GRANDE, COMO ERA GRANDE: O argentino Alfredo di Stéfano morre aos 88 anos, em Madri. Di Stéfano é considerado por muitos especialistas um dos quatro maiores jogadores de toda a história do futebol, ao lado de Pelé, Maradona e Johan Cruyff. “Lendas nunca morrem” – garante Cristiano Ronaldo. Em um dos episódios mais curiosos da história do futebol sul-americano, o argentino vestiu a camisa do Palmeiras em uma partida, em 1948

Di Stéfano morre aos 88 anos, em Madri

Dominique Faget – 13.nov.2009/AFP
O ex-jogador e presidente de honra do Real Madrid, Alfredo di Stéfano, em foto de 2009
O ex-jogador e presidente de honra do Real Madrid, Alfredo di Stéfano, em foto de 2009

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Alfredo di Stéfano, presidente de honra do Real Madrid, morreu nesta segunda-feira (7), aos 88 anos, no hospital Gregorio Marañón de Madri, após sofrer um ataque cardíaco.

O ex-jogador estava internado há três dias após sofrer uma parada cardiorrespiratória ao deixar um restaurante.

Di Stéfano é considerado por muitos especialistas um dos quatro maiores jogadores da história, ao lado de Pelé, Maradona e Johan Cruyff.

O ex-jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória no sábado (5), após deixar um restaurante nas proximidades do estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, Di Stéfano tem também nacionalidade espanhola e jogou por três seleções: argentina, colombiana e espanhola. Ele, porém, nunca jogou em uma Copa. Em 1962, foi convocado pela Espanha, mas se contundiu e não atuou no Mundial do Chile.

Di Stéfano foi eleito o melhor jogador da Europa em 1957 e 1959. Ajudou o Real na conquista de cinco títulos consecutivos da Liga dos Campeões (1956-1960).

“Lendas nunca morrem”, diz Cristiano Ronaldo sobre argentino Di Stéfano

Português postou uma foto ao lado do ex-atacante argentino e também ídolo do Real Madrid

Reprodução/Instagram

Cristiano Ronaldo, maior ídolo do Real Madrid nos últimos anos, homenageou por meio de uma rede social o ex-atacante Di Stéfano. “Sua memória vai permanecer para sempre nos nossos corações, porque lendas nunca morrem”, disse CR7, que demonstrou tristeza com a morte do craque argentino.

Reverenciado até hoje pela torcida madrilenha, Di Stéfano comandou a equipe da capital espanhola no lendário pentacampeonato da Liga dos Campeões, de 1956 a 1960. Ele também levantou o caneco espanhol em oito dos 12 anos em que defendeu o time merengue, de 1653 a 1964.

Di Stéfano faleceu nesta segunda-feira, aos 88 anos, vítima de uma parada cardíaca. O ex-jogador estava internada em Madri há dois dias. “É um dia muito triste. Para mim, para todos os madridistas, para o mundo do futebol”, lamentou Cristiano Ronaldo.

Veja a íntegra da mensagem do craque português:

“É um dia muito triste. Para mim, para todos os madridistas, para o mundo do futebol. Don Alfredo (Di Stéfano) nos deixa, mas não o seu espírito. Sua memória vai permanecer para sempre nos nossos corações, porque lendas nunca morrem. Muito obrigado por tudo e descanse em paz, Maestro. #EternoAlfredo”
Cristiano Ronaldo

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Lenda do futebol mundial, Di Stéfano já vestiu a camisa do Palmeiras

Departamento de Comunicação

 


O futebol mundial perdeu um de seus grandes ídolos nesta segunda-feira (7): Alfredo Di Stéfano, idolatrado na Espanha, Argentina e Colômbia, morreu aos 88 anos em decorrência de um ataque cardíaco sofrido no último sábado (5). Em um dos episódios mais curiosos da história do futebol sul-americano, o argentino vestiu a camisa do Palmeiras na partida que uniu dois rivais históricos do futebol argentino em jogo festivo no estádio do Pacaembu.

