Humilhado e condenado por crime que não se provou satisfatoriamente que tenha cometido e réu em um julgamento já devidamente caracterizado como político, ex-deputado Pedro Henry sofre novo ataque do promotor Joelson de Campos Maciel que, ao autorizar sua saida do presídio para trabalhar, alerta sobre a pretensa ameaça que Pedro Henry pode representar para os pacientes que venha a atender

Promotor Joelson de Campos Maciel alerta para gravidade dos atos praticados por Pedro Henry by Enock Cavalcanti

O promotor de Justiça Joelson Maciel, da Vara de Execuções Penais e o médico e ex-deputado federal Pedro Henry. Para o promotor, trabalhando como médico no Hospital Santa Rosa, durante o período em que estiver cumprindo a pena a que foi condenado no julgamento do Mensalão, Pedro Henry pode ser uma ameaça, tanto que o promotor pede que se resguarde a integridade moral dos pacientes que ele vier a atender

O promotor de Justiça Joelson Maciel, da Vara de Execuções Penais e o médico e ex-deputado federal Pedro Henry. Para o promotor, trabalhando como médico no Hospital Santa Rosa, durante o período em que estiver cumprindo a pena a que foi condenado no julgamento do Mensalão, Pedro Henry pode ser uma ameaça, tanto que o promotor pede que se resguarde a integridade moral dos pacientes que ele vier a atender

A gente pensa que, no Brasil, só existe um Joaquim Barbosa, mas, de repente, constata que eles podem ser vários. Não foi à toa que o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello falou da maldade de Joaquim Barbosa, aquele que estaria fazendo questão de perseguir, até o último momento, aqueles aos quais condena. Aqui em Cuiabá, lendo o parecer do promotor Joelson de Campos Maciel sobre a liberação do ex-deputado federal Pedro Henry para que exerça suas atividades de médico no Hospital Santa Rosa, no período em que cumpre a pena que lhe foi imputada durante o já folclórico julgamento do Mensalão, fiquei pensando que o até então desconhecido promotor abusou das palavras. Joelson autoriza o trabalho de Pedro Henry – que se dispõe a trabalhar, em respeito ao fiel cumprimento de sua pena para agilizar sua reintegração à sociedade – mas faz questão de alertar para algum tipo de perigo que podem correr aqueles aos quais Pedro Henry atender como médico. “É necessário resguardar a integridade moral dos pacientes” – escreve o promotor e aponta a gravidade dos atos praticados pelo reeducando. Quem acompanhou, com atenção, o julgamento do Mensalão sabe que essa alegada gravidade listada pelo promotor é um exagero. Os embates sobre esse tal julgamento do Mensalão são tão intensos entre os operadores do Direito e já sabe que jurista da mais alta respeitabilidade, como o citado Bandeira de Mello, Ives Gandra Martins e Carlos Velloso já se levantaram para falar de possíveis exageros cometidos pelos ministros e até na possibilidade de condenação sem provas. Não existe consenso, o que existe é uma grande perplexidade da parte de muitos e muitas brasileiras. Tanto que o principal partido político do País, o Partido dos Trabalhadores, já se encontra em movimento, gritando em todos os espaços possíveis pela injustiça sofridas pelos petistas arrastados para os cárceres. Sim, há dúvidas. Mas o promotor Joelson de Campos Maciel não tem dúvidas. Pelo contrário, mesmo responsável por supervisionar o processo de reintegração à sociedade do ex-deputado Pedro Henry, ao invés de estender a mão a um homem condenado, humilhado, por um crime que jamais assumiu ter cometido – que teria sido uma compra de votos de parlamentares que jamais se provou suficientemente, tanto que Pedro Henry foi COMPLETAMENTE INOCENTADO pelos ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski – o promotor Joelson, que poderia ter se limitado às providencias técnicas para a liberação de um apenado para o trabalho, prefere contribuir para que Pedro Henry continue sendo visto como um ogro, uma espécie de besta fera a transitar entre os ambulatórios do Hospital Santa Rosa. Quando foi que Pedro Henry representou ameaça à integridade física e moral de quem quer que fosse? O promotor Joelson de Campos Maciel não diz, mas detona o réu com sua caneta pretensamente implacável. Acho que pode ser mais um aprendiz de Joaquim Barbosa, mais um aprendiz da maldade. Eu acho lastimável só pensar nesta possibilidade, exercendo o promotor as funções que exerce. Entendo que Pedro Henry deve ser tratado com a maior boa vontade e com menos selvageria. Confira o noticiário. (EC)

