(65) 99638-6107

CUIABÁ

Brasil, mostra tua cara

COMEÇOU O NEPOTISMO: Mauro nomeia filho de Malheiros

Publicados

Brasil, mostra tua cara

Mauro Mendes, prefeito eleito, já encontrou um jeito de favorecer seu vice, João Malheiros, encaixando o filho do deputado na equipe que cuidará da transição administrativa, na Prefeitura de Cuiabá


NOVA GESTÃO
Filho de Malheiros integra equipe de transição
Antonielle Costa
O prefeito eleito para comandar o Palácio Alencastro nos próximos quatro anos, Mauro Mendes (PSB), anunciou nesta terça-feira (7) os nomes que irão coordenador sua transição, entre eles está Júlio Malheiros – filho do vice do socialista Joao Malheiros. Integram ainda a equipe: Gustavo de Oliveira (coordenador-geral), Antonio Máximo e Wildce Costa.
Mendes destacou que toda uma metodologia foi pensada para a transição e após estudos a conclusão foi de que dividir os trabalhos em cinco áreas seria a melhor alternativa, ficando da seguinte forma: saúde, educação, infraestrutura, políticas públicas (envolve secretarias como esportes, cultura, turismo) e gestão (planejamento, finanças e controladoria).
De acordo com o prefeito eleito, cada equipe será composta por quatro membros que serão anunciados até o próximo dia 12. Ele destacou que vem recebendo indicações de nomes de outros companheiros ligados ao projeto político que representa. Os trabalhos do grupo de transições terão início na próxima segunda-feira (7).
O coordenador-geral do grupo fez uma explanação sobre os trabalhos da equipe a afirmou que os principais objetivos são: fornecer informações detalhadas ao prefeito e toda equipe; interagir com a atual administração para que em janeiro não haja interrupção nos serviços públicos; cooperar com gestão atual nos preparativos para 2013.
Além disso, direcionar recursos da prefeitura para atender os compromissos firmados com a população durante o período eleitoral, a partir de janeiro.
Cronograma
Dia 12 – equipe transição formada
Dia 3 de dezembro – entrega de relatórios das equipes a coordenação
Dia 21 de dezembro – coordenação entrega todo o planejamento de gestão
Dia 27 de dezembro – anúncio de todos os secretários da gestão Mendes
FONTE MATO GROSSO NOTICIAS
————————-
Transição em Cuiabá: tudo em família
Equipe de transição sugere escolhas pautadas por laços de família por mais que alguns nomes se destaquem profissionalmente
Itamar Perenha
TURMA DO EPA
O engenheiro civil Gustavo Oliveira, fiel escudeiro de Mauro Mendes desde os tempos na presidência da Fiemt, será o comandante geral da equipe de transição na Prefeitura da Capital.
Seu nome é uma escolha do futuro prefeito de Cuiabá. Foi anunciado durante coletiva na tarde desta quarta-feira (07/11) no Palácio Alencastro, ocasião em que o prefeito Chico Galindo e o eleito, Mauro Mendes, eram só sorrisos de “siso a siso”.
Além de engenheiro, Gustavo é pós-graduado em Administração e atuou como coordenador do Plano de Governo de Mauro Mendes. Na campanha eleitoral ele também foi o responsável pelo planejamento estratégico e preparação para os debates.
Coincidência ou influência?
Credenciais e serviços prestados, pelo que se sabe, não faltam ao coordenador geral da equipe de transição, mas um fator não revelado, porém, de maior peso para a escolha é uma singela relação de parentesco: Gustavo é cunhado do filho de Galindo.
A relação de parentesco não para por aí. Vem com Chico Galindo e passará para Mauro Mendes.
Vale lembrar, que Lamartine Godoy, um dos principais secretários da administração de Galindo, guarda relação próxima de parentesco com o prefeito de Cuiabá. Bem próxima. Ele também integra a equipe de transição, apontado pela atual administração.
De pai para filho
Outro integrante da equipe, este, com relação de parentesco mais próxima ainda, refere-se ao médico Veterinário  Júlio Malheiros, filho de João Malheiros, vice prefeito eleito.
Como a ordem natural das coisas encaminha integrantes da equipe de transição para comporem o staff mais qualificado do prefeito, não será estranhável que venham a ocupar pastas vistosas da futura gestão, pois, afinal, está tudo em família!

