Jânio quer reação contra as eleições de novos presidentes da Câmara e do Senado. E lamenta que “Renan Calheiros já negociou a comissão de meio ambiente para o senador Blairo Maggi, o imperador da soja sempre citado quando o assunto é desmatamento ou agronegócio”

Renan Calheiros e Henrique Alves, indicados pelo PMDB para presidir o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, respectivamente

247 – A uma semana da eleição no Congresso para designar seus novos líderes, o colunista Janio de Freitas ainda espera uma reação contra as presidências dos peemedebistas senador Renan Calheiros e deputado Henrique Alves. “Onde estão as “pessoas de bem” dotadas de poderes para reagir à esperada entrega do Poder Legislativo do país ao aviltamento escancarado?”, questiona. Leia:

Aplausos, que eles merecem
por JÂNIO DE FREITAS

Onde estão as ‘pessoas de bem’ dotadas de poderes para reagir à entrega do Legislativo ao aviltamento?

Segue a série de revelações diárias sobre os desvios de conduta do favorito à presidência do Senado, Renan Calheiros, seguido de perto na série pelo candidato à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Mas não é nas obras incompletas desses dois líderes políticos que se encontra o motivo mais forte de espanto e indignação. É no seu oposto. É nas outrora chamadas “pessoas de bem”, hoje sem uma expressão que as designe.

Onde estão as “pessoas de bem” dotadas de poderes para reagir à esperada entrega do Poder Legislativo do país ao aviltamento escancarado? Onde estão a OAB nacional e suas seções regionais, que não movem sua autoridade histórica e seu patrimônio de conhecimento para ativar e liderar a defesa da sociedade civil? Acomodar-se no imobilismo e no silêncio permissivos é associar-se ao que merece reação. Os intelectuais, os artistas, os estudantes, onde pararam?

Antes daqueles todos, e até pelo nome que ostenta, deveria estar o Ministério Público fazendo a representação ativa da população desprovida de conhecimento e de meios para reagir às traições dos seus eleitos. Mas Renan Calheiros e Henrique Alves estão pendurados há anos em processos criminais que o Ministério Público, pela Procuradoria-Geral da República, guarda com zelo, para evitar que se movam até de uma gaveta a outra. Tal como fez em benefício de Carlos Cachoeira e seus companheiros do PSDB e do DEM.

Em um só dia, ontem, soube-se que Renan Calheiros já negociou a comissão de meio ambiente para o senador Blairo Maggi, o imperador da soja sempre citado quando o assunto é desmatamento ou agronegócio; e a importante Comissão de Constituição e Justiça para o senador Vital do Rego, até há pouco presidente da anti-CPI do Cachoeira, aquela que se dissolveu ao esbarrar em indícios de crimes a serem apurados -entre eles, além dos envolvimentos de políticos do PSDB e do PMDB, os de ligação de Carlos Cachoeira, a empreiteira Delta e o empreiteiro Fernando Cavendish.

E outra: é de Renan Calheiros, pedinte oficial das bocas-ricas em nome do PMDB, a carta indicando para alto cargo no governo o negocista Paulo Vieira, da turma orientada pela tal Rose do escritório da Presidência da República em São Paulo.
Logo serão outras as novidades. Também com duração de 24 horas, porque a indiferença não é terreno propício a que produzam consequências.

Não é preciso refletir muito para admitir que os renans de todos os calibres têm razão. Se fazem o que fazem, são o que são, e têm êxito, aí está a evidência de contarem com consentimento amplo, geral e irrestrito. A indiferença e o silêncio que os acompanham são formas de aprovação. Ou de aplauso, mesmo.
FONTE BRASIL 247 E FOLHA DE S PAULO

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Jayme e Blairo não devem votar em Taques

Motivos seriam o fato do Democratas participar da Mesa Diretora e Maggi ter sido “voto vencido” em reunião da cúpula republicana
Taques já teria o apoio da bancada tucana para a disputa pela presidência do Senado
LAURA NABUCO
DIARIO DE CUIABÁ

O senador Pedro Taques (PDT) não deve contar com apoio dos também mato-grossenses Jayme Campos (DEM) e Blairo Maggi (PR) na disputa pela presidência do Senado. Enquanto o democrata afirma não ter sido procurado pelo pedetista, o republicano seguirá a orientação do bloco a que pertence no Congresso.

