Jayme Campos, senador do DEM, amigo de Gilmar Mendes e parceiro eleitoral de Pedro Taques, tem processo por peculato “esquecido” na gaveta de Joaquim Barbosa. No próximo dia 6 de outubro, se o STF continuar empurrando o processo com a barriga, e Pedro Taques continuar calado diante deste descalabro, vai acontecer o mesmo que aconteceu com as denúncias contra Otaviano Pivetta, no Escândalo da Cooperlucas e, recentemente, com as denúncias contra Francisco Faiad, de falsificação de substabelecimento no Precatório dos Militares: a denúncia do MPF de peculato contra Jayme será prejudicada pela PRESCRIÇÃO. Assim fica fácil para o advogado Huendel Rolim

Gilmar Mendes, que gosta de ser badalado como representante de Mato Grosso no Pleno do Supremo Tribunal Federal, o senador Jayme Campos, velho cacique da Arena e do PFL, agora rebatizados como DEM e o senador Pedro Taques, do PDT, provável candidato de uma frente de centro-direita ao governo do Estado de Mato Grosso nas eleições de 2014. Taques se elegeu, em 2010 agarrado à bandeira do combate a corrupção. Mudou o ex-procurador da República ou mudei eu?!

Gilmar Mendes, que gosta de ser badalado como representante de Mato Grosso no Pleno do Supremo Tribunal Federal, o senador Jayme Campos, velho cacique da Arena e do PFL, agora rebatizados como DEM e o senador Pedro Taques, do PDT, provável candidato de uma frente de centro-direita ao governo do Estado de Mato Grosso nas eleições de 2014. Taques se elegeu, em 2010 agarrado à bandeira do combate a corrupção. Mudou o ex-procurador da República ou mudei eu?!

MALABARISMOS

Senador do DEM, amigo de Gilmar Mendes, tem processo ‘esquecido’ na gaveta de Barbosa

Prescreve em 6 de outubro crime de peculato do qual é acusado Jayme Campos por desvio de verbas federais de saúde quando era governador de Mato Grosso, em 1994
por Helena Sthephanowitz
DA REDE BRASIL ATUAL
AG. SENADO
jayme.jpgJayme Campos, senador do DEM que está prestes a se livrar de ser julgado pelo STF

Na tarde do dia 2 de maio de 2013, nove meses atrás, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do Inquérito 2606, instaurado a partir de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o senador Jayme Campos (DEM), acusado de peculato e de burlar a Lei de Licitações quando era governador de Mato Grosso, em 1994, quase 20 anos antes – o MPF constatara que Campos teve participação no desvio de verbas federais da Saúde para compra de equipamentos e materiais hospitalares, através de superfaturamento com dispensa de licitação de forma ilegal.

A sessão do STF não condenaria nem ao senador, nem a ninguém. Apenas decidiria se a denúncia seria acatada para virar processo ou não.

Naquele dia, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, viajava para a Costa Rica, para onde fora convidado a acompanhar a celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Presidia a sessão o vice-presidente da Corte, Ricardo Lewandowski.

O julgamento foi interrompido por sugestão de Celso de Mello, acatada pelos demais ministros após o voto de Luiz Fux, que se manifestou favorável a abrir o processo contra Jayme Campos. Lewandowski proclamou a decisão do adiamento, dizendo que estava ali interinamente e por isso deixaria para Joaquim Barbosa remarcar nova data para continuar a apreciação da denúncia do MPF.

Mas o inquérito 2606 entrou na pauta do STF para ser retomado no dia 23 de maio de 2013 – e não foi julgado. Apareceu na pauta de novo nos dias 13 de junho20 de junho25 de junho, mas nada de o julgamento continuar em nenhuma desta datas. Depois disso, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, não colocou mais em pauta, e a apreciação plenária da matéria continua em aberto. No próximo dia 6 de outubro, o crime de peculato de que Jayme Campos é acusado prescreverá.

O senador não é o único a desfrutar da impunidade com as prescrições e com o engavetamento do inquérito. Ao não colocá-lo em julgamento, o ex-secretário estadual de Saúde do Mato Grosso Domingos Sávio Pedroso de Barros e o então presidente da comissão de licitação do governo daquele estado, Moacy Lopes Suares, também ficarão impunes.

Jayme Campos articula candidatar-se à reeleição ao Senado coligado a Pedro Taques (PDT) para governador. Antes desta articulação com Taques, ele lançou a candidatura a governador de Mato Grosso nada menos que Gilmar Mendes, também ministro do STF e seu conterrâneo. Convidou-o a filiar-se ao DEM. Campos disse aos jornais que tinha uma relação de amizade, admiração e respeito por Mendes. O ministro declinou do convite.

Pelo andar da carruagem no STF, a ficha de Jayme Campos estará sem este processo quando apresentar-se ao eleitor nas eleições deste ano. E no dia seguinte ao primeiro turno da eleição, mesmo que ele perca nas urnas, terá o que comemorar: a prescrição do peculato.

Não se defende aqui a impunidade de ninguém, seja de onde for, venha de que partido vier. Mas é impossível não lembrar que, enquanto os réus petistas da Ação Penal 470 tiveram processo aberto em dois anos, e foram condenados seis anos após a denúncia, Jayme Campos está há seis anos denunciado no STF, mas nem sequer tem processo aberto por atos cometidos há quase 20 anos. E a um passo da prescrição.

Por essas e tantas outras, quanto malabarismo garantista…

Clique no video abaixo e assista à sessão do STF que iniciou o julgamento do mérito do inquérito contra Jayme Campos

PEDRO TAQUES SILENCIO

9 Comentários

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  1. - IP 201.88.68.73 - Responder

    Já que homem de bem não fica em silêncio quem sera o jornalista com coragem de perguntar ao nobre senador quem é seu maior financiador de campanha fernando mendonça???

  2. - IP 201.34.221.199 - Responder

    E Pedro Taques fica cada vez menor… consumido por suas contradições e mediocridades. Patético… com esse sorvete na testa.

  3. - IP 189.59.37.192 - Responder

    Jaime é um gênio das finanças.Pois somente com um bolicho,ou um armazém na rua 24 de outubro,-A FUTURISTA- se tornou um mega-empresário,dono de dezenas de fazendas e mais de 100.000 cabeças de gado.Agora adquiriu um jato.Deveria a revista Exame fazer uma reportagem sobre esse gênio.

    • - IP 189.59.69.195 - Responder

      Verdade Osmir! J. Veríssimo deveria ensinar economia em Yale, no MIT e Harward etc. É o mago das finanças. Êta bulichinho rendedor…

  4. - IP 177.64.241.193 - Responder

    puxa, enock, só você divulgou essa. você mas uma vez pegou o pedro taques de calças na mão. essa aproximação dele dos campos está mais do que estranha

  5. - IP 189.59.50.36 - Responder

    Huendel é parceiro (sócio?) de Zé Eduardo Miranda, que é esposo da Juíza Ana Paula Carlota, que julgava os processos da empresa Viana Trading, em Primavera do Leste, que pertence à família Viana, que é uma das maiores apoiadoras da campanha de Pedro Taques, que está em lua de mel com os Campos… Dizem as más línguas, aliás, que o Zé só escapou das garras da Operação Asafe devido à sua forte ligação com certas pessoas… Seria mesmo?…

  6. - IP 201.22.173.5 - Responder

    O Brasil é como um sujeito sem jeito. Aff…que persistência deste país continuar caminhando na contramão do bom senso!

  7. - IP 177.17.204.171 - Responder

    Mais uma vez, o Enock mentiu…..quem convidou o Ministro Gilmar Mendes, para deixar o STF, filiar-se no DEM de Mato Grosso, e ser o candidato do partido a Governador do Estado, foi o deputado federal Julio Campos,Presidente em exercício do DEM-MT, e apenas conhecido do Ministro Mendes, e não amigo intimo como você cita nessa reportagem. Assim como convidou o mainistro matorgossense Mendes, o Julio Campos,convidou outras personalidades importantes para tornar-se democrata e vir disputar mandato em MT,como já fez Pedro Taques, e agora deseja fazer o Julier Silva.ok. Nada impede um membro do MP ou da Justiça, em disputar um mandato eletivo,em qualquer estado Brasileiro.

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