JÂNIO DE FREITAS: Muito espaço e tempo foram ocupados com as acusações da delação de Paulo Roberto Costa ao presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e agora com sua licença forçada da presidência dessa subsidiária da Petrobras. Nunca foi esquecida a informação, correta, de que Machado chegou ao cargo em 2003, primeiro ano do governo Lula, como indicado de Renan Calheiros e do PMDB. Em todo esse tempo de escândalo Petrobras, tem sido difícil ver a informação de que Sérgio Machado foi do PSDB. E nem era um a mais ou a menos no partido. De 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a 2001, foi o líder do PSDB no Senado

Sérgio Machado, agora afastado da Transpetro, é tucano que teve atuação destacada no governo de FHC

Sérgio Machado, agora afastado da Transpetro, é tucano que teve atuação destacada no governo de FHC

DESMEMÓRIA

POR JANIO DE FREITAS, na Folha de S. Paulo

A perda de memória é tanta que parece esquecido até aquele bordão, acusatório e salvador, de que o brasileiro não tem memória. Nem a propósito das eleições, que o sobrepunham a tudo dito na campanha e nos resultados, a sentença pôde ser lida ou ouvida.

E, no entanto, nunca foi mais apropriada. Texto da Executiva do PT, por exemplo, expressa a conclusão de que a conquista do “quarto mandato [é] algo que nenhuma outra força política havia alcançado até agora no país”.

Houve uma que ocupou quatro mandatos, sim. E o fez por ser a maior força política do Brasil em todo o século 20: o Exército.

A frase destacada pela edição do artigo de Luiz Felipe Pondé: “O PT ensinou bem o ódio político ao Brasil e agora poderá provar do próprio veneno”. O golpe não foi feito por amor, a ditadura e as torturas e os assassinatos não foram feitos como carinhos, Lacerda e o udenismo não ensinaram o convívio democrático. E nem foi só a tais alturas que o ódio entrou na história do Brasil, para ficar não se sabe até quando. Está, aliás, em maré crescente.

Muito espaço e tempo foram ocupados com as acusações da delação de Paulo Roberto Costa ao presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e agora com sua licença forçada da presidência dessa subsidiária da Petrobras. Nunca foi esquecida a informação, correta, de que Machado chegou ao cargo em 2003, primeiro ano do governo Lula, como indicado de Renan Calheiros e do PMDB.

Em todo esse tempo de escândalo Petrobras, tem sido difícil ver a informação de que Sérgio Machado foi do PSDB. E nem era um a mais ou a menos no partido.

De 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a 2001, foi o líder do PSDB no Senado. Nesse último ano, teve o principal papel na batalha com que o governo barrou a CPI da Corrupção. Tarefa na qual Machado já estava experiente e consagrado, a ponto de ser chamado de “o Trator”. Próximo de completar o sétimo ano na liderança, deixou o PSDB pelo PMDB, por briga com o então governador Tasso Jereissati e para disputar o governo cearense em 2002. Foi para compensar a derrota que Renan Calheiros o apresentou como indicado do PMDB à Transpetro.

2 Comentários

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  1. - IP 177.41.91.75 - Responder

    Jânio o jornalista chapa-branca da Folha.E daí, se pertenceu ,não pertence mais ao PSDB, ,e vergonhosamente foi exigida por uma auditoria independente, seu afastamento da Transpetro.A vergonha não tem fim.E RENAM pos no cargo ,vejam bem RENAM,aliado do PT,manda no Governo.A pergunta se o jornalismo fosse sério seria:”como o PT se aliou e aceitou essa indicação do RENAM”? Mas não, este verme da informação,vem falar que ele pertenceu ao PSDB.É mole ou quer mais?

  2. - IP 189.31.24.157 - Responder

    Qualquer estudo ou investigação da corrupção no país passará sempre pelo PSDB e os oito anos de governo de FHC. Isso incomoda e enfurece alguns bicudos.

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