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Dante criou e Maggi e Silval sustentaram Riva

Propaganda
6 Comentários

6 Comments

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Brasil, mostra tua cara

Parentes de vítimas da covid-19 fazem relatos e pedem mudanças na lei

Publicados

em


Em um dia exclusivamente dedicado a ouvir vítimas da covid-19, na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPI) do Senado, a enfermeira obstetra Mayra Pires Lima contou nesta segunda-feira (18) como foi trabalhar no Amazonas durante o colapso enfrentado pelo estado no início deste ano, em meio à falta de insumos e oxigênio hospitalar para tratar pacientes da doença.

Emocionada, a enfermeira contou que hoje é responsável por quatro sobrinhos, filhos de sua irmã, que morreu durante o colapso da saúde em Manaus. À época do falecimento da irmã, Mayra disse que as crianças menores, gêmeas, tinham apenas 4 meses de vida. “Muitas vezes eu assumia a assistência de saúde da minha irmã porque nós tínhamos cinco técnicos de enfermagem para cuidar de 80 pacientes graves”, destacou Mayra aos senadores. “Só em Manaus nós temos mais de 80 órfãos da covid. Só na minha família são quatro”, destacou, questionando o que está se fazendo por essas crianças e por essas famílias.

Mayra acrescentou que também foi infectada pelo novo coronavírus e perdeu outro irmão para a doença. “Um pouco de bom senso e um pouco de humanidade por parte dos gestores teriam dado um rumo diferente à pandemia no Amazonas”, disse. Segundo ela, durante todo o ano de 2020, os profissionais de saúde com quem trabalha tiveram que comprar seus equipamentos de proteção individual. Ela agradeceu aos amigos que em várias ocasiões doaram os que ela usou.

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza audiência pública destinada a ouvir o depoimento de vítimas diretas e indiretas atingidas pela Covid-19. Conforme proposto em requerimento, os convidados representam as cinco Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza audiência pública destinada a ouvir o depoimento de vítimas diretas e indiretas atingidas pela Covid-19. Conforme proposto em requerimento, os convidados representam as cinco

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza audiência pública destinada a ouvir o depoimento de vítimas diretas e indiretas atingidas pela Covid-19. Edilson Rodrigues/Agência Senado

Valorização

No Senado, a enfermeira comparou a situação dos profissionais de saúde a “um cenário de guerra”. “No Amazonas, tivemos uma situação bastante difícil. Quando eu me formei, tinha grande sonho de ajudar em outras calamidades. Hoje, eu falo que eu vivi uma guerra, atendi pacientes às vezes sem proteção nenhuma”, declarou.

Mayra lembrou ainda que no Amazonas a covid-19 vitimou “ótimos médicos e obstetras”. “Perdemos colegas pra depressão e suicídio”, destacou. Segundo ela, somente entre enfermeiros, foram 82 óbitos, sem contar os que ficaram com sequelas. “A gente via postagens sobre os nossos heróis. Nós não queremos parabéns, queremos valorização”, disse ao defender a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2564/2020, que visa aumentar o piso salarial dos profissionais da enfermagem.

Em resposta ao pleito, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) disse que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), comprometeu-se a pautar a matéria “o mais breve possível” no plenário da Casa. A recomendação de aprovação da proposta também estará no relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Em outro depoimento, Giovanna Gomes Mendes da Silva, de 19 anos, que perdeu a mãe e o pai por complicações da doença em um intervalo de 14 dias, também falou aos senadores das dificuldades que enfrenta. Hoje a jovem, que tem a guarda da irmã mais nova, de 10 anos, diz passar por problemas psicológicos e financeiros. “Antes, vivia uma vida de alegria com alguns momentos de tristeza. Hoje, vivemos tristes, e uma ou outra coisa nos deixa alegres”, destacou.

A adolescente lembrou aos senadores que, antes de ser intubada, sua mãe chegou a passar uma noite inteira internada com uma máscara de oxigênio furada e que acredita que isso tenha agravado a situação de saúde dela. “Trocaram, mas de qualquer forma o quadro dela se agravou.” Dois dias depois, seu pai foi internado. O homem já havia se recuperado da covid-19, mas tinha um câncer, que segundo ela, após a doença, se agravou muito. “A gente não teve nem tempo de sofrer pela minha mãe, pois não podia ficar chorando na frente do meu pai”, contou a jovem. “Perdemos as pessoas que mais amávamos.”