Foi no início de 1948 que jogadores de Boca Juniors e River Plate, que excursionavam pelo Brasil, juntaram-se para a disputa de um amistoso. E o Palmeiras acabou sendo o elo entre os eternos rivais. Confira abaixo um resumo da curiosa passagem de Di Stéfano pelo Brasil:

 

Divulgação _ Argentinos do Boca Juniors e do River Plate vestiram a camisa do Verdão

Argentinos do Boca Juniors e do River Plate vestiram a camisa do Verdão

 

As excursões

A rivalidade entre Boca e River é uma das mais estrondosas do planeta – a rede de televisão norte-americana CNN, em ranking publicado em 2008, elegeu o clássico argentino como o 3o mais emblemático do mundo. Em 1948, o River se tornou a primeira equipe argentina a realizar amistosos no Brasil enfrentando as três forças da capital paulista: Corinthians, São Paulo e Palmeiras. À época, os principais jornais brasileiros e argentinos deram destaque à excursão, valorizando o futebol do River. Inspirado pelo sucesso do rival, o Boca decidiu adotar a mesma medida e mostrar para o Brasil que também era forte. No início da segunda quinzena de janeiro, o River estava prestes a se despedir do país, enquanto o Boca chegava para iniciar os amistosos

 

Divulgação _ Di Stéfano vestindo o manto alviverde

Di Stéfano vestindo o manto alviverde

 

Combinado Boca-River

A parte mais curiosa desta história aconteceu no dia 21 de janeiro de 1948. Aproveitando a presença dos dois maiores times da Argentina em sua cidade, a Federação Paulista de Futebol (FPF) promoveu a disputa de uma partida entre a Seleção Paulista e o “combinado” Boca-River. A ideia da FPF teve grande repercussão, pois os melhores jogadores de São Paulo e os principais jogadores da Argentina se enfrentariam.

Palmeiras entra em cena

No dia do jogo, tudo parecia sob controle. No entanto, momentos antes da partida, os argentinos perceberam que haviam esquecido um pequeno detalhe: eles não tinham uniforme

para enfrentar a Seleção Paulista. O amistoso ficou comprometido, pois os jogadores do River se recusaram a vestir a camisa do Boca e vice-versa. Foi neste exato momento que o Palmeiras entrou em cena. A solução para o impasse foi vestir os visitantes com o manto alviverde. Existem rumores de que a ideia foi do argentino Bóvio, que jogava no Verdão e era amigo de muitos jogadores do Boca e do River.

Prélio

Jornais do período apontam que faltou combate no duelo entre paulistas e argentinos, disputado no Pacaembu. Mesmo assim, foram dois gols no primeiro tempo, um para cada lado. O ponta-esquerda Pin (Boca) abriu o placar aos 42min, deixando os argentinos na frente. Porém, a alegria dos rivais durou pouco. Os paulistas logo empataram aos 44min, com gol de Servílio (Corinthians). O placar final acabou em 1 a 1.

 

 

Mistério

Uma situação um tanto quanto inusitada e curiosa no início do segundo tempo chamou a atenção do público presente. Não se sabe exatamente o que aconteceu no vestiário, mas quando retornaram ao gramado, os jogadores do River estavam usando a camisa do Boca. Algumas pessoas afirmam que aquilo era uma prova de superação, pois os jogadores argentinos decidiram mostrar para o Brasil que, apesar de rivais, eles eram tão unidos quanto os jogadores de Palmeiras, São Paulo e Corinthians, que constituíam a Seleção Paulista. Verdade ou não, naquela noite os argentinos saíram aplaudidos de campo, bem como os jogadores da Seleção Paulista. Décadas depois, o Palmeiras se vestiu de amarelo para representar o Brasil contra o Uruguai. Mas naquela noite de 1948 (pelo menos no primeiro tempo), foi a vez de a Argentina se vestir de verde.

Ficha Técnica

Seleção Paulista 1 x 1 Seleção Boca-River

Data: 21 de janeiro de 1948

Local: Estádio do Pacaembu (SP)

Árbitro: Artur Janeiro

Público/Renda: Não disponível / CR$ 461.130,00

Seleção Paulista: Oberdan; Caieira (Renganeschi), Noronha (Turcão), Rui, Zezé Procópio, Waldemar Fiúme, Cláudio, Pinho, Yeso, Servílio (Canhotinho) e Teixeirinha (Remo).

Combinado Boca-River: Diano (Carizzo); Maranti, Dezorzi, Yacono, Nestor Rossi (Castelar), Ramos, Boye, Moreno (Corquera), Di Stéfano (Sarlanga), Labruna (Lostau) e Pin.

Gols: Pin, aos 42, e Servílio, aos 44min do primeiro tempo

 

Categorias:Gente que faz

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