Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, diz que escândalo da Jampa Digital ganha destaque na mídia porque ele cobrou dívida de R$ 7 milhões de afiliada da Rede Globo; para o PSB, candidatura de Eduardo Campos à presidência também é alvo das denúncias que também atingem Valtenir, em MT

PSB denuncia que o partido estaria sendo alvo de algum tipo de trama, que atinge o governador Ricardo Coutinho, a campanha de Eduardo Campos à presidência e o deputado federal Valtenir Pereira, de Mato Grosso. Partido esperneia contra a Rede Globo mas não desqualificou as investigações da Policia Federal sobre a Jampa Digital.

PSB denuncia que o partido estaria sendo alvo de algum tipo de trama, que atinge o governador Ricardo Coutinho, a campanha de Eduardo Campos à presidência e o deputado federal Valtenir Pereira, de Mato Grosso. Partido esperneia contra a Rede Globo mas não desqualificou as investigações da Policia Federal sobre a Jampa Digital.

Globo bate em quem cobra suas dívidas?

Em defesa do governador Ricardo Coutinho, PSB da Paraíba bateu duro na emissora dos Marinho; segundo o partido, ele só foi atacado por ter cobrado uma dívida de R$ 7 milhões no estado; “a verdade prevalecerá”, diz a nota, referente ao programa Jampa Digital; confira

 

247 – No momento em que é acusada de sonegação fiscal na aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, a Globo sofre outro revés. Uma nota do PSB da Paraíba em defesa do governador Ricardo Coutinho acusa a emissora de só ter atacado o político pelo fato de ele ter cobrado uma dívida de R$ 7 milhões da empresa. Nos noticiários da TV Globo, Coutinho aparece como um dos favorecidos, em 2010, com verbas do programa Jampa Digital, de internet livre no Estado.

Leia abaixo matéria do portal Paraíba Hoje a respeito e a íntegra da nota do PSB:

PBHoje – Os diretórios do PSB estadual e municipal de João Pessoa emitiram nota conjunta no final da tarde de segunda-feira (22), em defesa do governador Ricardo Coutinho, citado em matérias da TV Globo, Cabo Branco, de João Pessoa, e Folha de São Paulo, desse final de semana, como tendo sido favorecido com verbas do projeto de internet Jampa Digital, na campanha eleitoral de 2010, quando o atual governador disputou o governo da Paraíba.

A Nota:

O QUE ESTÁ ESCONDIDO NOS ATAQUES DA GLOBO CONTRA O COMPANHEIRO RICARDO COUTINHO

A história da Globo na política brasileira é um péssimo exemplo de imprensa amarrada ao poder e de nenhum compromisso com a democracia. Em março de 1994, Leonel Brizola ganhou na justiça o direito de veicular no Jornal Nacional uma carta na qual afirmava que “não conheço a Globo como exemplo de liberdade de imprensa”.

Nas eleições de 2010 ocorreram manipulações de pesquisas eleitorais. A Paraíba toda deve se lembrar que o Ibope, contratado pela TV Cabo Branco, em nenhum momento colocou a possibilidade da vitória de Ricardo. Ao contrário, dizia que Maranhão ganharia no 1º turno. O que é estranho é que o grupo empresarial comandado pelo empresário Eduardo Carlos tinha uma dívida de mais R$ 7 milhões que foi perdoada no final do Governo Maranhão. Foi Ricardo, já como governador, que teve a coragem de cobrar o que era do povo.

Agora, a TV Globo (leia-se TV Cabo Branco e TV Paraíba) tenta fazer com Ricardo Coutinho o mesmo que fez com Brizola. O interessante é que a Folha de São Paulo adere à iniciativa da Globo para atingir Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e virtual candidato à Presidência da República.

O PSB não aceita! A população não pode ficar à mercê de uma rede de TV cujo passado e presente nada têm a ver com a luta democrática das forças populares e com a luta pelo socialismo.

O Ministério Público é o caminho de uma investigação clara, democrática e objetiva. Nada temos a temer.

A verdade vencerá!

Partido Socialista Brasileiro

José Edvaldo Rosas

Presidente do Diretório Estadual – PB

Ronaldo Barbosa Ferreira

Presidente do Diretório Municipal de João Pessoa

 

fonte Brasil 247

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PF conclui inquérito do Jampa Digital e não indicia governador

Ricardo Coutinho ataca exploração equivocada do processo do ‘Jampa Digital’ e vê motivação política

Por Mislene Santos, Jornal Correio da Paraíba

O Correio teve acesso exclusivo, neste final de semana, ao inquérito de número 95/2012, da Polícia Federal, sobre a Operação Logoff, que apurou supostas irregularidades nas verbas destinadas para o programa Jampa Digital, implantado pela prefeitura de João Pessoa em 2010. A Polícia Federal sugeriu o indiciamento de 23 pessoas e excluiu o governador Ricardo Coutinho (PSB) da lista de indiciados. Em 147 páginas, a única referência ao governador Ricardo Coutinho, prefeito na época da implantação do programa, parte de insinuação particular do delegado Felipe Alcântara, responsável pela investigação, após ouvir o vice-governador Rômulo Gouveia (PSD), um dos indiciados.

Em depoimento prestado no dia 13 de junho de 2013, Rômulo Gouveia declarou que não teve participação alguma na contratação do publicitário Duda Mendonça, responsável pela campanha do PSB em 2010. Com base na declaração de Rômulo, o delegado supôs: “Ora, assim procedendo, por via reflexa (via indireta), Rômulo Gouveia acabou invocando a possibilidade de o governador Ricardo Coutinho ter sido o responsável pela contratação do publicitário”. É a única vez em todo o documento que o nome do governador é citado.

A equipe do Correio se debruçou sobre todo o relatório. Por falta de elementos, o delegado não incluiu Ricardo Coutinho na lista dos indiciados. Para o governador Ricardo Coutinho, que fez divulgar nota oficial neste domingo, parte da imprensa explorou o caso abusivamente motivada por interesses políticos.

“Não temo qualquer investigação sobre a minha vida política. Todos sabem da deturpação das informações na Paraíba que vem sendo feita, sistematicamente, contra o nosso governo, desde o primeiro dia, pelo Sistema Paraíba de Televisão. Nacionalmente, querem atingir o PSB e o governador Eduardo Campos, para isso estão mirando os governos do partido”, disparou o governador.

Deturpação

A secretária de Comunicação do Estado da Paraíba, Estela Bezerra, declarou que não vai aceitar a exploração política e deturpada do inquérito da Polícia Federal sobre o Jampa Digital. Ela anunciou que já acionou assessoria jurídica para tomar todas as providências em caso de acusações infundadas contra o governador Ricardo Coutinho (PSB).

“Não tenho receio de fazer o debate, mas é preciso haver responsabilidade na apuração e divulgação dos fatos. Não vamos admitir a criminalização do governador ou de qualquer membro do governo sem que a própria Justiça disponha de elementos para tanto´, destacou Estela.

Governo quer apuração, diz nota

O Governo do Estado divulgou ontem, em sua página oficial, nota de esclarecimento sobre a apuração de supostas irregularidades na implantação do ‘Jampa Digital’, programa que disponibiliza internet gratuita para a população de João Pessoa. O documento, assinado pela Secretaria de Comunicação Institucional do Estado, diz que o governador Ricardo Coutinho (PSB) tem total interesse em elucidar todo e qualquer assunto a ele relacionado para, dessa forma, restabelecer a verdade dos fatos. “Sua trajetória pública não permitiria outra conduta. Trata-se de um político com vida proba, pautado pelo exercício da transparência, fortalecimento das instituições e defesa do interesse público”, diz a nota se referindo ao governador.

De acordo com a nota, houve equívocos e ausência de zelo no curso da investigação. Além disso, aponta para interesses políticos envolvendo o assunto. “Rechaça-se a conduta de parte da grande mídia e de setores da política local, que buscam incriminar sem direito de resposta a quem quer que seja”, diz a nota.

Em outro trecho, o documento diz: “O tom da cobertura atual feita pela imprensa foi iniciado no dia 15 de março de 2013, quando o delegado Felipe Alcântara, responsável pela investigação, concedeu, mesmo antes de concluída a investigação, entrevista ao Jornal da Paraíba com o mesmo tom inquisitório presente na cobertura que privilegiou a Rede Globo e Folha de São Paulo com exclusividade de acesso ao relatório final da investigação. Até o presente momento, o governador não obteve acesso ao relatório, mesmo sendo parte interessada e indevidamente envolvido, visto que não foi ouvido ou indiciado no curso do inquérito policial”, dispara a nota.

De acordo com o documento, a alegação de que teria ocorrido desvio de recursos do programa ‘Jampa Digital’ para a utilização na campanha eleitoral de 2010, que consagrou Ricardo Coutinho governador do Estado, não condiz com a realidade dos fatos. “Considerando que não há nenhuma conexão entre o faturamento das empresas mencionadas com a prestação de contas que foi aprovada sem qualquer restrição pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba”, diz trecho da nota. Ainda segundo o documento, os recursos utilizados para a implantação do ‘Jampa Digital’ foram oriundos de emenda parlamentar do então deputado federal Rômulo Gouveia (PSD), atual vice-governador.

“O repasse do Governo Federal, operacionalizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, foi de R$ 4.746.000,00 e atendia uma das metas de modernização do País, sendo destinadas verbas para várias outras cidades e não a quantia astronômica divulgada por setores da imprensa que, intencionalmente, induz a sociedade a erro ao informar que o valor do projeto teria sido de R$ 40 milhões”.

Processo de licitação

Com relação ao processo de licitação realizado em 2009, o documento esclarece que foram respeitadas todas as exigências legais e o Pregão 019/2009 – que tinha o objetivo de implantar o ‘Jampa Digital’ – foi aprovado e referendado pelo Tribunal de Contas. Além, disso destacou que sete empresas participaram da licitação: World Telecom Ltda., ZCR Informática Ltda., Parxtech Informática e Comércio Ltda., Sysdesign Consultoria Informática Ltda., ISH Tecnologia Ltda., ITC BR Tecnologia e Serviços e Ideia Digital Sistemas Consultoria e Comércio Ltda. Sendo vencedoras a Ideia Digital e a Parxtech Informática.

“O critério de julgamento da licitação foi o de menor preço por lote, modalidade mais vantajosa para a Administração Pública, conforme disposição do art. 23, § 1º, da Lei nº 8.666/93. Assim, o que deve ser observado é o valor total do lote ficar abaixo da média do valor de mercado, consoante jurisprudência pacífica do Tribunal de Contas da União”, ressaltou a nota de esclarecimento do Governo do Estado.

Segundo o documento, foram investidos R$ 6.256.000,00, sendo R$ 4.756.000,00 repassados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e R$ 1,5 milhão de contrapartida da Prefeitura Municipal de João Pessoa. A nota afirma que, na época, a administração municipal utilizou os recursos da melhor forma possível.

“A comprovação da economicidade e compatibilidade dos preços dos itens contratados com os valores de mercado reside no fato de vários órgãos de outros Estados terem aderido à referida ata, a exemplo do Ministério Público do Estado de Pernambuco, entre outros”. A nota lembra que o projeto foi licitado pela secretaria Municipal de Administração. Já a execução ficou a cargo da secretaria de Ciência e Tecnologia, que tinha à frente o então secretário, Aguinaldo Ribeiro, atual ministro das Cidades.

