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ALTO EMPRESARIADO TAMBÉM NAUFRAGA NA FALÊNCIA ÉTICA E MORAL DO PODER PÚBLICO: Investigações da PF, na Operação Ararath, apontam para um esquema de lavagem de dinheiro abastecido por grandes construtoras como a Andrade Gutierrez. Éder Moraes, pau mandado de Maggi e Silval, era o principal operador do esquema que envolve “banco clandestino” para pagamento de propinas a agentes de todos os poderes, montado através das factorings de Junior Mendonça e Valdir Piran

Investigações da Policia Federal, durante a Operação Ararath, reforçam as evidências de que Éder Morais atuou como ousado peão-operador do esquema de corrupção montado à sombra dos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa, em Mato Grosso. Ele foi preso e já está sendo processado pelo MPF na Justiça Federal. Blairo e Silval, até agora, continuam são apenas alvos de inquérito policial e ainda podem sair ilesos

Investigações da Policia Federal, durante a Operação Ararath, reforçam as evidências de que Éder Morais atuou como ousado peão-operador do esquema de corrupção montado à sombra dos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa, em Mato Grosso. Ele foi preso e já está sendo processado pelo MPF na Justiça Federal. Blairo e Silval, até agora, continuam são apenas alvos de inquérito policial e ainda podem sair ilesos

PF diz que esquema em MT foi abastecido por construtoras

RODRIGO VARGAS
Colaboração para a Folha de S Paulo, em Cuiabá
THIAGO GUIMARÃES
Coordenador-adjunto da Agência Folha

Pagamentos milionários feitos pelo governo de Mato Grosso a construtoras abasteceram um esquema de lavagem de dinheiro e de desvio de recursos públicos, afirma a Polícia Federal.

Os desvios, segundo investigação, ocorreram a partir do pagamento de precatórios nas gestões do hoje senador pelo PR Blairo Maggi (2003-2010) e de Silval Barbosa (PMDB), atual governador.

Precatórios são dívidas que o Estado tem que honrar por ordem judicial. Devem seguir uma fila de pagamentos –idosos e doentes graves, por exemplo, têm prioridade.

De 2009 a 2012, o governo de MT pagou R$ 260,6 milhões à empreiteira Andrade Gutierrez, referentes a dívidas por obras feitas na década de 1980. A Justiça do Estado questionou os pagamentos em 2009, apontando desrespeito à fila de credores, o que a gestão Maggi negou.

Agora, na Operação Ararath, deflagrada em 2010 e que apura suposto esquema de corrupção com braços em todos os Poderes de MT, a PF descobriu que a Andrade Gutierrez, assim que recebeu a garantia de pagamento, vendeu os créditos dos precatórios a uma empresa alvo da operação. Pelo contrato, a empreiteira cede parte dos créditos com deságio, por só 54% do valor total, para a Piran Participações, de Valdir Piran, investigado pela PF.

Para a polícia e o Ministério Público Federal, a operação deu prejuízo à empreiteira e “serviu apenas para escudar transferência de recursos do Estado para a Piran”.

A investigação aponta três razões para isso: 1ª) não havia vantagem em vender créditos com deságio, porque o Estado já tinha assumido pagar no prazo; 2ª) o Estado pagou à Andrade Gutierrez parcelas mais altas e antes mesmo das que a Piran assumiria; 3ª) se fosse mesmo cessão de crédito, o correto seria a Piran pagar primeiro e depois receber os créditos.

Papéis dessa transação foram apreendidos com Éder Moraes (PMDB), ex-secretário da gestão Maggi e do governo de Silval Barbosa. Ele está preso e é acusado de operar o suposto esquema.

A PF diz que é preciso quebrar o sigilo bancário da Andrade Gutierrez e da Piran –ainda não há decisão a respeito. Para a PF e o Ministério Público Federal, a Piran e Moraes são operadores do “banco clandestino” que movimentava empréstimos privados fraudulentos e dinheiro público desviado em MT.

Outro empresário apontado como operador, Gércio Mendonça Jr. aceitou ser delator em troca de benefícios na acusação e disse que a Piran “lava dinheiro” para Moraes e seu grupo político.