MP é favorável que Henry trabalhe como médico, mas alerta sobre a “gravidade” dos atos praticados pelo ex-deputado

Da Redação – Katiana Pereira
OLHAR DIRETO

O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel emitiu na terça-feira (7) um parecer favorável do Ministério Publico Estadual (MPE/MT) para que o ex-deputado federal pelo PP, Pedro Henry, possa trabalhar durante o dia no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá.

No parecer, o representante do MP ressalta que é necessário resguardar a integridade moral dos pacientes que possam vir a ser assistidos pelo ex-parlamentar. Henry foi condenado a 7 anos e 2 meses e multa de R$ 932 mil por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Ação Penal 470 – o mensalão.

“Considerando a gravidade dos atos praticados pelo reeducando e, levando-se em conta a necessidade de preservar a integridade moral dos pacientes e da profissão médica, requer seja dado ciência da presente condenação e executivo de pena ao Conselho Regional de Medicina, para adoção das providências que julgar necessárias”, diz trecho do parecer ministerial.

Henry está recolhido no Anexo I da Penitenciária Estadual do Pascoal Ramos, que funciona anexo à Delegacia Especializada de Vigilância e Capturas (Polinter), no bairro Centro América.

Maciel requer ainda “imediata realização da audiência admonitória, para que se dê cumprimento a ação penal condenatória 470/STF; Que sejam realizados os exames legais, estabelecidos no artigo 5º e seguintes da LEP e após a realização a audiência admonitória, sem prejuízo da realização dos exames legais, seja deferida a liberação para o trabalho formulado pelo reeducando, junto a Empresa Hospital de Medicina Especializada Ltda – Hospital Santa Rosa”. (Veja aqui a íntegra do parecer)

Pela Lei de Execuções Penais, o ex-deputado pode utilizar o benefício do trabalho para se ausentar da unidade prisional das 6h às 19h. Para cada três dias trabalhados, um é reduzido na pena. Henry deve receber cerca de R$ 7,5 mil por mês para atuar na unidade hospitalar.

Pedro Henry foi preso no dia 13 de dezembro, após se apresentar espontaneamente à Polícia Federal em Brasília (DF). No mesmo dia, ele teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, entregou sua carta de renúncia ao mandato de deputado para a Mesa Diretora da Câmara Federal.

Trabalho começa essa semana

O juiz Geraldo Fidelis da Segunda Vara Criminal, da comarca de Cuiabá, durante audiência admonitória nesta quarta-feira (8), permitiu que o ex-deputado começa a trabalhar no Hospital Santa Rosa na quinta-feira (9).

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MENSALÃO

Justiça autoriza Pedro Henry a trabalhar

Ex-deputado inicia atividades hoje, mas ainda não teve definida a função que desempenhará. Horário permitido fora da cadeia é das 6h às 19h

DO DIÁRIO DE CUIABÁ

A Justiça autorizou o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por envolvimento no escândalo do Mensalão, a trabalhar como médico no Hospital Santa Rosa.

O progressista inicia as atividades já nesta quinta-feira (9). Segundo seu novo advogado, Décio Arantes Ferreira, ainda não há uma definição sobre a área em que Henry, que é médico, atuará. Seu salário, entretanto, já foi fixado em R$ 7,5 mil.

Conforme a decisão do juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidélis, o progressista poderá deixar o Anexo I da Penitenciária Central do Estado (Polinter), onde está detido, a partir das 6h da manhã, retornando ao cárcere até às 19h.

