Historiador Robinson Ciréia disputa presidência do PT de Mato Grosso defendendo rompimento com governo Silval

Ativista do Sintep e da Central Única dos Trabalhadores, Robinson Ciréia (ao centro) representa a corrente petista O Trabalho que tem como candidato a presidente nacional do PT Marcos Sokol

Ativista do Sintep e da Central Única dos Trabalhadores, Robinson Ciréia (ao centro) representa a corrente petista O Trabalho que tem como candidato a presidente nacional do PT Marcos Sokol


Candidato da corrente O Trabalho afirma que administração estadual privilegia empresários e fazendeiros, esquecendo-se de funcionários públicos e população em geral

Robinson Cireia encabeça em Mato Grosso a chapa que tem a mesma linha da chapa nacional de Markus Sokol “Constituinte por terra, trabalho e soberania”. Essas chapas defendem como principal proposta política do PT a construção de uma Assembleia Constituinte Soberana. “As manifestações demonstram a necessidade de uma profunda reforma no país, com instituições capazes de responder às demandas reprimidas, através de uma Assembléia Constituinte Soberana. Nessa perspectiva, mesmo uma Constituinte exclusiva, para fazer a reforma política, convocada por um plebiscito, abre uma brecha que as atuais instituições não podem tolerar”, afirma Robinson Cireia.

A chapa “Constituinte por terra, trabalho e soberania”, que disputa a direção estadual do PT em Mato Grosso, defende que o partido saia da base do governo Silval, deixando todos os cargos que ocupa na administração – a começar pela Secretaria de Educação –, e não componha com o PMDB no ano que vem na eleição ao Palácio Paiaguás.
“Defendo candidatos próprios em 2014, numa aliança limpa, por uma plataforma social e nacional, com o PC do B; não à ‘aliança nacional’ com o PMDB de Sarney”, afirma o candidato a presidente estadual do PT.

Historiador e professor da rede pública e privada de ensino, ele explica que o principal motivo para o rompimento do PT com o PMDB é que o governador Silval Barbosa privilegia empresários da saúde, do agronegócio e da indústria e prejudica funcionários públicos e a população de forma geral.

Alguns fatos que comprovam essa prioridade da administração do PMDB em Mato Grosso: garantia de cerca de R$ 1 bilhão no Orçamento Geral do Estado em isenção e renúncia fiscal; entrega do sistema de saúde às OSSs e manutenção deste regime mesmo após o escândalo dos remédios vencidos. Além disso, a postura contrária à demarcação de terras indígenas, descaso com a reforma agrária e criminalização de movimentos sociais.

Cireia, que também ocupa a Secretaria de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), critica a gestão da Educação do governo do Estado, ocupada pelo petista Saguas Moraes, por estar num governo que não atende as reivindicações dos funcionários do setor. O que levou à atual greve da categoria.

“Como trabalhador da educação, estou na luta com minha categoria no Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep) para conquistar o piso salarial, pagamento das horas-atividade aos professores contratados e posse de todos os classificados em concurso, além da exigência de 35% dos impostos à educação”, pontua o candidato ao PT de Mato Grosso.

O caminho – Cireia diz que é preciso acabar com a lógica da governabilidade, que aproxima o PT do PMDB e dá à administração Dilma uma falsa liderança política sobre o Congresso Nacional.

O caminho para a autonomia do Partido dos Trabalhadores é uma Reforma Política que estabeleça o financiamento público exclusivo de campanha, voto em lista, garanta proporcionalidade (‘um eleitor, um voto’) e ponha fim ao Senado, conforme se lê no manifesto da chapa “Constituinte por terra, trabalho e soberania”.

Currículo – Cireia começou a militância social na Pastoral da Juventude da igreja católica, no Coxipó, em 1994. Filiou-se ao PT em 1998. Durante o período em que cursou História na UFMT\Cuiabá fez parte do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Tornou-se professor na rede pública em 2008, passando a ter atuação sindical.

Categorias:Jogo do Poder

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