GRANDE, COMO ELE É GRANDE: Minissérie espanhola “Descalço sobre a terra vermelha” retrata a vida de Dom Pedro Casaldáliga e sua luta em favor dos pobres e dos sem-terra de Mato Grosso

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Premiado filme “Descalço sobre a terra vermelha”: a vida do bispo dos pobres

Paris (RV) – A minissérie espanhola “Descalzo sobre la tierra roja” (Descalço sobre a terra vermelha), do cineasta catalão Oriol Ferrer, ganhou dois prêmios FIPA de Ouro na 27ª edição do Festival Internacional de Programas Audiovisuais de Biarritz (sudoeste da França).

A minissérie, de dois episódios, conta a vida do bispo emérito de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, e sua luta em favor dos pobres e sem-terra do Mato Grosso, MT.

O papel do missionário catalão foi interpretado por Eduard Fernández, premiado como melhor ator. O outro reconhecimento ao filme foi pela melhor trilha sonora original; e de modo especial, o júri elogiou a música composta por David Cervera. A série foi co-produzida pela TVC, TVE, Minoria Absoluta, Raiz Produções Cinematográficas e TV Brasil.

Pedro Casaldàliga i Pla nasceu na província de Barcelona, em 16 de fevereiro de 1928, e mora no Brasil desde 1968. Ingressou na Congregação Claretiana em 1943, sendo ordenado sacerdote em Montjuïc, Barcelona, no dia 31 de maio de 1952.

Foi nomeado administrador apostólico da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT) no dia 27 de abril de 1970. O Papa Paulo VI o nomeou bispo prelado de São Félix do Araguaia em agosto de 1971.

Dom Pedro já sofreu inúmeras ameaças de morte, e por cinco vezes, durante a ditadura militar, foi alvo de processos de expulsão do Brasil, por seu engajamento nas lutas camponesas.

Ao completar 75 anos, Dom Pedro Casaldáliga foi sucedido em São Félix por Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner, sucessivamente transferido para a Arquidiocese de Brasília como bispo auxiliar. Para a Prelazia foi nomeado Dom Adriano Ciocca Vasino.
(CM)

fonte site da Rádio Vaticano

 

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5 Comentários

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  1. - IP 189.87.159.24 - Responder

    Enock, diz pra gente como assistir este filme.

  2. - IP 177.132.245.131 - Responder

    Esse eu conheci e posso dizer que é a coerência, simplicidade e principalmente amor aos mais carentes, em pessoa.

  3. - IP 179.129.68.28 - Responder

    Bispo comunista nunca quis usar batina foi um flagelo para a Igreja do Brasil .Queima.

    • - IP 177.41.51.206 - Responder

      Dom Columba. É este o seu nome ou é pseudônimo? Que foi que o senhor leu sobre comunismo? Forneça-me uma bibliografia para eu aprender e entender o seu pensamento. Agradeço se o fizer. Se não souber é só guardar o silêncio. Se puder identificar-se adequadamente, melhor. Obrigado

  4. - IP 177.41.51.206 - Responder

    Vivi em Goiás e circulei pelo Araguaia. Não fui a São Félix mas conheci a história de D. Pedro. Dediquei a ele um poema e peço licença para editá-lo aqui.

    O SANTO VIVO
    Milton Schelb filho
    Da Espanha veio para no Brasil ficar.
    Este Pedro nenhuma vez negou.
    Para as lições do Mestre ensinar
    Com os pobres sempre se alinhou.

    Quando ao Araguaia chegou
    Quatro crianças mortas encontrou.
    Postadas em imundas caixas
    Que o dono da terra arranjou.

    Filhos da miséria como eram
    Só aquela mortalha a elas cabia.
    Mas o águia que surgiu do alto
    Com a fé revoltou o quanto podia

    Em Deus tinha o índio um irmão.
    Seu amor maior o mundo via.
    Se não lhes davam compreensão
    Como um gigante sua luta crescia.

    Desesperança era o que tinha
    O que da beira do rio se servia.
    Pedro da vida escrava o tirou
    Consagrando-lhe como podia.

    Sedento queria a justiça dar.
    Opôs-se a humana escravidão.
    Do púlpito sempre rezava
    Para os que só queriam pão.

    Se o respeito dos homens não tinha.
    Pelos filhos de Caim a luta seguia.
    Por eles fazia o que não podia,
    Sem o descanso que merecia.

    Descalço sobre a terra vermelha pisava.
    A ordem nem sempre importava
    Se eclesiástica que de cima vinha.
    Não era a transcendente que no peito tinha.

    Pedro tirava da Natureza o tempo.
    A Cristo nenhuma vez negou.
    Não negociou a condição humana
    Sobre a terra vermelhas em que descalço andou.

    As lágrimas que lhe eram tantas;
    Minguado físico uma fortaleza imensa;
    De chinelos por onde andou
    Pregou tudo que Cristo ensinou.

    Pouca a paz que foi encontrada
    Onde é fácil nascer ou morrer.
    Na luta contra a injustiça dos homens
    O mais difícil é como viver.

    Sua porta nunca se fecha.
    O coração sempre aberto.
    Radical no que diz e pensa
    Com a imensa dor que os seus dias viu.

    Paz aqui não encontrou.
    Não a tinham peões, posseiros e índios.
    Com os pobres do Evangelho Casaldáliga lutou.
    Pela dignidade deles tudo enfrentou.

    Teve no Evangelho a força de lei.
    Seguiu o Cristo em tudo que ele ensinou.
    Por seu espírito se fez santo,
    Honrou a Deus em tudo que pregou.

    O lema ele tinha:
    “Ser o que se é,
    Falar o que se crê,
    Crer no que se prega,
    Viver o que se proclama
    Até às últimas conseqüências.”

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