O horário é previsto para os dias úteis da semana. Aos sábados, Henry deve retornar à cadeia até às 14h, tendo a saída liberada apenas na manhã da segunda-feira seguinte.

Ainda conforme a sentença, o ex-deputado federal também está proibido de deixar as dependências do hospital durante o expediente de trabalho.

Seu advogado, entretanto, afirma que, ao deixar a Polinter pela manhã, Henry poderá tomar banho em sua residência antes de seguir para o hospital. “É como se ele levasse uma vida normal”, diz.

Ferreira pontua que o progressista fez questão de iniciar o quanto antes a jornada de trabalho, tendo em vista que ela pode ajudá-lo a reduzir a pena.

Conforme a Lei de Execução Penal, a cada três dias trabalhos, os detentos tem um dia a menos de prisão pela frente. Se o cronograma for seguido à risca, Henry pode conseguir a liberdade condicional já no primeiro semestre do próximo ano.

A audiência admonitória do ex-deputado, ou seja, aquela em que o magistrado estabelece as regras para o cumprimento da pena, foi realizada no início da tarde de ontem.

Na ocasião, a defesa apresentou os documentos que, segundo o parecer do Ministério Público sobre o pedido de trabalho, estavam faltando aos autos do processo, entre eles o diploma da formação de Henry em medicina e a comprovação a comprovação de “idoneidade” da proposta de emprego feita pelo hospital.

Autor do parecer, o promotor de justiça Joelson de Campos Maciel ainda requereu que o Conselho Regional de Medicina (CRM) fosse informado sobre a atuação do ex-deputado como médico, “considerando a gravidade dos atos praticados (…) e a necessidade de preservar a integridade moral dos pacientes e da profissão médica”.

A medida foi acatada pelo juiz. O presidente do CRM, Gabriel Felsky, todavia, afastou a possibilidade de qualquer intervenção do conselho na questão.

“A condenação dele não tem nenhuma ligação com a medicina. Não se trata de nenhum desvio ético quanto à profissão, então, não tem nada que o CRM possa fazer neste sentido”, disse o presidente, ressaltando que ainda não foi notificado sobre a sentença.

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ENTENDA A REFERENCIA A JOAQUIM BARBOSA

NASSIF: JOAQUIM BARBOSA É UM CASO DE MALDADE EXPLÍCITA

Edição/247 Fotos: Reprodução | STF:

O jornalista Luiz Nassif produziu análise a partir da declaração do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, que definiu o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, como “uma pessoa má”; “A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos. Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte”, afirma Nassif

 

22 DE NOVEMBRO DE 2013

247 – O jornalista Luiz Nassif escreve artigo a partir da declaração do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, que definiu o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, como “uma pessoa má”. Para Nassif, “Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita”.

“A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos. Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte. Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade. Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor”, afirma.

Leia artigo na íntegra:

Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade

A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.

Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.

Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.

O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.

A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.

A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.

Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita. Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura — para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.

A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.

Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.

Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.

Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.

Ações de Barbosa criam mal-estar no STF

SEVERINO MOTTA
FOLHA DE S.PAULO, DE BRASÍLIA

A decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, de sair de férias sem assinar o mandado de prisão contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) gerou mal-estar entre alguns ministros da corte, que criticaram a falta de um critério objetivo na execução da última etapa do mensalão.

Folha ouviu 3 dos 11 ministros, que reclamaram de três pontos da atuação de Barbosa nas prisões:

1. Nem todos os sentenciados tiveram seus mandados de prisão expedidos no mesmo dia em que seus processos foram encerrados, como ocorreu com a primeira leva dos detidos do mensalão;

2. somente um dos dois condenados com problema de saúde já está cumprindo pena. José Genoino está em prisão domiciliar, enquanto o delator do caso, Roberto Jefferson, segue solto no Rio; e

3. o envio a Brasília dos primeiros presos do processo, e posterior permissão para que um deles (Rogério Tolentino) se entregasse e ficasse em seu Estado (Minas Gerais).

Desde o início das prisões, não há parâmetro aparente para saber quando um mandado será expedido contra os condenados. Há sentenciados que foram detidos no mesmo dia que Barbosa encerrou seus processos.

Barbosa participa de palestra do 8° Congresso de Jornalismo Investigativo na PUC, no Rio

Outros, após o fim da tramitação no STF, esperaram um, dois ou três dias até terem as prisões decretadas. João Paulo, que viu seu processo chegar ao fim na segunda-feira e chegou a se preparar para ir à prisão na terça, segue sem saber quando terá seu mandado expedido.

Também não se sabe se ele será assinado pela ministra Cármen Lúcia, que está no lugar de Barbosa durante o recesso, ou pelo próprio presidente, em fevereiro, quando a corte retomar o trabalho.

Um dos ministros ouvidos pela Folha disse que o mensalão é um processo delicado, por isso, qualquer ação que crie confusão ou turbulência no caso é prejudicial. Outro reclamou que as incertezas de procedimento geram desconforto psicológico desnecessário aos presos.

Um terceiro ministro, por sua vez, fez críticas duras a Barbosa. Para ele, que como os colegas pediu anonimato, apenas a exposição midiática do caso justifica a demora para a expedição de mandados de prisão. A defesa de João Paulo criticou a situação a que seu cliente é submetido. De acordo com o advogado Alberto Toron, essa indefinição cria uma situação “desumana”.

Na opinião do advogado, Cármen Lúcia só pode dar decisões em casos urgentes e não poderia expedir um mandado de prisão em um processo que não relatou. Ministros ouvidos pela Folha, no entanto, acreditam que tanto ela quanto o próprio Barbosa poderiam assinar o termo. Mas consideram pequena a chance de a interina dar decisões no processo.

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa do STF (Supremo Tribunal Federal) disse à Folha que não comenta afirmações dadas por ministros da corte sobre o mensalão na condição de anonimato. Em relação à diferença de prazos entre o encerramento dos processos e a expedição de mandados de prisão, a corte informou que “cada caso é um caso”.

Por isso, demandariam análises individuais feitas por técnicos do Supremo, com posterior revisão dos documentos por parte dos ministros. O processo, ainda de acordo com a assessoria, impede a existência de um tempo padrão para a produção dos mandados.

Sobre o caso de Rogério Tolentino, que atuou como advogado do operador do esquema, Marcos Valério, e obteve o direito de se apresentar em Belo Horizonte (MG) ao invés de Brasília, como aconteceu com parte dos presos do mensalão, a assessoria informou que ele havia feito o pedido para permanecer em seu Estado no dia 4 de novembro, antes mesmo da expedição de seu mandado de prisão.

Por fim, a assessoria de imprensa do Supremo destacou que o delator do esquema, Roberto Jefferson, revelou seu quadro de saúde e a realização de uma cirurgia para a retirada de um tumor no pâncreas no último recurso enviado à corte. Mas, como a definição de seu pedido de prisão domiciliar ainda está pendente de uma decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, não poderia dar mais detalhes sobr

23 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Os filomensaleiros não querem a punição dos condenados.

  2. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Os filomensaleiros querem convencer que até o petralhão Genoino é inocente, quando na verdade ele é um condenado pelas suas desonestidades e deve pagar a multa por conta do dinheiro da corrupção.

    E se os seus atos corruptos foram praticados em benefício do PT, nada mais justo que seja os filiados do PT PT que paguem.

  3. - IP 189.59.50.191 - Responder

    Esperneio de outros mensaleiros,entre os quais,aqueles que possuem blogs, mantidos com mensalinhos de partidos ou de empresas publicas ,para defenderem aliados ou os próprios petistas.Para isso vale tudo:atacar a imprensa,o STF,a direita,ou a esquerda traíra e, se sobrar alguém “moralista”,o centro também.Onde se enquadra este blog,nós sabemos e só podemos protestar,como estamos fazendo.

  4. - IP 189.59.62.163 - Responder

    Há dizerem que os mensaleiros, não cometeram crimes nenhum…..Dá Licença Enock…….