Jayme disse que ainda não definiu de quem será seu voto, mas dá sinais de preferência pela candidatura de Renan Calheiros (PMDB/AL), considerado o favorito à sucessão de José Sarney (PMDB/AP).

“Sem dúvida o Taques é um grande nome, mas, por outro lado, o Calheiros é forte. Tem um partido com bastante representatividade e é apoiado por uma base grande de legendas”, pondera o democrata, que ressalta a possibilidade do DEM participar da disputa pelos demais cargos da Mesa Diretora.

Maggi, por sua vez, já estaria com o voto definido em Calheiros. A decisão foi tomada em conjunto pelo bloco “União e Força”, que reúne 14 senadores do PR, PSD, PTB e PSC. Na reunião em que o apoio foi definido, o mato-grossense teria sido voto vencido.

Para Jayme, contudo, as definições só devem começar a surgir a partir da próxima semana. “Eu mesmo só devo conversar com o partido na próxima semana, quando retorno à Brasília. Mas é um direito dele [Taques] colocar sua candidatura, até para marcar presença”.

Taques também conta com os próximos dias para arrebatar mais apoiadores. Entre os que ele já teria confirmado está a bancada do PSDB. O pedetista, no entanto, terá que dividir os votos de seu bloco – chamado de independente – com Randolfe Rodrigues (Psol/AP).

Rodrigues chegou a considerar a possibilidade de recuar do pleito, caso Taques conquistasse mais aliados. Recentemente, no entanto, mudou de ideia e se confirmou na eleição.

A divisão dos votos, contudo, não preocupa o senador mato-grossense, que vem afirmando que sua candidatura visa aumentar o diálogo quanto à sucessão de Sarney, evitando a existência de apena um candidato.

A possibilidade dos senadores se registrarem na disputa até momentos antes do pleito ainda permite que outros interessados no cargo apareçam. Apesar disso, a tendência é que a presidência seja disputada penas por Taques, Calheiros e Rodrigues.

A eleição do novo presidente do Senado está agendada para ocorrer em 1º de fevereiro. No mesmo dia, o presidente eleito poderá convocar uma reunião para a escolha dos demais membros da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes.

Taques pode ser o primeiro mato-grossense a presidir o Senado em 40 anos. O último representante do Estado ao conquistar o cargo foi Filinto Müller, eleito em 1973.

3 Comentários

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  1. - IP 201.40.42.68 - Responder

    A fama do maggi como destruidor das florestas veio mesmo para ficar – ficar no lugar das florestas, que cada dia desaparecem mais um pouco

  2. - IP 201.88.213.78 - Responder

    A última indiguinação de Jânio de Freitas foi contra a condenação dos mensaleiros petralhas.

    Se ele era e é a favor da absolvição dos petralhões, então, para ser coerente, ele tinha mais é que ficar solidário com Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves.

    A “mlitôncia” do PT também tem que manter a coerência e apoiar os seus aliados Renam e Henrique Edurado Alves.

    Petralhas “hasta siempre”.

  3. - IP 201.17.138.82 - Responder

    A sociedade civil está se mexendo contra essa aburda e impatriótica volta de Renan Calheiros para presidir o Senado. Há três abaixo-assinados na internet com essa finalidade: um feito através da Avaaz (com mais de 12,5 mil assinaturas até as 14 h de 26/01/2013), outro usando o Change Org Brasil e outro através do site Petição Pública. Vamos esperar que os senadores de bem tenham juízo, respeitando o desejo da maioria de nossa população bem informada.

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