(65) 99638-6107

CUIABÁ

Imprensa em debate

Rede Globo resolveu escancarar na sua campanha anti-PT. Novela "Geração Brasil" é 40, de Eduardo Campos, e 45, de Aécio Neves. Mas Lula avisa: "A Dilma, além de ser uma mulher inteligente e competente, ela é uma de nós. Ela está lá porque nós quisemos e vai ficar lá porque nós queremos. Dilma será a desgraça da oposição"

Publicados

Imprensa em debate

GERAÇÃO BRASIL, DA GLOBO, É 40, DE CAMPOS, E 45 DE AÉCIO

:
Nova novela global atropela sutilezas e dissimulações; na lata, logotipo da trama das sete da noite destaca números e letras que formam 40, na primeira linha, e 45, na segunda (acima); são as identificações eleitorais, na vida real, de Eduardo Campos, do PSB, e de Aécio Neves, do PSDB; produto é veiculado imediatamente antes do Jornal Nacional e ficará no ar pelos próximos meses; no ano eleitoral de 2014, emissora de João Roberto e seus dois irmãos Marinho acentua parcialidade histórica de antena amiga dos militares (1964-1985), patrocinadora do escândalo Proconsult (1982) e organizadora do ardiloso debate Collor X Lula (1989); Vale Tudo, como dizia a novela que imortalizou a vilã Odete Roitman, em 1988
 

247 _ Às favas com sutilezas e dissimulações. Na nova novela das sete da noite, que ‘entrega’ audiência para o Jornal Nacional, principal produto editorial da emissora dos três Marinho, só não vê quem não quer. Numa mistura de letras e números, como códigos de computadores, o logotipo de Geração Brasil destaca de maneira pouco disfarçada os números 40, na primeira linha, e 45, na segunda. São também esses os números que estarão nas urnas eletrônicas de outubro identificando, respectivamente, os candidatos Eduardo Campos, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB. Coincidência? A julgar pelo histórico de parcialidade política da Globo, não.
A mensagem subliminar a favor do 40 e do 45 se dá à frente de uma trama em torno de um brasileiro que fez fama e fortuna nos Estados Unidos no sofisticado ramo da tecnologia de computadores. É fácil entender porque o logotipo da novela contém elementos alfanuméricos, assim como são os códigos dos computadores, mas a questão está no resultado dessa mistura.
Entre as infinitas combinações que poderiam ser feitas nas duas palavras Geração Brasil, escolheu-se as que permitem ler 40 e 45. Não há chance de se enxergar, por exemplo, um 13 ali, o número do PT. Ou um 15, que representa o PMDB. Também não dá para ver o 11 do PP ou o 55 do PSD. Mas o 40 e o 45 estão lá.
Em qualquer outra emissora, a, digamos, coincidência poderia passar batido. Tome-se, por exemplo, a Rede Bandeirantes. Desde 1989, a emissora da família Saad promove debates presidenciais, mas nenhum deles foi acusado de ter ardis contra candidatos.
Já na Globo de João Roberto Marinho e seus dois irmãos é diferente. No limiar da redemocratização, também em 1989, no debate entre os então presidenciáveis Fernando Collor e Lula, já em pleno segundo turno, o primeiro entrou com uma pasta que escondia papéis sem valor. Mas brilhou no ar global como se contivesse um dossiê contra Lula. No dia seguinte, a edição do Jornal Nacional entrou para a história pela edição do debate, francamente desfavorável a Lula. Em suas memórias, o então chefão global Boni admitiu, divertindo-se, que muito fora feito nos bastidores para prejudicar o postulante do PT.
Antes, em 1982, quando o adversário político dos Marinho, no Rio de Janeiro, era o então candidato a governador Leonel Brizola, a emissora contratou a consultoria Proconsult para realizar uma apuração paralela à oficial. Enquanto as urnas deram a vitória a Brizola, a Proconsult tudo fez para que os resultados de sua contagem apontassem outro vencedor. Mas deu errado.
Para quaisquer outras dúvidas a respeito do DNA ideológico da Globo, basta lembrar que a emissora nasceu e floresceu durante e à sombra da ditadura militar. Agora, em tempos de democracia, as preferências globais se mostram de outra maneira – de reportagens especiais no Jornal Nacional até o pensamento único que alinha seus comentaristas, passando também, ao que se vê, pelo logotipo de Geração Brasil.
————-

Leia Também:  GRANDE, COMO ELE É GRANDE: Ricardo Boechat sobre saída da Globo: "Me feriu, me ofendeu, revoltou". "Eles não respeitam a liberdade de ninguém", diz jornalista sobre a emissora carioca, "A Globo não tem culhão pra me dar a liberdade que a Band me dá"