Suspeita-se ainda que o esquema tenha braços no Legislativo, no Judiciário e no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

FONTE FOLHA DE S. PAULO

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ANDRADE GUTIERREZ TERIA ABASTECIDO ESQUEMA EM MT

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Investigações da Operação Ararath, da Polícia Federal, apontam que, de 2009 a 2012, o governo de Mato Grosso pagou R$ 260,6 milhões à construtora Andrade Gutierrez referente às dívidas por obras feitas nos anos 80; assim que recebeu a garantia do pagamento, grupo do empresário Sergio Andrade vendeu os créditos dos precatórios a uma empresa alvo da operação, a Piran Participações, desrespeitando a fila de credores; sigilo da construtora poderá ser quebrado

 

 

Mato Grosso 247 – Em meio às investigações da Operação Ararath, que apura crimes contra a ordem financeira e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, a Polícia Federa afirmou que, de 2009 a 2012, o governo do estado pagou R$ 260,6 milhões à empreiteira Andrade Gutierrez, valor referente às dívidas por obras feitas nos anos 80.

Segundo a Justiça, houve desrespeito à fila de credores em 2009, o que foi negado pela gestão do então governador Blairo Maggi, atual senador pelo PP. Precatórios são dívidas que o estado deve honrar sob determinação judicial e devem seguir uma fila de pagamentos – idosos e doentes graves, por exemplo, têm prioridade.

Todos os papéis da transação foram apreendidos com o ex-secretário estadual da Fazenda Éder Moraes (PMDB), que comandou a pasta tanto na gestão de Maggi como no atual governo, de Silval Barbosa (PMDB).

Assim que recebeu a garantia do pagamento, a Andrade Gutierrez vendeu os créditos dos precatórios a uma empresa alvo da operação, de acordo com a Folha de S. Paulo. Pelo que estava no contrato, a empreiteira cede parte dos créditos com deságio para a Piran Participações, de Valdir Piran, investigado pela PF, por apenas 54% do valor total.

A PF e o Ministério Público Federal entenderam que a operação causou prejuízo à empreiteira e “serviu apenas para escudar transferência de recursos do Estado para a Piran”. Três razões são apontados para o prejuízo da Andrade Gutierrez: primeiro, porque como o Estado já tinha assumido pagar no prazo, não havia vantagem em vender créditos com deságio; segundo, pelo fato de o Estado ter pago à Andrade Gutierrez parcelas mais altas e antes mesmo das que a Piran assumiria; terceiro, se fosse realmente cessão de crédito, o correte seria a Piran pagar primeiro e, posteriormente, receber os créditos.

Para a PF, será necessário quebrar o sigilo bancário da Andrade Gutierrez. A Piran e Moraes operam um “banco clandestino” que movimentava dinheiro público desviado em Mato Grosso e empréstimos privados fraudulentos. Curiosamente, o empresário Gércio Mendonça Jr., que aceitou ser delator em troca de benefício na acusação, afirmou que a Piran “lava dinheiro” para o grupo político do ex-secretário.

Outro lado

Em resposta às acusações, o governo de Mato Grosso e a assessoria do senador Blairo Maggi disseram que os pagamentos feitos à Andrade Gutierrez foram feitos por ordem judicial, e o que a empreiteira fez depois com os recursos não é responsabilidade da sua gestão. Ambos negam o envolvimento no esquema.

Por sua vez, a Andrade Gutierrez informou que não vai comentar as investigações. Já a Piran e a defesa de Éder Moraes também não comentaram as acusações.

 

FONTE BRASIL 247

2 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    O petista Enock só está se esquecendo de informar também que o Eder Moraes é o coordenador financeiro da campanha do PT para a prefeitura de Cuiabá em 2012.

  2. - IP 189.59.41.185 - Responder

    Nos aqui na planicie,sabiamos.SAbiamos dos pagamentos dos precatorios,sabiamos da bomba chiando que era o Eder,sabiamos do Nadaf.com as isencoes fiscais ,sabiamos das vendas das vagas no tce,sabiamos que aturma da botina era so fachada,sabiamos dos maquinarios, sabiamos do Detran e a locacao dos carros da policia,sabiamos da saude ,educacao,etc,etc.Maggi e Silval roubam e deixam roubar,triste verdade ,melancolico fim de uma historia de mentiras e falsidades!

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