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Para ADEMAR ADAMS, Lúdio e Mauro são dois bons candidatos

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Candidatos bons – campanhas péssimas
por ADEMAR ADAMS

Lúdio Cabral e Mauro Mendes, candidatos que disputam o segundo turno, em Cuiabá


Em 1978 a campanha ao Senado, que era o máximo de candidaturas majoritárias que a milicada e os civis fascistas permitiam, foi uma baixaria só. E ambos os candidatos eram da Arena: Garcia Neto que deixou o governo para concorrer e Benedito Canelas, um insignificante deputado, mas que canalizava o ódio ao ex-governador, acusado de ajudar o ditador Geisel a fazer a divisão do Mato Grosso.
Garcia Neto era o “Ratão”nos panfletos que inundavam a cidade. O outro, cuja foto melhorada já antes do foto shop, mostrava um jovem bonito, transformado em herói, que enganou até este escriba, um novel pau rodado que dia 24 de outubro fará 34 anos de desembarque.
O “Ratão” perdeu, mas quem perdeu mesmo foi o Estado, pois o bonitão foi um senador de nada, dizem que limitado a ser churrasqueiro de segunda na Granja do Torto, lambendo as botas e passando kaol nas esporas e estribos do general Figueiredo.
Pois bem, corte para 2012. Tornamo-nos mais civilizados? Coisa nenhuma! Em plena era de tantos decantados avanços tecnológicos e sociais, vemos uma campanha rasteira, onde não importa quem é candidato, importa é quem os apoia.
Goste-se ou não, Lúdio Cabral é um jovem político com dois mandatos de vereador, sem mácula, atuando com trabalho social na periferia, prestando contas do seu mandato, promovendo as rodas da cidadania e que tem o mérito de conseguir fixar sua candidatura em meio aos rachas sem fim do PT. Surgiu como um ramo novo, após os troncos precocemente apodrecidos de Serys, Abicallil e Alexandre César.
Também o Mauro Mendes é um candidato com qualidades inegáveis. Teve atuação na política estudantil, foi para a iniciativa privada e montou uma empresa de sucesso. Se foi ajudado por subsídios e benefícios creditícios e fiscais, está dentro da legalidade que favorece todos os empresários. Foi dirigente da corporação empresarial, demonstrando sua liderança. Também tem o direito de pleitear cargos políticos.
Mas o que faz o marketing de ambos os candidatos? Ao invés de falar dos méritos dos postulantes, prefere atacar a sua redondeza, agredir os que estão em volta. Existem incoerências? Claro, ser incoerente é da natureza dos políticos, que sempre pragmáticos, acham justificativa para tudo.
A campanha do Mauro ataca os supostos apoios que Lúdio recebe de Eder Morais (desculpem o palavrão) José Riva (perdão, senhoras!) e Silval Barbosa (quem?). Esquecem que há quatro anos estes três estavam juntos no palanque de Mauro Mendes. Quem mudou? E esta história de drogas e aborto, que coisa mais baixa, mais fedorenta! E agora com o sicofanta Antero, então…
Já a campanha PT/PMDB ataca o sucesso empresarial do adversário como se fosse um crime. E reforça a incongruência do paladino Taques ajoujado com Blairo Máqquinas, que em 2010 o ex-procurador falava dos 100% equipado e 20% roubado, etc. Gente, aquilo também era campanha política! Pedro Taques sempre teve uma queda pelo sojicultor e podem estar certos que em 2014 vão estar juntos.
Então, meus amigos, eleição não é carreira de cavalos que se precisa ganhar a qualquer custo, como dizia Brizola. Perder uma eleição com dignidade é melhor do que ganhar dando caneladas.
Lembre-se que Garcia Neto nunca mais ganhou uma eleição e Bendito Canelas nunca mais foi nada. O veneno da baixaria, da mentira, da safadeza, também contamina quem joga.
Eu já declarei que voto no Lúdio. Não tenho vergonha de ele receber o apoio do Riva (perdão, de novo). Foi esse ladino que veio apoiar o meu candidato no 2º turno. Isso prova que ele só agora descobriu que Lúdio é o melhor, ou seja, o candidato do PT não precisava dele. Aliás, nem Brito usava o Baixinho na sua campanha, pois sabia que o apoio do deputadinho, em Cuiabá, é abraço de tamanduá. Por isso, faço um apelo: Lúdio, chuta o Riva!
Por fim, constato que apesar de toda essa nojeira de campanha, é o jogo. Aristóteles já dizia que a política sobrepuja a moral. Mas para a sorte de Cuiabá, qualquer um dos candidatos é melhor que Galindo, Galinho e Roberto França, juntos. Festejemos isso!
Ademar Adams é jornalista em Cuiabá, Mato Grosso