Sem os pais, Giovanna relatou que se mantém e cuida da irmã com ajuda de doações de parentes da mãe que contribuem “com o pouco que têm”. “Passamos a não ter nossos dois pilares e também não ter quem nos ajudasse”, disse.

Propostas legislativas

Como resultado dos trabalhos da comissão, os senadores também adiantaram que vão apresentar uma proposta legislativa para que os órfãos de responsáveis vitimados pelo novo coronavírus recebam um auxílio financeiro de um salário mínimo até completarem 21 anos de idade. A CPI vai sugerir também a inclusão da covid-19 na relação de doenças que ensejam aposentadoria por invalidez quando a perícia médica atestar.

Prevent Senior

Outra experiência ouvida pelos senadores foi a de Katia Shirlene Castilho dos Santos. Ela também perdeu pai e mãe para a covid-19. “Fiz do meu luto uma luta”, disse. Segundo a depoente, o pai contraiu a doença em março deste ano, uma semana antes de poder receber a vacina. O homem faleceu enquanto a esposa estava internada, em São Paulo, em um hospital da rede Prevent Senior. “Ele não teve nenhuma despedida digna e isso aconteceu com muitos brasileiros”, disse.

Kátia contou que sua mãe, de 71 anos, foi tratada com o chamado kit covid após uma teleconsulta feita pela operadora. “Não fizeram nenhum exame e acabaram mandando o kit covid”, disse. “Como você vai falar para uma idosa de 71 anos que confia no convênio, que aquele remédio que o médico mandou para ela, para cuidar dela, não estaria fazendo nada?”, disse. Entre outras várias denúncias, a operadora, investigada pela CPI, é acusada de obrigar médicos a prescrever medicamentos sem eficácia comprovada para tratamento de pacientes com coronavírus. O plano de saúde nega as acusações. 

Taxista

A CPI também ouviu hoje o taxista Márcio Antônio do Nascimento da Silva, que contou sobre a perda do filho Hugo Dutra do Nascimento Silva, de 25 anos. Hugo foi atendido em uma unidade de pronto-atendimento (UPA) em Copacabana, no Rio de Janeiro, transferido para um hospital, intubado por 15 dias, mas não resistiu.

Com a voz embargada, Silva narrou os últimos dias de vida de seu filho, quando ele começou a sentir cansaço e falta de ar. O taxista disse ter acompanhado Hugo no hospital até o seu falecimento, e lembrou com pesar do dia em que teve de reconhecer o corpo do filho.

“A última vez que o vi, ele estava dentro de um saco”. O depoente criticou declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a covid-19 e a demora do Brasil para a aquisição de vacinas. Segundo ele, o que dói não é apenas o luto, mas o que veio após a morte de Hugo: “O deboche, a irracionalidade das pessoas, inclusive de amigos”. “Eu daria a minha vida para o meu filho ter chances de ser vacinado”, disse.

O taxista lembrou aos senadores como foi o episódio em que foi flagrado na Praia de Copacabana, em abril de 2020, recolocando as cruzes que homenageavam as 100 mil vítimas da doença à época – colocadas por uma organização não governamental – que haviam sido derrubadas por outra pessoa. Silva contou que, na ocasião, foi agredido verbalmente. “Quando descobriram que era apenas um pai que estava triste pelo seu filho, foi um constrangimento geral”, disse.

Para ele, o início da CPI da Pandemia foi um alívio. Ele destacou que sentiu alento em pensar que nem todas as autoridades diriam “e daí” para os óbitos em decorrência da pandemia. Para mim, não importa o partido político dos senhores, o que importa é que meu Hugo não volta mais, mas tenho outros filhos e quatro netinhos”, disse.

Próximos passos

Amanhã os senadores devem ouvir o último depoimento antes da leitura do relatório final dos trabalhos, marcada para quarta-feira (20). O representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Elton da Silva Chaves, que integra a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde. Ele será cobrado a dar explicações sobre a última reunião da Conitec que retirou de pauta um documento que pretendia vetar o uso de medicamentos ineficazes no tratamento contra a covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS).

A votação do relatório final do colegiado foi reagendada para a próxima terça-feira (26).

Edição: Bruna Saniele

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Mauro Iasi, candidato a presidente do Brasil pelo Partido Comunista Brasileiro, visita Cuiabá. É o primeiro presidenciável a visitar Mato Grosso depois do início da campanha. Entre as propostas que defende estão o fim da Polícia Militar e o tabelamento de preços
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA