Gurgel manda pro arquivo Mensalão do PR

GURGEL ISENTA PR DE DENÚNCIAS NO TRANSPORTE

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Procurador-geral da República concluiu não haver provas contra o senador e ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) e o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) da acusação de que comandariam um esquema de corrupção no Ministério – caso motivou a “faxina ética” no primeiro ano do governo Dilma

 

247 – Prestes a deixar o cargo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, concluiu não haver provas contra o senador e ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) e o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) da acusação de que comandariam um esquema de corrupção no Ministério dos Transportes.

As denúncias motivaram o afastamento da cúpula do PR do comando do ministério há dois anos e deflagraram a reforma ministerial no primeiro ano do governo Dilma Rousseff.

“Os diversos depoimentos colhidos pela autoridade policial nada esclareceram acerca das notícias de que dirigentes do Partido da República (PR) recebiam propina de empresas contratadas pela Valec e pelo Dnit”, diz um trecho do parecer, assinado por Gurgel e pela subprocuradora da República Cláudia Sampaio.

Em abril, Dilma restituiu o comando da pasta à cúpula do PR, com em troca do apoio à sua reeleição. A presidente nomeou o ex-senador César Borges para o cargo de ministro, mediante indicação de Nascimento e Costa Neto.

Costa Neto foi condenado pelo Supremo, no julgamento do chamado mensalão, a sete anos e dez meses de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ameaçado de perder o mandato na Câmara dos Deputados, ele agora aguarda o julgamento dos recursos.

Presidente do PR, Nascimento, ainda responde a um inquérito no Supremo por suspeita de corrupção em atos relativos à sua gestão na prefeitura de Manaus (1997-2004).

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