Investigado por possível fraude, secretário da Casa Militar do Governo do Estado, coronel Airton Benedito de Siqueira Jr, pede afastamento em Mato Grosso. Neste período, ele irá compilar os dados do processo de aquisição de uma aeronave, em 2014, quando comandava o Ciopaer, para sua defesa em face das denúncias do jornal A Gazeta

Coronel Siqueira Jr

Coronel Siqueira Jr

COMPRA DE AERONAVE

Investigado por fraude, secretário pede afastamento em Mato Grosso

Coronel Siqueira Jr se afasta por 5 dias para obter dados para formular defesa

GLÁUCIO NOGUEIRA
A Gazeta

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Deverá ser publicado no Diário Oficial desta terça-feira (8) o afastamento, a pedido, pelo prazo de cinco dias do secretário-chefe da Casa Militar, coronel Airton Benedito de Siqueira Júnior. Neste período, ele irá compilar os dados do processo de aquisição de uma aeronave, em 2014, quando comandava o Ciopaer, em que há indícios de irregularidades.

Em seguida, ele apresentará suas justificativas ao governador Pedro Taques (PSDB), que só então definirá a situação de Siqueira e uma eventual manutenção do militar no primeiro escalão da atual gestão.

O caso foi revelado com exclusividade pelo jornal A Gazeta na edição do último dia 3 de março. O nome de Siqueira aparece em um relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE), que aponta uma série de irregularidades na aquisição do equipamento.

Por conta das falhas no procedimento, foi aberto Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra sete pessoas e duas empresas. Conforme os auditores que fizeram a análise da aquisição, há indícios de superfaturamento.

Uma série de desencontros nas agendas de Siqueira e Taques adiaram a reunião para tratar do tema. Enquanto o militar estava em uma missão internacional, uma das atribuições da chefia da Casa Militar, Taques participava de diversos compromissos em Goiânia e Brasília.

Os dois chegaram a se encontrar na última quinta-feira (3), durante a comemoração dos 50 anos das Casas Civil e Militar, mas não chegaram a tocar no assunto, uma vez que o tucano embarcou logo ao final da solenidade para a capital de Goiás.

Os auditores encontraram 10 irregularidades no processo de aquisição da aeronave, como a falta de ampla pesquisa de preços, conduta omissa do fiscal de contrato que não assina as faturas ou recibos, falta do termo de recebimento provisório e definitivo e atraso na entrega da aeronave.

Em resposta, logo após retornar da missão, Siqueira disse que iria se inteirar do assunto para só então se manifestar. De antemão, o militar destacou que quando se fala da aquisição de equipamentos aeronáuticos, como a compra da aeronave empregada na fronteira, se trata de uma operação complexa e há grande disparidade de preços. “O representante inclui uma série de custos e até mesmo a tecnologia incluída. O que fez a aquisição avançar à época foi justamente o diferencial que esta máquina apresentava”.

Siqueira pontuou que nos três anos que comandou o Ciopaer dezenas de procedimentos passaram por suas mãos. “Minha carreira foi conduzida com lisura e segue sendo dessa forma. Este é um processo normal que precisa ser esclarecido”.

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