Já reconhecido como sucessor de Pedro Taques pela Justiça Eleitoral, futuro senador José Medeiros, representado pelo advogado Zaid Arbid, pede que Ministério Público Federal investigue José Carlos Dorte, coordenador de Taques, por mudar depoimento para tentar beneficiar o madeireiro Paulo Fiúza. LEIA A REPRESENTAÇÃO

José Medeiros, suplente do senador Pedro Taques, vai ao MPF contra José Carlos Dorte por pretenso falso tes… by Enock Cavalcanti

 

 

Pedro Taques e José Carlos Dorte,  um dos coordenadores da campanha ao Senado, em 2010. José Medeiros, senador já aclamado pela Justiça Eleitoral, quer saber quem está armando contra a efetivação do seu mandato.

Pedro Taques e José Carlos Dorte, um dos coordenadores da campanha ao Senado, em 2010. José Medeiros, senador já aclamado pela Justiça Eleitoral, quer saber quem está armando contra a efetivação do seu mandato.

FALSO TESTEMUNHO

Medeiros pede que MPF investigue coordenador da coligação de Taques por mudar depoimento para beneficiar madeireiro Paulo Fiúza

O primeiro suplente de senador, policial rodoviário federal José Antônio Medeiros (PPS) representou ao Ministério Público Federal (MPF) contra o coordenador da coligação que elegeu Pedro Taques (PDT) ao Senado em 2010 por falso testemunho para beneficiar o segundo suplente o madeireiro Paulo Fiúza, que entrou com ação de nulidade junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso para tentar assumir o posto do primeiro.

 

O caso deve voltar à pauta do TRE-MT, nesta semana, após um pedido de vistas da desembargadora Maria Helena Póvoas. O relator André Pozetti votou mantendo sua decisão monocrática pela extinção da ação.

 

De acordo com o advogado Zaid Arbid, que defende Medeiros, José Carlos Dorte deu versões totalmente opostas sobre a suposta falsidade da ata de registro de candidatura do parlamentar. Dorte. Na ação movida pelo ex-candidato Carlos Abicalil (PT), que queria cassar Taques, o coordenador garantiu que o documento registrado no TRE onde consta Medeiros como primeiro suplente é original, e na ação movida por Fiúza pra trocar a ordem dos suplentes.

 

Mas,depois que essa ação – que colocava o mandato do pedetista sob ricsco – foi arquivada, Dorte mudou sua versão dada à Justiça na ação proposta pelo segundo suplente Paulo Fiúza, que apresentou novos documentos como originais. A mudança de depoimento beneficia exclusivamente o medeireiro de Sinop.

 

Conforme explicou o advogado, em 2011, Dorte afirmou taxativamente, em depoimento ao juiz Luis Aparecido Bertolucci, da 54ª Zona Eleitoral de Cuiabá, que o documento registrado junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), tendo o policial rodoviário federal José de Medeiros (PPS) como primeiro suplente na chapa é oficial e original.

 

Esse primeiro depoimento foi dado na Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME), proposta pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil, que pedia a impugnação do registro de candidatura de Taques com base na suposta falsificação. Essa ação foi arquivada pelo TRE.

 

No depoimento gravado em vídeo, o juiz mostra a íntegra do documento ao coordenador. E, então, ele reconhece cada assinatura, rubrica e o conteúdo do documento. Dorte, surpreendentemente garante a autenticidade da ata, página por página.

 

Para trocar suplentes, Dorte volta atrás e diz que ata é falsa

 

Mas, curiosamente, na ação protocolada pelo segundo suplente, Paulo Fiúza, em dezembro do ano passado, José Carlos Dorte muda sua versão e passa a garantir que o documento havia sido falsificado e não correspondia à deliberação feita pela coligação e que o certo seria o madeireiro Fiúza como primeiro suplente e não o inspetor da PRF José de Medeiros.

 

Na contestação apresentada por seu advogado, José Antônio Rosa, na ação proposta por Fiúza, Dorte volta atrás e, agora, que não reconhece mais o documento como sendo original.

 

“Desconheço a Ata que foi inserida acostada aos documentos de registro, e da mesma forma não reconheço a rubrica aposta nas páginas adulteradas como sendo minhas, porque a ata que encaminhei para registro e que estava com cópia em meu poder e foi apreendida em minha residência pela Justiça eleitoral, a ata original”, afirmou Dorte.

 

No documento, Dorte ainda joga para a assessoria jurídica da coligação a responsabilidade pelo documento apresentado na Justiça Eleitoral. À época, a assessoria jurídica da coligação ficou a cargo do advogado Paulo Taques. Na semana passada, Fiúza também acusou Taques, o advogado, de ter participação na fraude.

 

“No que pese a minha assinatura aposta no pedido de alteração, a princípio ser minha, não fui eu pessoalmente quem preparou a documento e preencheu os pedidos, como visto anteriormente foi a assessoria jurídica”.

 

A ação proposta por Fiúza para troca de suplentes foi arquivada sem julgamento de mérito pelo juiz-membro do TRE, André Pozzeti, na semana passada. Entretanto, o madeireiro protocolou um agravo regimental para que o caso seja analisado pelo plenário.

 

Mudança de depoimento sugere armação, diz Zaid

 

Para Zaid Arbid, a mudança no depoimento causa perplexidade à medida que ocorreu de forma sistemática, a partir da propositura da ação de nulidade movida pelo segundo suplente, Paulo Fiúza.

 

“Causa indignação e perplexidade o fato de José Carlos Dorte não mais reconhecer como suas as rubricas e assinaturas na ata constanta das fls […], Juíza da 54ª Zona Eleitoral, quando em, data de 10 outubro de 2011, afirmou ser verdadeira, para, depois, em confronto com essa afirmação, admiti-la como produto de possível fraude”, escreveu Zaid.

 

A representação deve ser analisada pelo procurador regional eleitoral Marcellus Barbosa Lima.

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Acesse o link e confira depoimento prestado por José Carlos Dorte, em 2011, afirmando que a ata registrada no TRE com Medeiros primeiro suplente é verdadeira:

 

https://www.youtube.com/watch?v=dUGHN1-_YH8

 

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