JAYME CAMPOS NÃO CITA PERCIVAL NEM MAURO MENDES MAS SAI ATIRANDO: “Em função da falta de unidade na coligação Coragem e Atitude para Mudar, o meu sentimento era de muito desconforto.Integrantes de alguns partidos e determinadas lideranças não agiram de forma ética e não se comportaram como aliados”

Jayme Campos, que liderava as pesquisas na disputa pelo Senado, resolveu abandonar a campanha, em atitude inusitada. Com isso, a crise se instala na coligação que apóia Pedro Taques na disputa pelo Governo do Estado

Jayme Campos, que liderava as pesquisas na disputa pelo Senado, resolveu abandonar a campanha, em atitude inusitada. Com isso, a crise se instala na coligação que apóia Pedro Taques na disputa pelo Governo do Estado

Jayme emite nota e fala em falta de ética
Em nota oficial, o senador Jayme Campos (DEM) esclareceu os motivos que o levaram a desistir da disputa. No texto, o democrata fala em “falta de unidade na coligação” e acusa “integrantes de alguns partidos e determinadas lideranças que não agiram de forma ética e não se comportaram como aliados”.

Jayme destacou que desde o início se empenhou para consolidar a composição política em torno do candidato ao governo, Pedro Taques (PDT), além da formação da chapa proporcional. “Diante dessa situação incômoda, e apesar de liderar com folga todas as pesquisas de intenções de votos, o bom senso indicava a necessidade de reavaliar o projeto de disputar a reeleição”, destaca.

Por fim, o democrata afirma que não tem nenhum tipo de ressentimento com relação a estes líderes que segundo ele não foram éticos e está focado em concluir o mandato. “Continuarei trabalhando por Mato Grosso, concluindo de forma honrosa o mandato de senador que me foi conferido por 781.182 eleitores (61,16%). E sempre estarei à disposição do meu partido e da população”.

 

Leia a íntegra da nota

 

Amigos de Mato Grosso,

Esclareço os motivos que me levaram a renunciar à minha candidatura ao cargo de senador da República. Em função da falta de unidade na coligação Coragem e Atitude para Mudar, o meu sentimento era de muito desconforto. Em toda minha vida pública me pautei pelo princípio imprescindível da lealdade. Sempre fiz política valorizando os companheiros.

E foi desta forma que me empenhei para consolidar a composição política em torno do nome do senador Pedro Taques como candidato ao Governo do Estado e também dos nossos candidatos a deputado estadual e federal.

Mas, dentro desse arco de aliança, infelizmente, a recíproca não foi verdadeira. Integrantes de alguns partidos e determinadas lideranças não agiram de forma ética e não se comportaram como aliados.

Diante dessa situação incômoda, e apesar de liderar com folga todas as pesquisas de intenções de votos, o bom senso indicava a necessidade de reavaliar o projeto de disputar a reeleição. Em decisão tomada com serenidade, em conjunto com a família, amigos e correligionários, entendi que o melhor caminho seria retirar minha candidatura ao Senado da República. Sem mágoas, nem ressentimentos.

Continuarei trabalhando por Mato Grosso, concluindo de forma honrosa o mandato de senador que me foi conferido por 781.182 eleitores (61,16%). E sempre estarei à disposição do meu partido e da população.

Com a consciência tranquila, agradeço a todos que estiveram junto comigo nessa caminhada e, principalmente, ao eleitor mato-grossense, que sempre me credenciou a representa-lo, seja como governador, prefeito ou senador.

Muito obrigado

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Nota Oficial Coligação Coragem e Atitude Pra Mudar – Chapa Majoritária

NOTA OFICIAL

 

Foi com surpresa que recebemos a decisão do Senador Jaime Campos (DEM) de retirar sua candidatura à reeleição. Reiteradas tentativas de demovê-lo desse intento foram feitas pelas nossas lideranças, em especial pelo próprio candidato ao Governo, Senador Pedro Taques (PDT).