LULA: DILMA REELEITA SERÁ “A DESGRAÇA DA OPOSIÇÃO”

Ricardo Stuckert:
O cenário político baiano pegou fogo nesta segunda (12) com presença dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) e do ex-presidente Lula, que participou de plenária do pré-candidato petista ao governo do estado, Rui Costa; Eduardo e Aécio iniciaram os discursos inflamados contra o governo e o principal cabo eleitoral da presidente Dilma Rousseff devolveu ataques com artilharia pesada contra os adversários do PT em outubro; ele disse que sem apoio do governo, Minas e Pernambuco não teriam o êxito do qual o tucano e o socialista tanto se gabam; “É só ver quem são os nossos adversários. A política social deles tem o dedinho social do governo federal. Quem cuida dos pobres de Minas Gerais e de Pernambuco? É o governo federal”
 

 
247 – Em visita à Bahia nesta segunda-feira (12), o ex-presidente Lula afirmou em evento de apoio à candidatura de Rui Costa (PT) ao governo do Estado que o “ódio da elite e da oposição não é contra Dilma”, mas contra o que ela representa para o país. “A Dilma não é nordestina. É uma mulher bem formada, economista, uma mulher que tem história. O ódio não é contra Dilma, é contra o que representamos neste país. É importante que a gente saiba que incomoda muita gente”, afirmou.
“Com mais uma eleição de Dilma, vamos consertar, mais um pouco, este país e não vai ter espaço para eles voltarem. Eu conheço a Dilma. Poucas vezes esse país teve a sorte de ter uma pessoa com o caráter, idoneidade e seriedade da Dilma governando o país”, disse o ex-presidente.
Lula minimizou os principais candidatos da oposição. “É só ver quem são os nossos adversários. A política social deles tem o dedinho social do governo federal. Quem cuida dos pobres de Minas Gerais e de Pernambuco? É o governo federal”, afirmou em referência direta aos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que também tiveram agenda na Bahia nesta segunda.
O ex-presidente ironizou as críticas que recebe da imprensa. “Eu devo tudo que sou à imprensa. A imprensa gosta de mim, me trata bem. É só elogios. Eu tenho consciência: muito mais importante do que uma manchete falsa e de má fé é a inteligência do povo brasileiro. Precisamos ter consciência que uma parte da imprensa trabalha contra nós”, disse Lula.
Ele também afirmou que está muito bem de saúde e com muita disposição para rodar o país. “Se os adversários acharam que eu estava cansando. eles não sabem que um nordestino não desanima nunca e eles sabem o que significa a gente continuar governando esse país”.
Mais cedo, em cerimônia de inauguração de uma universidade em São Francisco do Conde (Região Metropolitana de Salvador), o ex-presidente afirmou que a reeleição de Dilma Rousseff será a “desgraça” da oposição. “Nunca vi baterem tanto na presidenta Dilma como estão batendo agora. Eles batem na Dilma porque acham que não é possível este país eleger esta mulher. E ainda mais reeleger esta mulher para a desgraça deles. É uma coisa absurda”.
O ex-presidente deu o tom de campanha ao afirmar que Dilma permanecerá à frente da presidência da República. “A Dilma, além de ser uma mulher inteligente e competente, ela é uma de nós. Ela está lá porque nós quisemos e vai ficar lá porque nós queremos”, afirmou o petista para cerca de mil pessoas que lotavam o auditório do Hotel Fiesta.
Lula disse que Dilma sofre preconceito por ser mulher – citação recorrente em seus discursos – e é alvo de ataques de “gente que está incomodada”. Também procurou afastar a onda do “volta Lula” ao dizer que já “fez o que tinha que fazer” pelo país.
 
FONTE BRASIL 247
dilma petrobras
COMENTE ABAIXO:

Propaganda
7 Comentários

7 Comments

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Brasil, mostra tua cara

DEU NA VEJA: As revelações do livro de Eduardo Cunha sobre bastidores do golpe conta Dilma

Publicados

em

Por

FIM DO SILÊNCIO - Eduardo Cunha: relatos dos conchavos de que ele diz ter participado no tempo em que presidiu a Câmara -
FIM DO SILÊNCIO – Eduardo Cunha: relatos dos conchavos de que ele diz ter participado no tempo em que presidiu a Câmara – Vagner Rosario/VEJA

Na antevéspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 2015, uma reunião secreta na sala do apartamento do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), no 9º andar de um prédio de luxo de frente para a praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, definiu os rumos da história recente do país. Na manhã daquele sábado ensolarado, quatro políticos — além do anfitrião Maia, o então poderosíssimo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Carlos Sampaio, à época líder do PSDB na Casa, e o também tucano Bruno Araújo, o atual presidente nacional da legenda — acertaram como encaminhariam os procedimentos que resultaram, dez meses depois, no impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os detalhes da trama desenhada pelo quarteto, em meio a goles de café e água, estão no livro-bomba Tchau Querida, o Diário do Impeachment, de 740 páginas, escrito por Cunha, hoje um político em desgraça, cassado, condenado a catorze anos e seis meses de cadeia e cumprindo prisão domiciliar. VEJA teve acesso a trechos do livro do ex-deputado, que acaba de fechar contrato de publicação com a editora Matrix, com lançamento previsto para abril.

