GRANDE, COMO ERA GRANDE: Ariano Suassuna morre, aos 87 anos. “O Brasil perdeu uma grande referência cultural. Escritor, dramaturgo e poeta, Ariano Suassuna foi capaz de traduzir a alma, a tradição e as contradições nordestinas em livros como Auto da Compadecida e Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. A obra de Suassuna é essencial para a compreensão do Brasil” – lamentou a presidente Dilma Roussef

87 ANOS

Ariano Suassuna, real, imaginário, erudito, popular

Escritor morreu na capital pernambucana, dois dias depois de sofrer um AVC
por Rede Brasil Atual
BLOGSPOT/ARIANOSUASSUNA
ariano suassuna

Suassuna: “Acho que só se pode avaliar o valor de um escritor muito tempo depois da morte dele”

São Paulo – O escritor, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna, de 87 anos, morreu na tarde de hoje (23), dois dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Ele foi internado na noite de segunda-feira (21), passou por cirurgia de emergência e foi encaminhado para a UTI do Real Hospital Português, do Recife. No ano passado, sofreu um enfarte agudo do miocárdio. Dois dias depois da alta, voltou ao hospital e passou mais quatro dias na terapia intensiva. Três meses atrás, brincou: “Foram dois sustos. Mas escapei bonito. Não acreditava em praga, agora estou acreditando”. E contou que teve o enfarte cinco dias depois de afirmar, durante um evento em São Paulo, que nunca teria problema no coração. Na última sexta-feira (18), Ariano chegou a dar uma “aula-espetáculo” durante o Festival de Inverno de Garanhuns, no agreste pernambucano. Ela deixa mulher e seis filhos.

“A vida dói, e sem Ariano Suassuna vai doer mais ainda”, escreveu no Twitter o poeta Sérgio Vaz, criador do Sarau da Cooperifa. “Ariano reunia em sua pessoa as extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra, alguém que, dispondo de uma cultura invulgar, era, ao mesmo tempo, um homem de ação”, disse, em nota, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Holanda Cavalcanti. “À sua maneira ocupava-se e preocupava-se com os problemas sociais, focado nos da sua região. Não podemos esquecer seu engajamento com o Movimento Armorial, através do qual buscava revigorar a identidade nordestina e suas peregrinações, levando, com humor, sua mensagem por todo o Brasil.”

Muitos lembraram perdas recentes que atingiram a literatura brasileira. Também neste mês, morreram João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves.

O velório de Suassuna começará às 23h, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambuco. O local deverá ser aberto ao público a partir da meia-noite. O enterro está previsto para amanhã, às 16h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, região metropolitana de Recife.

Desafio de viola

Ariano Vilar Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927 em João Pessoa. Durante a Revolução de 1930, o pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, no sertão do Cariri, também na Paraíba. Foi ali que ele viu um desafio de viola pela primeira vez.

Com 15 anos, Ariano foi viver em Recife, onde concluiu o secundário e iniciou o curso de Direito. Na capital pernambucana, fundou o Teatro do Estudante e escreveu, em 1947, sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Formou-se em 1950, voltou a Taperoá por razões de saúde e retornou a Pernambuco em 1952. Durante quatro anos, iria se dedicar à advocacia, mas sem deixar o teatro de lado. O seu trabalho mais conhecido, o Auto da Compadecida, foi escrito em 1955.

Ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras, em 1990, explicou por que estava usando um uniforme feito por uma costureira e uma bordadeira do Recife: disse que levava em conta a distinção estabelecida por Machado de Assis – sobre o país “real” e o “oficial” – e uma frase de Ghandi que o impressionara. “Dizia ele que um indiano verdadeiro e sincero, mas pertencente a uma das duas classes mais poderosas de seu país, não deveria nunca vestir uma roupa feita pelos ingleses. Primeiro, porque estaria se acumpliciando com os invasores. Depois, porque estaria, com isso, tirando das mulheres pobres da Índia um dos poucos mercados de trabalho que ainda lhes restavam”, afirmou Ariano.

“A partir daí, passei a usar somente roupas feitas por uma costureira popular e que correspondessem a uma espécie de média do uniforme de trabalho do brasileiro comum. Não digo que fiz um voto, que é coisa mais séria e mais alta colocada nas dimensões de um profeta, como Gandhi, ou de um monge, como D. Marcos Barbosa. Não fiz um voto; digamos que passei a manter um propósito.” Ele acrescentava que não pretendia se passar pelo que não era. “Egresso do patriarcado rural derrotado pela burguesia urbana de 1889, 1930 e 1964, ingressei no patriciado das cidades como o escritor e professor que sempre fui. Continuo, portanto, a integrar uma daquelas classes poderosas, às quais fazia Gandhi a sua recomendação.”

