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ALDO LOCATELLI: "Lembre-se, Lúdio, de que Éder Moraes foi mandado embora do governo por supostamente ter feito articulações duvidosas, atualmente chamadas de “não republicanas”. Se ele não fala por você, Lúdio, coloque o Éder no lugar certo – o de ex-secretário aparecido"

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Aldo cobra explicações de Éder - parceiro de Lúdio na campanha - sobre o jatinho de prefixo PR-VPP e sobre o helicóptero de prefixo PR-GPD. E sobre o apartamento de aproximadamente 900 metros quadrados em Jurerê Internacional com seis vagas na garagem, passeio de iate na ilha de Comandatuba e sobre o apartamento na Cidade Jardins, em São Paulo


Lúdio Cabral ainda desconhece com quem anda
Por Aldo Locatelli
Peço licença aos leitores para mais uma vez fornecer algumas respostas ao senhor Eder Moraes, já que sempre sou citado por ele em suas declarações à imprensa. Que vontade de aparecer ele têm! Usa a desculpa de que sai em defesa do candidato a prefeito Lúdio Cabral. É por isto que vou direcionar minhas palavras aos dois colegas de campanha (Eder Moraes e Lúdio Cabral). Recentemente, o ex-secretário perguntou: “quem é o Aldo para questionar o meu patrimônio?” Eu respondo. Sou um cidadão empresário que paga impostos em dia e gera empregos diretos para mais de 1.500 pessoas. Já o senhor é um ex-nomeado para cargo público. E, se um funcionário público tem a obrigação de prestar contas à sociedade, imagine o tamanho da responsabilidade de um apadrinhado político que exerceu várias funções públicas? Em cargos no governo do Estado ficou por dez anos de forma conturbada e “notória”. O senhor Moraes gosta de repetir isto o tempo todo.
Pois eu insisto. Eder Moraes deve sim explicações não só para mim, mas também para a sociedade, principalmente porque teve seu nome envolvido em escândalos e porque justifica o seu crescimento patrimonial afirmando que sempre teve outras atividades. Seu “bom vivant” aguça a minha curiosidade. Que atividades empresariais seriam estas? Elas nunca conflitaram com os seus deveres no cargo público? Pode um servidor público usufruir do cargo e manter outras atividades sem desejar ser questionado? Será que não teriam ligações com empréstimos subsidiados a algumas empresas, no âmbito da MT Fomento? Será que não tinham ligações com os precatórios? Ou quem sabe interesses com o caso “Land Rover”?
Aproveite e explique também à população sobre o jatinho de prefixo PR-VPP e sobre o helicóptero de prefixo PR-GPD.  Comente ainda sobre o apartamento de aproximadamente 900 metros quadrados em Jurerê Internacional com seis vagas na garagem, passeio de iate na ilha de Comandatuba e sobre o apartamento na Cidade Jardins, em São Paulo. Não se esqueça de falar sobre hotéis de luxo no Rio de Janeiro, vinhos argentinos, como o Nicolas Catena Zapata, que custam mais de R$ 700,00.
E o senhor Eder ainda vem ironizar a doação que uma de minhas empresas fez à campanha do candidato Mauro Mendes, sendo que a Justiça eleitoral me permite isto. Logo o senhor que doou para a campanha do Lúdio Cabral quer tentar perverter o sentido das doações de campanha? Você pode doar e eu não? Pois afirmo que a única coisa que vou exigir do Mauro Mendes é o respeito a Cuiabá. Eu não preciso de cargo público, não quero ser vitrine e muito menos usufruir de funções para distribuir e receber favores.
O Eder Moraes também gosta de citar o meu posicionamento a respeito do VLT e insinua que o BRT me traria lucros por ser a atividade de revenda de combustíveis o meu principal negócio. O Eder Moraes não conhece a operacionalização de um posto de combustível. Faço questão de esclarecer. Posto vende combustível para automóveis leves e pesados, mas os ônibus não estão inclusos nesta lista. As empresas de ônibus mantém suas próprias bases de abastecimento em operações diferenciadas das de postos. Portanto, eu não teria como ganhar nenhum centavo com o BRT. Defendo o BRT, porque este sistema não faria os cofres públicos assumirem um investimento de tal magnitude a ponto de escalonar prioridades como, por exemplo, compromissos em saúde e educação. Não há como fazer tudo, portanto o que defendo é a definição de prioridades.
Agora me volto ao Lúdio, que disputa pela primeira vez o cargo de prefeito e como outros candidatos, representa a renovação nos quadros da nossa política. Esta renovação merece ser respeitada e incentivada. Não é meu candidato. Entendo que ainda há muito que aprender e se familiarizar, como, por exemplo, saber com que anda. Este é o título desse artigo.
É preciso enxergar bem quem saiu em sua defesa, ou melhor, quem saiu atirando nos outros. Éder é do tipo que se faz de pessoa humilde, simples e desinteressada por cargos só em período eleitoral. Lembre-se, Lúdio, de que ele foi mandado embora do governo por supostamente ter feito articulações duvidosas, atualmente chamadas de “não republicanas”.  Pense bem Lúdio. Não seja aquele homem que entrou no mar e que, só quando a maré baixou, percebeu que estava sem calção. Aí será tarde demais. Se ele realmente não fala por você, Lúdio Cabral, coloque o no lugar certo – o de ex-secretário aparecido.
Aldo Locatelli é empresário em Cuiabá

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

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Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

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Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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