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GOVERNO SILVAL PROMETE E NÃO CUMPRE – Usuários depõem contra o MT Saúde e defendem atuação de Fórum Sindical

Servidores usuários do MT Saúde reconhecem o esforço desenvolvido pelo Forum Sindical, através de sindicalistas como Gilmar Brunetto, do Sinterp, contra as maracutaias no plano de saúde

Usuários depõem contra o MT Saúde e defendem atuação de Fórum Sindical

Os usuários dão depoimentos críticos e reforçam seu apoio à fiscalização do Fórum Sindical na sede do MT Saúde

Alexandra Araújo
Sintap-MT

A fiscalização “in loco” dos representantes do Fórum Sindical dos servidores do estado de Mato Grosso na sede do MT Saúde denota depoimentos diários de usuários, com questionamentos diversos relacionados ao funcionamento do plano. Nesta quarta-feira (22), flagrantes como o de uma usuária já internada em hospital, que se vira obrigada a sair de seu leito e interromper medicamentos intravenosos para buscar autorização na sede do MT Saúde. É por conta deste e demais casos como o pagamento da mensalidade sem ter o benefício, reembolso por custeio de exames e outros, que muitos têm buscado a justiça para garantirem seus direitos, e houve servidor que comprovou contradição por parte da administração do MT Saúde nesses processos.

É o caso do servidor da Sema, Fabrício da Cruz Almeida, que teve de pagar um exame no mês de abril deste ano, e atualmente requere reembolso via justiça. Apesar do indeferimento de seu pedido, ele se diz respaldado com documentos, e graças a isto, já detectou contradição nas respostas do MT Saúde do início do fato até o momento. Por isso Fabrício alerta aos servidores usuários do plano a documentar todas as solicitações, protocolando-as. “Está tudo documentado, quando na época do pedido do exame eles informaram que ‘o serviço que realiza videolaringoscopia não estava atendendo por atraso de pagamento do MT Saúde’, e agora que estou pedindo reembolso, eles alegam que tudo estava funcionando regularmente”, explicou.

“Já é a segunda vez que preciso sair do hospital, depois de internada, e tenho até que tirar o soro para vir aqui buscar autorização de exames urgentes, desta vez um raio-x. E agora também vivo um problema ainda mais grave, pois se trata de uma cirurgia, em que o médico já avisou que estou correndo risco iminente de meningite”, protestou Joranir Jacinta da Silva, esposa de servidor.  Conforme Joranir, antes o prazo para liberação do procedimento era de no máximo cinco dias, mas ela já aguarda desde primeiro de agosto.

Joranir acrescentou que já viu vários casos que considera absurdos de servidores que ficaram dois meses sem trabalhar indo e vindo ao MT Saúde, à espera de cirurgia urgente. Mais uma situação que ela questiona é o fato de usuários que residem no interior do estado, custearem hotel por vários dias, sem ter um resultado positivo no plano. Além disso, a usuária ressalta os guichês que ficam sem atendentes, e que segundo ela ficam mais no fundo da sede que em seus postos de trabalho. “Agora os guichês têm mais atendentes porque os sindicatos estão aqui. Mas o meu caso é grave, e vou buscar a justiça, pois estou com secreção escorrendo do cérebro pelo meu nariz, e o risco de meningite é grande”, complementou.

Também há caso de ex-servidora que hoje luta para não pagar alguns meses cobrados do MT Saúde, por não ter usufruído do plano. Regiane Cristina Ambrósio da Costa já não trabalha mais no estado, mas pediu para transferir o desconto da folha de pagamento para o boleto bancário, uma vez que pretendia manter o benefício. Entretanto, ela considera injusta a cobrança do plano nos meses de julho e agosto, já que não conseguiu consulta com a médica de sua filha, pois a profissional está descredenciada. “Será que vou ser obrigada a pagar isso para não sujar meu nome?” indagou.

“Há meses que ouvimos falar que daqui a dois meses tudo estará resolvido, e nada. Nos hospitais alega-se que não recebem há seis meses. Então, onde está esse dinheiro que está sendo descontado?” A servidora Dalila Vargas reclama de pagar exame, e acredita que a situação realmente já virou caso de polícia, e que esta deveria intervir; entretanto, não agindo contra os sindicalistas, mas cobrando os verdadeiros responsáveis. “Isto é uma afronta! Acho que enquanto isso não for parar na polícia nada vai se resolver, mas não dessa forma, pois os sindicatos estão buscando o nosso direito, e nós recorremos a eles para adquiri-los. A polícia deve sim é cobrar de quem realmente é responsável por tudo isso”, finalizou a servidora.

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