Foi um fundadores do Conselho Federal de Cultura, em 1967, e pioneiro do chamado Movimento Armorial, na década de 1970, que visava a unir a arte erudita e a cultura popular. Dessa época (1971) é o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

De 1994 a 1998, Ariano esteve à frente da Secretaria de Cultura de Pernambuco, na gestão de Miguel Arraes. Em 1999, O Auto da Compadecida virou série especial de TV, dirigida por Guel Arraes – no ano seguinte, se tornaria um longa-metragem. E em 2007 o diretor Luiz Fernando Carvalho comandou a minissérie A Pedra do Reino.

Também no seu discurso de posse na Academia, Ariano falava sobre “a futura edificação” do Brasil como nação. Para isso, seria necessário que, “pela primeira vez em nossa atormentada História, o Brasil oficial se torne expressão do Brasil real”.

Em uma entrevista de 2013 ao Diário de Pernambuco, perguntaram se ele se considerava um “cânone” da literatura brasileira. “Eu sou escritor. O escritor convencido, além de antipático, é um indecente. Acho que só se pode avaliar o valor de um escritor muito tempo depois da morte dele”, respondeu.

Em 2005, a revista Fórum questionou o que fazer para tornar a cultura brasileira mais presente em sala de aula, na educação formal. “Olhe, não sou muito bom nisso, não. Esse é mais um assunto de educador e de sociólogo, sou um escritor. Por acaso me interesso por esse tipo de coisa, mas não sei exatamente o que se pode fazer. Mas uma coisa eu sei, se os meios de comunicação de massa dessem um pouco mais de audição para a nossa cultura isso ajudaria muito.”

Nota de Dilma

A presidenta Dilma Rousseff afirmou em nota que guarda ótimas recordações dos encontros e histórias vividas com Suassuna. “O Brasil perdeu hoje uma grande referência cultural. Escritor, dramaturgo e poeta, Ariano Suassuna foi capaz de traduzir a alma, a tradição e as contradições nordestinas em livros como Auto da Compadecida e Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. A obra de Suassuna é essencial para a compreensão do Brasil.”

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Veja repercussão da morte do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna

Ele morreu no Recife, nesta quarta-feira, aos 87 anos.
Lya Luft e Luis Fernando Verissimo falaram da morte do autor paraibano.

Do G1, em São Paulo

ariano escritor

Escritor morreu aos 87 anos

Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico.

Do primeiro contato com o circo e com peças colegiais, no sertão paraibano, até a diversificada biblioteca que encontrou em uma escola do Recife quando ainda era estudante do ensino fundamental, deixou um legado inegável na literatura, no teatro, nas artes plásticas e na música. Ariano nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra”, disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Veja abaixo repercussão da morte de Ariano Suassuna:

Lya Luft, escritora, em entrevista para a GloboNews
“A Academia está sendo meio devastada, perdemos muita gente boa. Ele tinha uma grandeza, uma efervescência. Ele mostrou o drama, a alegria. O Ariano é desses escritores que a gente lia, admirava, mas adorava conhecer. Ele ainda viajava, ia para o interior, pelo Brasil afora, mesmo com a saúde combalida. Era um grande mestre e um dos grandes patriarcas da nossa literatura. Ele é uma pessoa insubstituível na nossa literatura. Estamos todos de luto.”

Luis Fernando Verissimo, escritor, em entrevista para a GloboNews
“Foi mais um golpe, né? Depois da morte do João Ubaldo… O Ariano era um tesouro nacional, era mais do que escritor, compositor, era um ícone da cultura brasileira. É uma tristeza. Tem não só o trabalho original, mas o que ele conhecia de histórias e figuras do Nordeste. Ele era não apenas um escritor, era muito mais do que isso.”

Geraldo Cavalcanti, presidente da Academia Brasileira de Letras
“Em 21 dias, a Academia perdeu três acadêmicos. Abala todos nós. Eu fui colega contemporâneo, nos fins dos anos 40. É uma perda pessoal também no meu caso.”

Zuenir Ventura, escritor, em entrevista para a GloboNews
“É perda demais… Em menos de 15 dias, se vão o mestre João Ubaldo, Ariano Suassuna… Isso para a cultura brasileira, ai ai… É muito choque. Teve um lugar em que ele fez a aula-espetáculo, eu assisti e depois não quis falar. Ele era um show de inteligência. Tudo aquilo que ele propunha no movimento armorial era ele em pessoa. Ele não era só um dramaturgo, era um espetáculo em si. A obra dele vai ficar, mas a figura do Suassuna é grandiosa. A aula era uma peça de arte, as pessoas aplaudiam”

Otaviano Costa, apresentador, em seu perfil no Facebook
“Oxente…hoje vou ficá deitadinho, bem quietinho, pensando no sinhô. E vou olhar para o céu meu amô, pois hoje a noite estará linda. Descanse bem Suassuna, descanse em paz. Descanse, pois foi bom demais”

Stepan Nercessian, ator e deputado federal, em seu perfil no Twitter
“Suassuna, Ubaldo, Junqueira,Tintim, Meu Deus, é muita gente boa morrendo dessa vez”

João Falcão, diretor, em entrevista para a GloboNews
“Ariano é um mestre. Ele é um dos grandes diretores do teatro brasileiro. A gente tinha muito cuidado [ao fazer adaptação de ‘Auto da compadecida’ para TV], porque o Ariano era algo intocável: será que ele vai aprovar isso? Ele dizia que não queria nem saber, só queria ver no ar. Ele tinha uma generosidade muito grande.”

Serginho Groisman, apresentador, em seu perfil no Twitter
“Ariano Suassuna. Paraibano-Recifense-Brasileiro que nos orgulha para sempre.
Fica em paz.”

Carol Castro, atriz, em seu perfil no Facebook
“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso” #ArianoSuassuna #RIP #MaisUmGenioQueSeVai #FestaNoCeu”

Anísio Brasileiro, reitor da Universidade Federal de Pernambuco, em comunicado
“A Universidade Federal de Pernambuco recebe, comovida, a notícia do falecimento do escritor Ariano Suassuna, seu inesquecível professor de Estética, desde 1957 até sua aposentadoria em 1989. O talento profundo de Ariano Suassuna encantou gerações de estudantes da UFPE e suas aulas ficarão para sempre na memória de todos nós. Recentemente, num depoimento que faz parte do catálogo internacional da UFPE, Ariano Suassuna revelou como a instituição foi importante para ele, desde o momento em que, ainda estudante da Faculdade de Direito, criou seu primeiro grupo de teatro, ao lado de Hermilo Borba Filho. O Brasil fica menos feliz e menos popular com a partida de Ariano Suassuna. Caberá a nós cuidar de cultivar as belas sementes que ele plantou.”

Geraldo Julio, prefeito do Recife, em comunicado
“Ariano foi além das palavras. Será, para sempre, um mestre que nos deixa lições de vida, uma aula repleta de bons exemplos, dignidade e respeito ao próximo. Mais que talento único, tinha uma genialidade criativa generosamente colocada à disposição da humanidade. Sua identidade com a nossa cidade, que o acolheu e que ele adotou, criou uma relação eternizada em sentimentos e na sua arte, engajada, que encanta e ensina.”

Dilma Rousseff, presidente, em comunicado
“O Brasil perdeu hoje uma grande referência cultural. Escritor, dramaturgo e poeta, Ariano Suassuna foi capaz de traduzir a alma, a tradição e as contradições nordestinas em livros como Auto da Compadecida e Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. A obra de Suassuna é essencial para a compreensão do Brasil. Guardo comigo ótimas recordações de nossos encontros e das suas histórias. Aos familiares, amigos e leitores, meus sentimentos neste momento de perda.”

Eduardo Campos, candidato à presidência pelo PSBem depoimento no hospital
“O Brasil perde a maior expressão da cultura popular brasileira. Nós perdemos um amigo, um conselheiro, uma referência de toda a vida. Mas Ariano deixa um exemplo de dignidade, que todos nós brasileiros devemos seguir, de austeridade, de amor ao povo, de amor ao Brasil, de amor à cultura, de amor à ética. Viva Ariano Suassuna e seu exemplo de vida. [O que mais aprendi com Ariano] foi a ter fé no Brasil, a ter fé no povo, respeitar nossa cultura, um sujeito que é exemplo de humanidade, compreensão, alguém que formou muitas pessoas. Ariano também foi um grande professor, não só na universidade, mas na vida. E eu tive o prazer, o privilégio de ser aluno dele. Ariano pra nós é um tio, um avô, um pai, um amigo, um companheiro, uma referência, fica uma lacuna muito grande. Eu cheguei essa manhã [no Recife], me despedi dele aqui, por tudo o que ele fez por muitas gerações, muitas pessoas, sobretudo, pela cultura brasileira. Ariano foi daqueles que resistiu nos momentos mais difíceis da cultura brasileira. Hoje é um dia de aplaudir uma vida tão bela, como a vida dele, a vida de Ariano foi tão bonita quanto as suas obras. A saudade é enorme.”

Marina Silva, candidata à vice-presidência pelo PSB, em seu perfil no Facebook 
“Ariano Suassuna é um daqueles casos raros de escritor que a gente se apaixona não apenas pela obra, como também pelo autor da obra. E eu, que já era apaixonada pelos seus escritos, tive o privilégio de, há poucos meses, conhecê-lo pessoalmente. Me senti gratificada pela humildade de Suassuna consigo mesmo, quase alheio à importância que todos lhe damos, os que nem sempre são tão brilhantes quanto ele. Que neste momento, Deus possa confortar seus familiares e seus inúmeros amigos e admiradores.”

