JAYME CAMPOS diz que Zé Pedro Taques precisa melhorar seu foco

 

Zé Pedro Taques e Jayme Campos

Zé Pedro Taques e Jayme Campos

Jayme Campos imagina que Taques ajustará sua equipe fazendo correções de rota, mas ainda que isso aconteça não vê nas mudanças a tábua de salvação, mas apenas um dos caminhos para tanto, “desde que o secretariado tenha legitimidade e autonomia, porque a base para o bom desempenho é uma equipe harmoniosa. Quando governei procurei me cercar de figuras com habilidade política e capacidade para o cargo”, cita.

Governar não é fácil – analisa Jayme. “O Pedro (Taques), além da continentalidade de Mato Grosso, tem outros desafios. Ele herdou o esqueleto do VLT e de outras obras em Várzea Grande e Cuiabá, que precisam ser concluídas”, cobra. Meios para levar adiante a administração existem, mas “os problemas criados pela burocracia brasileira, onde uma lei diz uma coisa e outra fala exatamente o contrário atrapalham”, numa alusão à obrigatoriedade do repasse da RGA.

Os meios aos quais Jayme se refere podem ser dimensionados em algumas alíquotas de tributos. Quando governou, o consumidor de energia pagava 6% de ICMS e hoje esse percentual é de 48%, incluindo outros impostos embutidos na tarifa. À época não havia fundos, como o Fethab, a produção agrícola era pequena e a indústria engatinhava. “Mesmo assim construí hospitais em Apiacás, Peixoto de Azevedo, Colíder, Brasnorte e o Hospital de Câncer em Cuiabá; criei as academias da Polícia Civil e Polícia Militar; edifiquei o Comando Geral da Polícia Militar; fizemos 20 mil casas populares; levamos o linhão de transmissão de energia de Nobres a Alta Floresta passando por Sinop; espalhamos PCHs pelos municípios; e no ensino entregamos 1.100 salas de aula e demos vida à Unemat, que é orgulho para Mato Grosso”.

O que falta ao governo Taques? O jornal pergunta. Jayme responde curto e seco: “Foco; todo governo tem que ter foco. O Pedro (Taques) tem que escolher algumas metas que podem ser alcançadas e se dedicar a elas, e aquelas que são inviáveis devem ser deixadas”, sintetiza.

Preocupado com o avanço do tempo Jayme observa que Taques chega à metade do governo. ”Fui contra o VLT por entender que o BRT seria mais barato e sua construção, mais rápida. Também defendia que ao invés de se construir a Arena Pantanal, que se modernizasse o Verdão, ou na pior das hipóteses que o novo estádio fosse construído numa área desabitada para expandir Cuiabá. Nada disso aconteceu. Espero que o Pedro (Taques) solucione o problema do VLT. Ele tem boa intenção, é trabalhador e dedicado, mas precisa encontrar o foco”, conclui.
FONTE: MT AQUI – por Eduardo Gomes

Categorias:Plantão

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

3 × dois =