  5. - IP 191.195.108.216 - Responder

    Nossa, essa ‘reportagem’ é tão patética. Então o mensalão não existiu? Não perco mais tempo nesse blog

  6. - IP 179.216.205.163 - Responder

    o promotor faz aquele ataque genérico, de quem busca só os holofotes. o senhor joelson, pelo jeito, está buscando aparecer às custas do deputado pedro henry

    • - IP 201.23.162.74 - Responder

      O promotor emite um parecer técnico. O amiguinho de vocês vai trabalhar, muito bem pago, refazendo a própria caminha política. Ele está preso depois de um julgamento. No Brasil é assim. Com uma ressalva: tem um monte de puxa-sacos pretensamente indignados. Ele é médico de formação. Há anos sem trabalhar na medicina, oferece riscos à população. Faz muito bem o cidadão ao pedir ao conselho de medicina que tome providências cabíveis. Só isso. O cara autoriza o condenado a trabalhar, a ganhar MUITO BEM por isso. E vocês reclamam? Vão pentear macaco!

  7. - IP 177.64.249.236 - Responder

    Boa tarde, Enock.
    As vezes você passo do limite do aceitável para defender esse seu petismo.
    Não precisa nem ser imparcial, porque isso aqui é um blog, então entendo que você defenda uma visão de mundo sua, mas, acho, que você deveria pelo menos prezar pelo bom jornalismo, pelo bom senso. Eles já foram julgados e condenados, não me venha falar em humilhação ou em questionar a decisão do STF. Muito triste alguém com anos de carreira no jornalismo defender tão cegamente um partido.

  8. - IP 189.87.159.130 - Responder

    Parece que o PT corroeu toda a consciência e bom senso do outrora brilhante jornalista Enock. Pelo jeito não deixaram nenhum resquício… Inocentar Pedro Henry, que além dos crimes do mensalão, vivia extorquindo os empreiteiros deste estado, cobrando propinas pelas emendas e culpar o Ministério Público de Mato Grosso é uma insanidade. Nem a imprensa amestrada do Riva comete tal disparate.

    • - IP 179.216.205.163 - Responder

      O problema é esse, Roberto. Ao analisar a atual situação do Pedro Henry, ao invés de analisar friamente os dados do processo do Mensalão, vai se juntando outras acusações, lembra-se que ele vivia extorquindo os empreiteiros deste Estado – mas qual o empreiteiro que denunciou isto? Onde está a condenação de Pedro Henry por este crime? Argumenta-se que ele cobrava propinas pelas emendas – mas quando foi que se comprovou esta cobrança? Em que julgamento Pedro Henry foi julgado por tal malfeito? Uma coisa é fazer restrições à prática de determinado político. Outra coisa, é abrir mão da defesa do devido processo legal. A discussão que levanto, aqui, em relação ao Pedro Henry é somente uma: ficou provado que ele comprou ou vendeu voto como líder no PP na Câmara Federal, em favor da administração do presidente Lula? Não existiram provas. E os indícios arrolados apontam para a prática de caixa 2, como sempre se praticou neste País e ainda se pratica. Então, é pela prática do caixa 2 que Pedro Henry e os demais deveriam estar sendo punidos e não por compra de votos, e tal e tal. Então, se se pretende combater o caixa 2, se se pretende punir os corruptos, temos que fazer direito – pois o julgamento do Mensalão deixou muitas brechas para se conclua, como tantos já concluíram, que não foi um julgamento strito sensu, mas uma montagem, uma farsa, para atender aos interesses de determinados grupos e expor as lideranças do PT e seus aliados. Essa é a questão que se discute aqui e se discute por todos os cantos do Brasil. Agradeço, de qualquer forma, pelos questionamentos.É preciso que exista debate democrático para se avance…O convencimento é um processo longo, como demonstrou o apóstolo Paulo na história que nos contou sobre a estrada para Damasco.

      • - IP 177.221.96.140 - Responder

        Enock, pare com o truque infantil de dizer que não tem provas, quando na verdade o processo está cheio de provas, inclusive com o testemunho da Presidente Dilma.

        • - IP 189.59.62.218 - Responder

          Indignado,Enock faz isso para debochar ou nos irritar.Por uma razão bem simples:se ele tem a opinião formada que não houve o crime do mensalão,então ele é mal-informado.E isso nós sabemos que ele não é ,NÃO É ENOCK?

          • - IP 189.59.62.218 -

            Outra coisa INDIGNADO,Enock deveria saber que corrupto ,não deixa prova,as são conseguidas ,seguindo o caminho do dinheiro.Marcos valerio passou GRANA para Pedro Henry,para que?De graça não foi,então foi para APOIO da bancada.Foi assim que os juízes chegaram a conclusão sobre a culpa .LÓGICO!

          • - IP 179.216.220.149 -

            Osmir, Osmir, lembre-se que o Ministério Publico do Estado de Mato Grosso apresentou como PROVAS ROBUSTAS os cheques que documentam as transações financeiras que aconteceram entre os dirigentes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, as factorings do Arcanjo e um grupo enorme de empresas fantasmas. Essas provas também foram consideradas ROBUSTAS por alguns magistrados que já sentenciaram ações contra antigos dirigentes da Assembleia de Mato Grosso. Veja que o MPEMT, a nossa Policia Civil, etc, etc, nesse caso emblemático da Assembléia, tiveram a competência de lastrear suas denuncias contra esses parlamentares com documentos, com depoimentos, e tal e tal. No caso do Mensalão, como tanto já se falou – e mais especificadamente no caso que tratamos aqui, do ex-deputado Pedro Henry, neca de pitibiriba em matéria de provas. Tanto que o ministro Gilmar Mendes, que formou ala com Joaquim Barbosa como um dos carrascos do julgamento, acabou aliviando pro lado do Pedro Henry. Ve-se que Gilmar Mendes, aparentemente, tem o mínimo de pudor. Esses são os FATOS, caro Osmir. Há que haver provas para se condenar. Simples assim. Para defender a democracia e o devido processo legal, você tem que ser radical neste entendimento. Senão, você forma um bando de vigilantes, de arruaceiros, de matadores e sai por aí, linchando aqueles dos quais você discorda. Isso, imagino eu, acontecia no tempo das trevas, antes de construirmos a nossa civilização ocidental e cristã, não é mesmo Osmir? Ou será que essa civilização ocidental e cristã é simplesmente um blefe e temos que cuspir, chutar, torturar, humilhar, prender o Pedro Henry simplesmente porque não gostamos de sua postura político-partidária?! Se você, Osmir, mais o Roberto Ruas, o Indignado, e tal e tal gostam deste tipo de bando exterminador, por favor, me inclua fora desta.

      • - IP 177.221.96.140 - Responder

        Enock, o processo do mesanlão está coalhado de provas de que o Pedro Henry recebeu dinheiro do esquema do mensalão. Ele foi condenado por isso. Ele não conseguiu demonstrar que o dinheiro era para financiamento de campanha.

        Os petralhas tentaram dar um golpe no sistema de aprovação de leis do Brasil, conropendo os parlamentares e foram pegos com a boca na butija. Dançaram. Nunca um presidente da Repúblia foi tão pusilâmine quanto o Lula ao tentar negar a existência daquilo pelo que ele mesmo antes pedira desculpas ao povo Brasileiro.

  9. - IP 187.6.65.18 - Responder

    É incompreensível o comentário denegrindo a imagem de pessoas que fazem cumprir a lei e a Constituição.
    A pretensão, no entando, foi devidamente compreendida…

    Todo o condenado a crime que fere a ética e a moral, respondem, inclusive administrativamente, nos termos das Legislações respectivas, perante aos órgãos profissionais aos quais pertencerem (medicina, administração, OAB etc).

    Agora… nem sempre se encontram pessoas que querem observar isso. O custo é alto…

    Certamente, se isso acontecesse nos EUA, no Canadá, na Alemanha… seria algo normalíssimo a condenação dura e efetiva, com as cotas de responsabilidade, inclusive, na seara administrativa profissional, até para servir de desestímulo a outros que pretenderem seguir caminho assemelhado.