 

Reconhecemos a trajetória política do Senador Jaime Campos, bem como sua importância e capacidade de continuar a contribuir para o desenvolvimento do Estado de Mato Grosso. Por esse motivo, lamentamos, mas compreendemos e respeitamos a sua decisão de foro íntimo, que expressa espírito público e desapego a cargos, uma vez que liderava as pesquisas de intenção de votos.

 

A Coligação definirá, ao seu tempo, um novo nome para compor a chapa majoritária, continuando no rumo da MUDANÇA, de acordo com a vontade da maioria da população de Mato Grosso.

 

COLIGAÇÃO CORAGEM E ATITUDE PRA MUDAR

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Nota Oficial
 
O presidente da Executiva do Partido Progressista de Mato Grosso, deputado Ezequiel Fonseca vem a público lamentar a decisão do grande líder, Jaime Campos que optou pela retirada de sua candidatura ao senado pela Coligação Coragem e Atitude Pra Mudar. Os progressistas reconhecem que a saída do democrata representa a perda de um político determinado que sempre contribuiu  e lutou pelo desenvolvimento deste Estado. Fonseca acredita que a escolha do novo candidato ao senado deve continuar respeitar primeiramente a prerrogativa do Partido DEM que, aliás, possui nomes com grande representatividade tais como de Roland Trentini e Gilberto Goellner. O PP reforça a importância da união entre os partidos em prol da candidatura do Pedro Taques a governador para realizar as grandes transformações que Mato Grosso necessita.
DEPUTADO EZEQUIEL FONSECA
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Alfredo Menezes, historiador e analista político, entende que ainda há muito a ser revelado quanto à desistência de Jayme Campos de disputar a reeleição

Alfredo Menezes, historiador e analista político, entende que ainda há muito a ser revelado quanto à desistência de Jayme Campos de disputar a reeleição

RENÚNCIA DE JAIME

Analista diz haver outros motivos por trás do recuo de Jaime

GAZETA DIGITAL

O analista político, Alfredo da Mota Menezes avaliou que os motivos da desistência do senador Jayme Campos (DEM) de disputar a reeleição, não foram convincentes e que há outros motivos por trás disso. “Os argumentos não estão claros. Não é só porque ele não apareceu no banner ou nos santinhos, tem mais coisa por trás. Futuramente o verdadeiro motivo deverá aparecer”.

O professor lembrou o embate entre o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) e o deputado federal, Júlio Campos, onde ambos ficaram trocando acusações e farpas. Tudo começou após a aproximação do PR – partido da base governista -, com o grupo de oposição, intermediado por Mendes. O PR já contava com a candidatura do deputado federal, Wellington Fagundes e o DEM, naturalmente com Jayme.

Os democratas não aceitavam de nenhuma forma a vinda dos republicanos ao grupo. Mendes para tentar convencer outros partidos, disse que o arco poderia lançar dois candidatos ao Senado, o que foi duramente criticado por Júlio, que chegou a dizer que “Mauro é um bom empresário, mas como político está muito aquém e ainda falta muito pra ele aprender, pois esta colocando idéias sonhadoras”.

O prefeito, por sua vez, rebateu de forma pesada, com uma nota encaminhada pelo PSB, insinuando que os democratas representam a velha política e que a forma dele de fazer política é “muito diferente dos conchavos clandestinos do passado, feitos na calada da noite e marcados por acertos financeiros e acordos pessoais espúrios do deputado Júlio Campos”.

As rusgas devem ter começado a partir daí, na avaliação do professor, pois Jayme alegou em nota encaminhada à imprensa, na tarde desta terça-feira (22), que desistiu pela “falta de unidade na coligação” e acusou “integrantes de alguns partidos e determinadas lideranças que não agiram de forma ética e não se comportaram como aliados”.

Sobre uma eventual possibilidade de Mauro Mendes ter articulado, propositalmente para que Jayme desistisse da candidatura, o professor descartou. “Que tem ruído desagradável entre os Campos e Mauro Mendes, isso é notório. Mas, todos foram pegos de surpresa. Além do mais, houve também o fato de Wellington Fagundes dizer que o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS) declarou apoio a ele e o próprio Percival não negou e confirmou que Taques ainda sabia”.

A desistência de Jayme, que apontava em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, para Mota Menezes beneficia a candidatura de Fagundes. “O produtor rural, Rui Prado (PSD) também será contemplado, mas Fagundes é parlamentar pelo sexto mandato, isso conta muito, o fato da visibilidade política dele”.

O professor finalizou destacando que a data de hoje, dia 22 de julho, será histórica para Mato Grosso. Primeiro, pelo fato da desistência do democrata, que desde que ingressou na vida pública, nunca recuou de uma campanha e sempre se elegeu aos cargos que disputou. E segundo, pelo fato do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter cassado o mandato de Júlio.

 

Categorias:Direito e Torto

5 Comentários

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  1. - IP 201.34.222.1 - Responder

    Não vai sobrar ninguém de peso nessa coligação até outubro, cobra comendo cobra!

  2. - IP 177.193.128.145 - Responder

    quanto mais o pedro taques fala mais vai ficando entalado

  3. - IP 187.7.212.2 - Responder

    ACHO QUE O TRAIDOR E O TRAÍRA DESTA HISTÓRIA É O JAIME. PEDRO TAQUES BRIGOU E SE ESFORÇOU PARA QUE A CANDIDATURA DE JAIME FOSSE ACEITA PELA SUA COLIGAÇÃO E HONROU O COMPROMISSO. JAIME SABIA QUE ALGUNS NÃO O ENGOLIAM, MAS ISSO É NORMAL EM COLIGAÇÕES E ELE TINHA TUDO PARA HONRAR O COMPROMISSO E SE EMPENHAR NA DISPUTA, MAS NAS PRIMEIRAS DIFICULDADES PREFERIU ABANDONAR O BARCO E EM AINDA FALA EM ÉTICA E COMPROMISSO COM OS ALIADOS….. QUEM LEVOU FACADA NAS COSTAS FOI O PEDRO TAQUES… AGORA É PARTIR PRA CIMA E REVERTER O PREJUÍZO…. NINGÚEM É INSUBSTITUIVEL, MUITO MENOS O JAIME CAMPOS… JÁ VAI TARDE

    • - IP 189.75.77.105 - Responder

      Nessa linha, daqui a pouco “gregorio” vai dizer que foi o senador Jaime Campos quem fraudou as pesquisas em favor de Pedro Taques que, por sua vez, foi novamente traido porque nao sabia de nada da maracutaia… O problema de Taques e falta de autoridade, conforme ja reconheceu Percival Muniz.

  4. - IP 177.7.75.55 - Responder

    Vejo nesta foto a figura do (en) Túlio Fontes. Ele deveria procurar um trabalho de 8 horas diário, que batesse ponto na entrada e saída do expediente, que tivesse que acordar cedo e prestar contas ao “patrão”, porque esse cidadão é um preguiçoso, que raríssimas vezes era encontrado na Prefeitura de Cáceres, quando foi prefeito, deixou a cidade no caos total e ainda quer ser deputado, vai trabalhar rapaz!!!! Nasceu em berço de ouro, não sabe o que é trabalho, não sabe o que é ter que acordar cedo e ter compromisso, quer levar a vida na mamata. Eu não acredito que ele vá se eleger, sinceramente. Se o povo tiver o mínimo de vergonha na cara não vota nesse sujeito não. Não que político não trabalhe, “alguns até que trabalham, mas a grande maioria tem um projeto de poder e não projeto político, querem é se dar bem porque hoje em dia se a pessoa quer levar vida mansa e fazer fortuna é só entrar pra política.

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