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Plano ABC+ pretende reduzir emissão de carbono em 1,1 bi de toneladas

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A nova versão do Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+) pretende cortar a emissão de carbono em 1,1 bilhão de toneladas até 2030. Isso representa um aumento de sete vezes ao valor definido no plano original, cuja primeira etapa foi executada na última década.

As metas revisadas foram divulgadas hoje (18) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. A nova etapa do plano pretende introduzir tecnologias de produção sustentável em 72,68 milhões de hectares no Brasil nos próximos nove anos. A área equivale a pouco mais que o dobro da superfície do Reino Unido.

O plano também pretende aumentar em 208,4 milhões de metros cúbicos o volume de resíduos animais tratados e ampliar para 5 milhões o número de cabeças de gado engordadas com o método de terminação intensiva a pasto, que prevê o fornecimento de rações aos animais durante o período de seca e a melhoria da adubação dos pastos. A engorda mais rápida reduz a emissão de gás carbônico pelo gado.

Leia Também:  BARBARA GANCIA NA FOLHA DE S.PAULO: "Até concordo que a gente queira ver canalhas ricos o bastante para contratar advogados top na cadeia. Mas, vem cá: o Genoino, gente? Todo mundo conhece o Genoino, sabe que ele não vive no luxo. E não merece o que está acontecen­do. Nesta semana vi gente com sangue nos olhos dizendo que queria vê-lo atrás das grades. Isso não pode ser sede de justiça. É outra coisa. É preconceito puro"

Na cerimônia de lançamento do plano, a ministra Tereza Cristina disse que, apesar das metas ambiciosas, o agronegócio brasileiro tem condições de cumpri-las. “Temos uma das mais ambiciosas políticas públicas da agropecuária do mudo, que traça metas ousadas para aprimorar a sustentabilidade da produção brasileira ao longo da próxima década e manter o agro na vanguarda dos esforços de enfrentamento da mudança do clima”, declarou.

Em relação ao Plano ABC, executado entre 2010 e 2020, o Ministério da Agricultura informou que os resultados superaram as previsões. Nos últimos dez anos, as ações conseguiram evitar a emissão de 170 milhões de toneladas de gás carbônico e beneficiou 52 milhões de hectares com tecnologias mais modernas de produção. Isso significa 46,5% além da meta original, segundo a pasta.

Os valores anunciados hoje serão somados às metas executadas na última década. Dessa forma, as metas atingidas pelo Plano ABC original estão mantidas. O Plano ABC+ será apresentado pelo governo brasileiro na próxima Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP-26).

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Ações

O novo plano estabelece uma abordagem integrada das áreas produtivas, poupando o máximo possível de terra e cumprindo o Código Florestal, a manutenção da saúde do solo e a conservação de água e da biodiversidade. Segundo o Ministério da Agricultura, essa abordagem melhora a geração de renda por meio dos serviços ambientais gerados pelos ecossistemas durante a produção agropecuária.

A promoção de oito formas de tecnologia está prevista no Plano ABC+: a recuperação de áreas degradadas; o plantio de 4 milhões de hectares de florestas; o tratamento de resíduos animais; a terminação intensiva de pastos; o uso de micro-organismos a partir de bioinsumos; plantio direto de grãos com o mínimo de reviramento de solo e cobertura permanente com plantas vivas ou palhada; sistemas de irrigação eficientes que consumam pouca água; e sistemas integrados de plantio entre culturas diferentes e hortaliças.

Edição: Fábio Massalli

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