O documento ressaltou que, até momento, o governador não obteve acesso ao relatório da Polícia Federal, mesmo sendo parte interessada e nem foi ouvido ou indiciado no curso do inquérito policial.

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 Ricardo Coutinho quebra o silêncio e vê as digitais de Eduardo Carlos (do Sistema Paraiba de Comunicação, afiliado à Rede Globo) na “exploração de inverdades”  

DO SITE  www.politicapb.com.br

O governador Ricardo Vieira Coutinho (PSB) pronunciou-se oficialmente, no início desta tarde no seu programa semanal “Fala Governador”, levado ao ar em rede de rádio pela Tabajara FM 105,5, sobre a polêmica de supostas irregularidades no Projeto “Jampa Digital” divulgados no Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão. Na ocasião, Ricardo reafirmou que nunca foi indiciado no caso noticiado de forma irresponsável e com fins puramente políticos, pelo Sistema Paraíba de Comunicação, do empresário Eduardo Carlos.

 

De forma clara, o governador relatou que vem sendo bombardeado deste o início de sua gestão pelo mesmo sistema que não tem motivos para atacar sua administração frente ao Governo do Estado e, por isso, tem sempre buscado macular sua imagem pessoal.

 

“Sou um sujeito político que não fujo do debate e de acusações, mesmo elas sendo falsas e não falsas. O que existe é que, desde o primeiro dia do meu governo, existe uma campanha serrada capitaneada pelo senhor Eduardo Carlos, que busca pautar algo para deturpar a verdade ou plantar mentira sobre mim ou nosso governo, e isso tem sido uma constante ao longo desses dois anos e meio da gestão”, disse ele.

 

Para Ricardo Coutinho, o Sistema Paraíba tem feito oposição de forma enrrustida e irresponsável por ter perdido suas regalias no Governo Estadual, desde que ele assumiu o Poder Executivo paraibano.

 

“Eu acho que qualquer um tem direito de fazer oposição, mas o certo seria sem caluniar. Tenho feito meu trabalho e isso tem incomodado a esse grupo e ele, como não podemdizer que não trabalho, faz esse embate da desinformação. Essa é a verdade que o povo da Paraíba precisa conhecer e eu não cedo a esse tipo de chantagem, pois afinal esse Estado está crescendo porque temos seriedade na sua condução e isso não atende a certos interesses. Então querem agora desviar os olhos de ‘Mensalões da vida’ e ‘Maranatas locais’ e os que se acham muito poderosos e perderam aquilo que tinham e antes, pois mandavam mais que o próprio governo que se curva a isso, e eu não sou assim e nem me curvo. Cortei e cortarei privilégios”, frisou ele.

 

Com relação à plataforma no que diz respeito ao Projeto Jampa Digital, o governador garantiu que nunca foi indiciado e seu nome sequer é citado no inquérito. “Primeiro ,que até hoje eu que fui citado e sequer conheço e teor do inquérito que a Globo disse ter acesso, o que é uma mentira. Na verdade, as pessoas que tiveram acesso, os depoentes ,dizem que o mesmo sequer toca no meu nome e de repente sobe para o campo nacional.

 

Na avaliação do governador, isso ocorre porque seu governo “fere a interesses de gente que “perdeu privilégio e pulveriza informações inverídicas”. Indignado, garante: “Tomaremos medidas cabíveis contra infratores que plantaram essa mentira e, de cabeça erguida, contribuiremos para esclarecimentos dessa questão”, afirmou.

 

Ricardo também fez questão de esclarecer de que o Jornal Nacional noticiou o valor equivocado do projeto Jampa Digital, e ainda garantiu que o projeto mal foi executado em decorrência de seu sucessor, o ex-prefeito Luciano Agra (PEN), não ter dado prosseguimento às últimas etapas necessárias à conclusão.

 

Outra inverdade foi afirmarem que o projeto custou R$ 40 milhões, quando na verdade foi em torno de de R$ 6 milhões, do qual uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão foi paga pelo governo que me sucedeu. Então, a primeira etapa estava funcionando e eu não posso responder por ações não continuadas”, disse ele.

 

Na oportunidade, Ricardo também esclareceu como ocorreu a licitação do projeto que, segundo ele, teve todo o respaldo do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). “O processo foi o através do pregão 019 e ele foi aprovado em três acórdãos do TCE e além disso, para melhorá-lo e sob a supervisão do mesmo órgão. A ata de preço foi usado pelo Ministério Público da Bahia, cuja modalidade era menor preço por lote. Então, o então secretário de Administração Gilberto Carneiro assinou a licitação para o Jampa Digital ser gerido pela Secretaria de Tecnologia, que tinha à frente o hoje ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro”, explicou o governador.

 

 

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Rômulo autoriza quebra do seu sigilo bancário

Durante entrevista coletiva vice-governador Rômulo Gouveia se declarou inocente e autorizou quebra de sigilo bancario.

 

Wagner Lima, do Jornal da Paraíba  

O vice-governador Rômulo Gouveia (PSD) autorizou em tom de ‘desafio’ a quebra do sigilo bancário dele e da esposa, a deputada Eva Gouveia (PTN), por parte da Justiça diante do indiciamento da Polícia Federal (PF). A resposta ao indiciamento da polícia foi dada durante entrevista coletiva realizada na manhã de ontem, na sede da Associação Paraibana de Imprensa (API), em João Pessoa. O ex-deputado, que se declara inocente das acusações, foi citado no Inquérito de Indiciamento por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos do projeto ‘Jampa Digital’ e endureceu o tom ao afirmar que há conotação política nas denúncias em vários Estados, a exemplo da Paraíba, Pernambuco e Mato Grosso.

Rômulo Gouveia reforçou que vai à Justiça para garantir o direito de poder se defender das acusações. “Estou extremamente tranquilo porque a verdade sempre vence e disso eu tenho certeza. É importante dizer que esse pedido de indiciamento ainda será submetido ao Ministério Público Federal e eu terei o direito de defesa que eu não tive até agora dos fatos que foram colocados no indiciamento. Não posso aceitar um indiciamento sem que haja nenhuma prova material que me incrimine. Tem dinheiro depositado na conta de Rômulo ou da esposa dele? Quero abrir meu sigilo bancário e o da minha esposa para que a Polícia Federal tenha acesso às minhas contas, desde o período em que assumi meu mandato como deputado federal. As provas são frágeis”, disse.

A autoria de uma emenda parlamentar apresentada na Câmara Federal para garantir verbas destinadas ao projeto ‘Jampa Digital’ teria sido o fato determinante para a interlocução do ex-assessor do deputado, Thiago Claudino, com os proprietários da Ideia Digital. “O delegado coloca tudo enquanto suposição. É o entendimento pessoal dele que eu não concordo, mas respeito.

Se ele conseguiu as mensagens de seu Thiago, podia ter encontrado mensagens minhas também. Pra quem lê a política e entende a política dá pra observar perfeitamente que tem um alvo quando se percebe que vêm denúncias no Mato Grosso, Pernambuco e na Paraíba, claro que tem um alvo. Na verdade, tem um viés político. De onde vem? Não se sabe, mas tem alguém que está patrocinando esse tipo de coisa, principalmente, da forma como foi conduzida, lamentavelmente”, disse.

Devido à repercussão no meio político, especialmente na Assembleia Legislativa, o vice-governador Rômulo Gouveia disse não temer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, no entanto ressaltou que discutir um problema municipal na AL seria um equívoco. “Temer não, mas uma CPI tem que ter um fato determinado. O projeto está na esfera municipal e não estadual. O governador, por sinal, não teve absolutamente nenhuma participação na execução porque as secretarias têm os seus respectivos ordenadores de despesas pra cada. Para ter uma CPI é preciso que tenha um fato determinado. Não há um item de prova material em todo o inquérito contra nós”, disse.