João Lyra Neto, Governador de Pernambucoem depoimento no hospital
“Pernambuco e Brasil perdem uma das figuras mais intelectuais, que participou da nossa história e da cultura brasileira. E eu, como representantes do povo de Pernambuco, quero levar meu sentimento de muita tristeza, mas ao mesmo tempo, de muita alegria por ter convivido com Ariano Suassuna, uma grande figura humana, excepcional, artistas e, acima de tudo, uma pessoa que reproduziu nossa cultural com a maior sabedoria. Nós vamos decretar luto oficial por três dias e, em contato com a família, fazer o velório no Palácio do Governo.”

Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, em comunicado
“A morte do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna é uma perda irreparável para a cultura nacional. Ao longo de 87 anos, Ariano soube como poucos revelar as nuances da cultura nordestina.  Paraibano, fundou o Movimento Armorial nos anos 70, que tinha como objetivo utilizar a cultura popular para formar uma arte erudita. A perda do escritor nos silencia, mas seus livros o eternizam na nossa memória. Em cada peça popular, em cada canto nordestino, Ariano Suassuna, reviverá.”

Randolfe Rodrigues, senador, em seu perfil no Twitter
“O Homem nasceu para Imortalidade. A morte foi um acidente de percurso.” Valeu Mestre Ariano!! Graças a Você Somos Todos Nordestinos!!”

Manuela d’Ávila, deputada estadual, em seu perfil no Twitter
“Descanse em paz, ariano Suassuna! O Brasil amou mais ao Brasil e tornou-se mais brasileiro contigo! Obrigada por tudo!”

Fátima Quintas, Presidente da Academia Pernambucana de Letras, ao G1
“Recebi a notícia [da morte] com muita tristeza. É uma voz que se cala no Nordeste, representativa de todo o Brasil. Ariano trazia a necessidade de descobrir suas origens. Ao criar o Movimento Armorial, ele estabeleceu uma interação entre a arte erudita e a cultura popular nordestina. Isso demonstra o quanto ele pertencia e valorizada sua terra, que foi o maior fetiche dentro da sua literatura.”

Fernanda Souza, atriz, em seu perfil no Instagram
“Obrigada por sua arte! Por nos divertir, nos entreter e nos ensinar… Seu talento e sua história estão em nossa memória e coração! Muito obrigada!”

Humberto Costa, líder do PT no Senado, em comunicado
“Ele foi, sem dúvida, um dos mais autênticos artistas e escritores que nós já tivemos. Além de ser uma pessoa humana encantadora, era um homem de bem com a vida. Para todos nós, é muito triste viver esse momento. Ele que era o paraibano mais pernambucano que se poderia conhecer. Acho que o Brasil todo hoje chora essa perda porque Ariano representava uma grande unanimidade no nosso país.”

João Paulo, deputado federal, em comunicado
“Com a morte de Ariano Suassuna, a cultura nordestina e brasileira perde um dos maiores nomes da literatura e das artes em geral. Perde um lutador pelo resgate e valorização da nossa cultura. Mais que qualquer outro escritor, Ariano foi capaz de ser universal a partir de seu universo regional. Foi erudito, foi popular. Dos momentos de convivência com Ariano, só guardo alegria, bom humor e grandes ensinamentos.”

Armando Monteiro, candidato do PTB ao governo de Pernambuco, em comunicado
“Pernambuco chora a perda de Ariano Suassuna: O grande, mestre das palavras e do sentimento mais profundo da alma nordestina. Com a sua partida fica o vazio intelectual, mas, sobretudo, o vazio humano, pela sua imensa capacidade de entender, traduzir e amar os pernambucanos, os nordestinos, os brasileiros. Hoje é um dia muito triste para mim.”

João Lyra Neto, governador de Pernambuco, no site oficial
“Foi com profundo pesar que recebi a notícia da morte do escritor Ariano Suassuna. Paraibano de nascimento, pernambucano de coração, já que morou no Recife por mais de 70 anos de sua vida. É um dia muito triste para todos nós, pernambucanos, nordestinos e brasileiros, uma perda inestimável para nossa literatura e nossa cultura, que nesta mesma semana já havia sofrido as ausências de João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves, e ainda neste mês a perda de Ivan Junqueira.”

1 Comentário

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  1. - IP 189.87.159.130 - Responder

    Muitas vezes os Colegas me chamam de comedor de calangos lá do Nordeste. Sabe, num vislumbre sobre a origem dos grandes homens da cultura, da política e da ciência deste País, começo a desconfiar que comer carne de calango faz bem paara a inteligência. Ariano Suassuna, mais um grande ícone da inteligência nordestina, fez sua viagem final, mas seu nome está eternizado por sua obra incomparável. Para nós Nordestinos, então, isso é uma espécie de orfandade cultural!

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