esse processo de descaso e abandono seja agora revertido na atual administração do governador Silval Barbosa que já se destacou promovendo a recuperação dos salários dos servidores que há mais de 20 anos estavam defasados.
Para surpresa de todos, todavia, após a reunião desta segunda-feira, o Sindicato foi informado que o antigo armazém da Empaer, localizado no Distrito Industrial de Cuiabá, que já fora objeto de denúncia do Sinterp por abandono, foi recentemente cedido a um empresário, via Secretaria de Industria e Comércio. Se confirmada esta transação, que viria reforçar o sucateamento da empresa, o Sinterp pretende buscar as vias judiciais para tentar revertê-la já que a citada transação não contou com o aval do Conselho de Administração da Empaer, que é presidido pelo secretário da Sedraf, funcionário da Empaer, doutor em holericultura Carlos Milhomem, nem com a aprovação do atual presidente, conforme testemunho via telefone ao sindicalista Gilmar Brunetto.
fonte – site do SINTERP

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

Leia Também:  O factóide do Estadão contra Lula - de que ele teria "vendido uma MP" - é muito mais babaca do que se imaginava. A tal MP que Lula teria "vendido", segundo o Estadão, nasceu de uma articulação iniciada por Antonio Carlos Magalhães, em 1999. A MP foi aprovada por unanimidade no Congresso, em 2009, defendida por Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e tendo como relator José Carlos Aleluia (DEM-BA), conforme descobriu o deputado federal Paulo Pimenta.

Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

Leia Também:  Gráfica Millenium, do grupo Gazeta de Comunicação, comandado por Dorileo Leal, também é investigada pela Polícia entre as empresas suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro público, que seria articulado a partir do Palácio Paiaguás, no governo de Silval Barbosa (PMDB)

Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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