    Mas, no Brasil…

    Parabéns ao conhecido Promotor, Professor e Escritor (vários livros publicados), Dr. Joelson Maciel, pela sua coragem em cumprir efetivamente a função que assumir de PROMOVER A JUSTIÇA NO BRASIL.

    A Universidade Federal de Mato Grosso, mais uma vez, evidencia prósperos alunos e mestres, em dedicação por um Brasil de valores inegociáveis…

    Aos conhecidos corruptos, que possamos deixar exemplos de responsabilidade para mudar a tragetória deste País!

    Nem sempre isso é fácil… Principalmente quando se distorcem a Constituição e as Leis.

  10. - IP 177.17.203.178 - Responder

    Condenado ou não, o Sr. Pedro Henry além de ser humano e pai de família, é médico. Não pode ser alvo de ataques baixos de promotor buscando holofote. Ao dizer que os possíveis pacientes correm risco, ou apenas fazer alusão a isto, o promotor ofende os direitos de imagem e moral do preso, seja ele quem for. Se não estiverem contentes, mudem as leis, pois elas permitem que o preso condenado neste regime trabalhe, seja ele quem for.

  11. - IP 191.195.90.29 - Responder

    Enquanto isso o mensalão tucano marcha a passos largos para a prescrição (formação de quadrilha já foi pro saco) e Marco Aurélio acabou de desmembrar o processo do Trensalão Tucano. Com o aplauso desses direitóides daqui.
    Mas deixe estar, ano que vem levam outro FERRO nas eleições e vão ter mais tempo e razões para ficarem vociferando nos blogs.

  12. - IP 201.67.17.207 - Responder

    Ficou mais que provada a existência do mensalão, bem como a participação dos criminosos no “esquema” e não teve nada de político. Agora, jornalista usar a mídia para defender seu partido político, que tem se assemelhado a quadrilha?! Francamente… é lastimável e vergonhoso.

  13. - IP 179.254.51.152 - Responder

    Concordo com o promotor ; pois é preciso saber há quanto tempo esse senhor pedro henry ( minúsculo mesmo pois é um apenado ) não consulta , ou atende de verdade um paciente ( talvez esporádicamente nas campanhas , praticando o velho assistencialismo barato) , portanto o promotor está certo.

    Aproveitando , alguém precisa avisar o blogueiro e outros defensores dos petralhas , que a corte do SFT é composta por ONZE MINISTROS , e alegar que o mensaleiro , sanguessuga , vampiro , etc..etc , foi inocentado por TRES MINISTROS e isso não é prova de inocência , mas apenas um mero PLACAR ONDE O MENSALEIRO PERDEU .

    Lamentável ver um blogueiro , com uma boa mídia na mão , ATACAR gratuitamente a mais alta corte do país , ao invés de zelar pelo respeito a ela.

  14. - IP 177.193.150.218 - Responder

    Reportagem patética! Não conheço o processo o qual este cidadão foi submetido, não li os autos, não analisei as provas produzidas, mas ao que parece ele teve oportunidade de contratar um advogado para se defender. No entando, seu erro foi não ter contratado o “jornalista” em questão para patrocinar sua defesa. Outrossim, a extinção do Ministério Público seria a alegria de muita gente que quer achacalhar o Brasil.

  15. - IP 191.194.64.203 - Responder

    Escuta fio, esse médico tá afastado da profissão faz uns 20 anos né? A medicina evolui rápido. Então vc acha absurdo o CRM fiscalizar para ver se ele tem condições de atender o povo? Você não tem dó do povo mesmo!!!! Você contrataria um eletricista para arrumar a sua casa se ele lhe dissesse que tem 20 anos que não trabalha na área????? Pense um pouco sr., use a cabeça fio!!!!!!

  16. - IP 187.6.65.210 - Responder

    O Promotor só pediu para cientificar o CRM da condenação, nada mais. Toma vergonha Enock. E que absurdo é esse de julgamento político, se o próprio PT foi quem nomeou quase todos os ministros que julgaram o mensalão? Por favor!!!

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