PROTAGONISTA - Michel Temer: segundo Cunha, “o militante mais atuante” -
PROTAGONISTA – Michel Temer: segundo Cunha, “o militante mais atuante” – Cristiano Mariz/VEJA

Na narrativa em primeira pessoa, escrita em parceria com a filha mais velha, Danielle, Eduardo Cunha, de 62 anos, reconstitui as articulações nos bastidores para o afastamento definitivo de Dilma na época em que, graças a uma intrincada rede de troca de favores, tinha na palma da mão os rumos das votações na Câmara. Uma de suas revelações se refere ao papel, que ele afirma ter sido decisivo e francamente oportunista, do então vice-presidente Michel Temer. “Não foi apenas o destino ou a previsão constitucional que fizeram Michel Temer presidente da República. Ele simplesmente quis e disputou a Presidência de forma indireta. Ele fez a ‘escolha’ ”, relata Cunha. “Foi, sim, o militante mais atuante. Sem ele, não teria havido impeachment”, garante.
Em seus cinquenta capítulos, o livro aborda decisões do Supremo Tribunal Federal e brigas jurídicas com o PT ao longo da batalha do impeachment. Tomando por base observações de difícil confirmação, por serem tiradas de conchavos que não vinham a público, Cunha descreve, com críticas a ex-aliados, as reuniões, jantares e conversas de que participou nos bastidores de Brasília, na busca de votos para abrir o processo. A certa altura, as rajadas de sua magoada metralhadora giratória apontam para Maia, que ocuparia seu cargo no comando da Câmara: “Não tinha limites para a sua ambição e vaidade. Na busca pelo protagonismo, Rodrigo Maia quis forçar ser o relator da Comissão Especial de Impeachment. Eu tive de vetar”. No seu julgamento, o DEM não tinha a força política necessária.

Leia Também:  Procurador Mauro do PSOL-MT reage a ataques de Onofre Ribeiro e Igor Taques à sua campanha
SEGREDO - Dilma: reunião na casa de Maia teria traçado o caminho da saída -
SEGREDO – Dilma: reunião na casa de Maia teria traçado o caminho da saída – Cristiano Mariz/VEJA

Em outro momento, entra na mira o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), por sua vez, candidato agora de Maia e do PT à mesma presidência da Câmara. Segundo Cunha, Rossi fez parte do grupo que articulou contra Dilma, embora tivesse, ele próprio, contas a prestar. “A empresa Ilha Produção Ltda., pertencente ao irmão de Baleia e a sua mulher, recebeu nas campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014 milhões de reais em pagamentos oficiais e caixa dois, inclusive da Odebrecht”, afirma Cunha. Procurados por VEJA, Maia, Temer e Rossi infelizmente não comentaram as afirmações que, ressalte-se, são apenas a versão de Cunha. O presidente Jair Bolsonaro também é citado na obra. “O primeiro pedido de impeachment coube ao então deputado (…), em função das denúncias de corrupção na Petrobras. Eu rejeitei o seu pedido. De todos os pedidos por mim rejeitados, Bolsonaro foi o único que recorreu”, relata.
 
Após a saída de Dilma, Cunha caiu rapidamente em desgraça. Em setembro de 2016, um mês depois do impeachment, ele foi cassado por quebra de decoro, ao mentir sobre a existência de contas na Suíça. Em outubro, pego pela Operação Lava-Jato, foi parar na cadeia por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Condenado, cumpriu três anos e cinco meses em regime fechado em três locais: na sede da Polícia Federal, em Curitiba, no Complexo Médico-Penal do Paraná e, por último, em Bangu 8, no Rio. No ano passado, por estar no grupo de risco da pandemia, obteve o direito de cumprir a pena em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Lá, mora com a mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e recebe familiares e visitas que ainda o chamam de “presidente”. A título de moral da história, seu livro lembra a participação do PT no processo de impeachment de Fernando Collor, em 1992, para proclamar: “Quem com golpe fere, com golpe será ferido”.
Publicado em VEJA de 27 de janeiro de 2021, edição nº 2722

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA