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CUIABÁ

Alguma coisa está fora da ordem

DIOGO BOTELHO: Misael Galvão, você subtraiu a dignidade cívica de Cuiabá. Sua gestão é contra Cuiabá!

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Alguma coisa está fora da ordem

Diogo e Misael

Anti Misael na Câmara Municipal

POR DIOGO BOTELHO

Este não é um artigo de opinião. É uma declaração à sociedade e endereçada ao Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Misael Galvão.

Vossa Excelência, eleito por Cuiabá-MT, titular da confiança do povo, nasce para o cenário político envolvido em fatos, supostamente criminosos, segundo ação penal eleitoral oferecida pelo Ministério Público Eleitoral e que foi recebida pelo juízo da 51ª Vara Eleitoral de Cuiabá-MT.

Vossa Excelência, portanto, é réu, o que por si só, já bastaria para afastá-lo da função. Porém, infelizmente, o tempo da Justiça não tem acompanhado a necessidade do tempo político e a ânsia do povo cuiabano por moralidade com a coisa pública municipal.

Vossa Excelência foi eleito por seus pares para presidir no biênio 2019/2020, a Câmara Municipal de Cuiabá. Conduzir os trabalhos na Àgora cuiabana de modo a, em tese, promover a satisfação do interesse público municipal mediante a defesa das prerrogativas do vereador para que possam fiscalizar com rigor os atos do Poder Executivo e exercer atividade legislativa suficiente para satisfazer a necessidades elementares de nosso sofrido povo.

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Vossa Excelência, no entanto, falhou!

Vossa Excelência, de largada, marca sua gestão com o patético episódio da cassação do vereador Abílio Brunini. É patético porque consumiu tempo e recurso público, dinheiro do povo cuiabano, para que a Justiça, em primeira vista – primo ictu oculi – anulasse a decisão de cassação de mandato oriunda, certamente, de sua péssima condução nos trabalhos.

Vossa Excelência foi incapaz de interpretar o Regimento Interno da Câmara Municipal, pois, criou a ambiência para que mais uma vez, a casa de leis seja rotulada de Casa dos Horrores!

Vossa Excelência, também, na condição de presidente da Câmara Municipal, juntamente com sua grei, é incapaz de dar uma resposta aos cuiabanos acerca dos dinheiros enviados pelo Governo Estadual e Federal para fazer enfretamento à propagação do COVID19.

Vossa Excelência, falha pela completa apatia de não fazer sua função: fiscalizar o Executivo. E a consequência disto? O comércio cuiabano está fechado porque a Justiça reconheceu que não há leitos de saúde! Cadê as Uti´s?

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Vossa Excelência torna-se, assim, responsável pelo fechamento do comércio cuiabano, sendo coautor da negligência política que sufoca os cuiabanos!

Vossa Excelência, como se disse, é incapaz de interpretar o Regimento Interno, e quando o faz lhe falta transparência!

Vossa Excelência, surpreendendo Cuiabá, colocou como diz nosso povo, de supetão, a votação do relatório sobre a CPI do paletó, sem dar ampla publicidade, privando os munícipes de debater o assunto e acionarem seus representantes.

Vossa Excelência calou a boca, aprisionou a liberdade de manifestar, contribuir e formular dos cuiabanos sobre o episódio paletó. Você protegeu os vereadores da pressão popular. Você acobertou o inacobertável. Você subtraiu a dignidade cívica de Cuiabá. Sua gestão é contra Cuiabá!

Vossa Excelência, no trato com a coisa pública, é tudo aquilo que não precisamos! É o modelo de gestão pública ultrapassada e que deve ser defenestrada nas urnas. É o modelo de mandato parlamentar que deve ser reprovado com veemência.

Sou sua antítese, Presidente Misael Galvão.

Cuiabá, nossa história, nosso povo, não lhe merece!

Diogo Botelho, é advogado em Cuiabá, Mato Grosso

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Alguma coisa está fora da ordem

LÚDIO CABRAL: 5 mil vidas perdidas para a covid em Mato Grosso

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CINCO MIL VIDAS

Lúdio Cabral*

Cinco mil vidas perdidas. Esse é o triste número que Mato Grosso alcança hoje, dia 26 de janeiro de 2021, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cada um de nós, mato-grossenses, convivemos com a dor pela perda de alguém para essa doença. Todos nós perdemos pessoas conhecidas, amigos ou alguém da nossa família.

A pandemia em Mato Grosso foi mais dolorosa que na maioria dos estados brasileiros e o fato de termos uma população pequena dificulta enxergarmos com clareza a gravidade do que enfrentamos até aqui.

A taxa de mortalidade por covid-19 na população mato-grossense, de 141,6 mortes por 100 mil habitantes, é a 4ª maior entre os estados brasileiros, inferior apenas aos estados do Amazonas (171,9), Rio de Janeiro (166,2) e ao Distrito Federal (147,0). O número de mortes em Mato Grosso foi, proporcionalmente, quase 40% superior ao número de mortes em todo o Brasil. Significa dizer que se o Brasil apresentasse a taxa de mortalidade observada em Mato Grosso, alcançaríamos hoje a marca de 300.000 vidas perdidas para a covid-19 no país.

Lembram do discurso que ouvimos muito no início da pandemia? De que Mato Grosso tinha uma população pequena, uma densidade populacional baixa, era abençoado pelo clima quente e que, por isso, teríamos poucos casos de covid-19 entre nós?

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Lembram do posicionamento oficial do governador de Mato Grosso no início da pandemia, de que o nosso estado não teria mais do que 4.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus?

Infelizmente, a realidade desmentiu o negacionismo oficial e oficioso em nosso estado. Não sem muita dor. O sistema estadual de saúde não foi preparado de forma adequada. Os governos negligenciaram a necessidade de isolamento social rigoroso em momentos cruciais e acabaram transmitindo uma mensagem irresponsável à população. O resultado disso tudo foram vidas perdidas.

Ao mesmo tempo, o Mato Grosso do sistema de saúde mal preparado para enfrentar a pandemia foi o estado campeão nacional em crescimento econômico no ano de 2020. Isso às custas de um modelo de desenvolvimento que concentra renda e riqueza, de um sistema tributário injusto que contribui ainda mais com essa concentração, e de um formato de gestão que nega recursos às políticas públicas, em especial ao SUS estadual, já que estamos falando em pandemia.

Dolorosa ironia do destino, um dos municípios símbolo desse modelo de desenvolvimento, Sinop, experimentou mortalidade de até 100% entre os pacientes internados em leitos públicos de UTI para adultos em seu hospital regional.

Nada acontece por acaso. Os números da covid-19 em Mato Grosso não são produto do acaso ou de mera fatalidade. Os números da covid-19 em Mato Grosso são produto de decisões governamentais, de escolhas políticas determinadas por interesses econômicos, não apenas agora na pandemia, mas por anos antes dela. E devemos ter consciência disso, do contrário, a história pode se repetir novamente como tragédia.

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Temos que ter consciência dessas injustiças estruturais para que possamos lutar e acabar com elas. A dor que sofremos pelas pessoas que perdemos para a pandemia tem que nos mobilizar para essa luta.

Lutar por um modelo de desenvolvimento econômico que produza e distribua riqueza e renda com justiça, que coloque pão na mesa de todo o nosso povo e que proteja a nossa biodiversidade. Lutar por um sistema tributário que não sacrifique os pequenos para manter os privilégios dos muito ricos. Lutar por políticas e serviços públicos de qualidade para todos os mato-grossenses. Lutar pelo SUS, por um sistema público de saúde fortalecido e capaz de cuidar bem de toda a nossa população.

São essas algumas das lições que precisamos aprender e apreender depois de tantos meses de sofrimento e dor, até porque a tempestade ainda vai levar tempo para passar.

*Lúdio Cabral é médico sanitarista e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso.

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