TRÊS ESCLARECIMENTOS DE RÔMULO

OFÍCIO ENCONTRADO DA IDEIA DIGITAL

A PF diz que encontrou um ofício que diz ser original, do deputado Rômulo Gouveia, encaminhado ao Ministério da Ciência e Tecnologia sobre a emenda.  “Primeiro que o documento original não me pertence. Pertence ao Ministério. Se ele dissesse que seria a segunda via recebido poderia ter saído do meu gabinete e mesmo que tivesse saído, qualquer documento a partir do momento que é expedido, é de domínio público. Não é sigiloso. Não fui eu e é de domínio público”, disse.

NOME NA AGENDA DO DONO DA IDEIA

Na agenda do proprietário da Ideia Digital tem, no dia 23 de setembro de 2012, agendado um encontro com Rômulo. “Poderia ter sido comigo e se ele me procurasse nada impediria de o receber. Sou homem público e assumiria que o teria recebido, só que no dia 23, pela minha agenda oficial divulgada, eu cumpria compromisso na universidade por estar concluindo o curso de Direito, reunião na Cinep e, à tarde, coincidentemente um debate com um juiz federal. À noite,  tive compromissos sociais e não teve nenhum encontro marcado com o dono da Ideia Digital”.

LIGAÇÃO DO EX-ASSESSOR COM A IDEIA

Em 2012, Thiago troca mensagens com o proprietário da  Ideia Digital. “Não posso me responsabilizar nem pelos atuais assessores, imaginem pelo ex-assessor que trabalhou comigo em 2010 e em 2012 e, dois anos depois, passa a manter contato com o empresário da Ideia. Que culpa tenho eu se o Thiago Claudino trocou mensagem com o proprietário? Se fosse na época, teria demitido. As mensagens dele são de prestação de solidariedade ao empresário que também nem tem meu nome, nem nada que diga que o senhor Thiago Claudino foi favorecido financeiramente pela Ideia. O delegado deduz, supõe pela amizade e relação,  que esse fato levaria a favorecimento. Fui indiciado por corrupção passiva e para indiciar esse alguém tem que solicitar ou receber dinheiro. Eu pergunto: Aonde no inquérito se prova que eu recebi qualquer benefício dessa empresa ou para outrem?”, questionou Rômulo Gouveia.

ASSEMBLEIA QUER OUVIR INDICIADOS

Enquanto decidem se ‘emplacam’ uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jampa Digital na Assembleia Legislativa (AL), os deputados de oposição e situação divergem se a Casa teria autoridade para encampar uma investigação. A oposição vai insistir na apuração e promete usar os instrumentos legais para aprofundar as investigações e convocar os indiciados para esclarecimentos na AL.

O líder das oposições, deputado Anísio Maia (PT), garantiu que a partir da reunião com as representações dos partidos que fazem oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB), pouco antes da sessão ordinária de ontem, ficou acordado que os deputados defenderiam a ampla investigação do caso, aprofundando informações contidas nos relatórios da Polícia Federal (PF) e Advocacia Geral da União (AGU). “Nós da oposição queremos esclarecer a opinião pública. Depois que analisarmos todo o inquérito, veremos os passos a seguir. Está claro nos inquéritos que o Jampa Digital foi utilizado para financiar a campanha do atual governador. Não adianta desviar o foco. Nós vamos aprofundar a fundo. Não está descartado nada”, disse.

Quanto a ser atribuição dos deputados estaduais investigar os fatos contidos no Inquérito de Indiciamento da PF, Anísio Maia ventilou a possibilidade de convocar os indiciados e mais: quer aprofundar as investigações sobre o possível uso de recursos na campanha de 2010. “A CPI é um instrumento que podemos utilizar e há a possibilidade de convocar todas as pessoas envolvidas. Nós temos competência porque diz respeito ao governo e esse dinheiro foi responsável pela eleição do atual governador, não tem como separar”, frisou.

Do lado da base governista, o deputado Hervázio Bezerra (PSDB) destacou que não há uma prova sequer citada no relatório da PF contra o governador Ricardo Coutinho e insiste que a polêmica sobre o Jampa Digital é uma estratégia para ‘armar palanque eleitoral’. “O processo de licitação foi totalmente lícito. Primeiro tem que ter premissas para instalar uma CPI. A meu ver é mais um equívoco que alguns deputados querem cometer porque esse assunto é da alçada da Câmara Municipal porque o inquérito investigou a época em que o governador era prefeito de João Pessoa e o procurador Gilberto Carneiro era secretário. Segundo, existem quatro pedidos de CPI e o presidente mandou arquivar. Nós recorremos e não nos foi comunicado até agora. É preciso levar ao plenário para se decidir, porque ele é soberano”, rebateu.

Daniella Ribeiro (PP) e Raniery Paulino (PMDB) se mostraram favoráveis à investigação e não descartaram a instalação de uma CPI, mas preferiram a prudência quanto à conclusão das investigações dos demais órgãos. Já o deputado Tião Gomes destacou o cunho político das denúncias.

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Vital emplacou na CCJ aprovação de interesse da PF no dia do vazamento de inquérito para o JN

 

Alguns fatos nos bastidores reforçam a versão do governador Ricardo Coutinho (PSB) e do vice-governador Rômulo Gouveia (PSD) de que o vazamento do inquérito da Polícia Federal para a mídia nacional sobre supostas irregularidades no Programa Jampa Digital seja fruto de articulações políticas a partir de Brasília.

 

O detalhe é que, embora a suspeita até o momento seja de que o Palácio do Planalto seria o responsável pelo vazamento, interessado que estaria em atingir por tabela o governador e presidenciável Eduardo Campos (PE), presidente nacional do PSB, há fortes indícios de que as “digitais” nos bastidores tenham muito mais a ver com a política paroquial.

 

Presidente da poderosa Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), coincidência ou não, dedicou boa parte de suas energias parlamentares nas últimas semanas, no sentido de assegurar a aprovação de um antigo pleito da categoria dos delegados da Polícia Federal.

 

Exatamente em 10 de julho último, dia em que “explodiu” a informação no Jornal Nacional, da Rede Globo, e que também antecipou a publicação na Folha de São Paulo e no Estadão, reunião da CCJ presidida por Vital do Rêgo consolidou a aprovação do Substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado nº 150, de 2006, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).

 

O projeto de lei em questão aprovado com a chancela de Vital dá super poderes à Polícia Federal, que poderá fazer escuta telefônica, captação de áudio, infiltração policial, delação premiada, tudo sem autorização judicial e com valor legal.

Neste mesmo dia 10, Vital teria recebido em seu gabinete no Senado nada menos que o delegado Felipe Alcântara, que presidiu o inquérito do Jampa Digital, na companhia de uma delegada de nome Priscila.

 

Após essa reunião a portas fechadas, houve a aprovação do projeto, seguida pela divulgação em regime de exclusividade de uma investigação até então em caráter sigiloso, que não mandou prender ninguém, porque ao final das contas a PF não dispõe para isso de provas irrefutáveis sobre o que considera escândalo com ingredientes de corrupção eleitoral.

 

O dano inevitável mesmo foi de ordem política para a imagem dos envolvidos. No caso particular e paroquial de Campina Grande, aliás, Vital teria até um dividendo adicional: atingiu em cheio Rômulo Gouveia, que por duas vezes concorreu e foi derrotado por seu irmão, ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo, e que se transformou num ácido e histórico adversário de seu grupo.

Fonte: Marcos Alfredo

www.politicapb.com.br

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