GOLPE DO PRECATÓRIO DA HIDRAPAR ENGENHARIA CIVIL: Governador Silval Barbosa (PMDB), ex-procurador geral do Estado João Virgílio, ex-secretários Éder Moraes e Edmilson José, empresário Afrânio Eduardo Rossi Brandão, advogados Alex e Kleber Tocantins e empresário Junior Mendonça teriam participado de esquema que desviou R$ 12 milhões dos cofres públicos, usando falso pagamento à Hidrapar como fachada, para bancar campanhas eleitorais articuladas por altas cúpulas do poder em Mato Grosso. É mais um rastro criminoso da Era Maggi, comandada por Blairo Maggi (PR) recentemente citado como um dos maiores financiadores da “nova” política de Pedro Taques(PDT). LEIA A AÇÃO

MP processa Silval, Éder, Edmilson, advogados Alex e Kleber Tocantins e empresa Hidrapar by Enock Cavalcanti

Éder Moraes, agindo em seu interesse e no interesse de pessoas do alto escalão do Estado, durante as gestões de Blairo Maggi(PR) e Silval Barbosa (PMDB) teria coordenado um dos mais ousados esquemas de rapinagem dos cofres públicos de Mato Grosso, segundo inquérito da Policia Federal e a recentes denúncias dos Ministério Público Federal e Estadual

Éder Moraes, agindo em seu interesse e no interesse de pessoas do alto escalão do Estado, durante as gestões de Blairo Maggi(PR) e Silval Barbosa (PMDB) teria coordenado um dos mais ousados esquemas de rapinagem dos cofres públicos de Mato Grosso, segundo inquérito da Policia Federal e as recentes denúncias dos Ministério Público Federal e Estadual

Que esperanças pode ter a população de Mato Grosso em efetiva renovação na gestão pública do Estado, quando o novo governo que se instala tem muito a ver com o período administrativo que se encerrará no próximo dia 31 de agosto de 2014? O fato da família do ex-governador,patrono de Silval Barbosa e atual senador Blairo Maggi ser apontado por muitos como uma das principais financiadoras da campanha do governador eleito e ainda não empossado Pedro Taques coloca pelo menos este blogueiro, e talvez muitos outros cidadãos, com o pé atrás. Afinal de contas, muitos de nós se lembram que Taques se elegeu senador denunciando o possível envolvimento de Blairo no escândalo dos Maquinários. Depois que tomou posse no Senado, nenhum pio contra Maggi. Taques se calava e a imprensa e o MP investigavam. As denúncias do Ministério Público Estadual se avolumam contra Maggi, algumas delas já foram apresentadas à Justiça e nenhum “absurdo” sai da boca do governador eleito que parece reservar toda sua indignação seletiva para José Geraldo Riva e sua esposa Janete. E enquanto ele se cala, a influencia de nomes como Eraí Maggi e outros que tais sobre a nova administração que se instala é mais do evidente.  Confira o noticiário. (EC)
CASO HIDRAPAR

Desvio de R$ 12 mi em precatório bancou campanhas em 2008, diz MP

Para simular esquema, advogados tiveram honorários de 67%

GILSON NASSER
FOLHA MAX

O Ministério Público Estadual ajuizou na última sexta-feira ações por crimes de improbidade administrativa, dano ao erário e enriquecimento ilícito contra o governador Silval Barbosa (PMDB), os ex-secretários de Fazenda, Éder de Moraes Dias e Edmilson José dos Santos, o ex-procurador-geral João Virgílio do Nascimento, os advogados Alex Tocantins Matos e Kleber Tocantins Matos, o empresário Afrânio Eduardo Rossi Brandão e a empresa Hidrapar Engenharia Civil LTDA. A ação ainda pede o bloqueio de R$ 12 milhões dos denunciados.

De acordo com o MPE, o valor foi desviado dos cofres públicos no ano de 2009 para pagamento de dívidas de campanha eleitoral feitas pelo governador do Estado que deixa o cargo no próximo dia 31. O inquérito faz parte da Operação Ararath, que investiga desvios de mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos.

O esquema envolve ainda o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, delator de todo esquema. No caso em questão, o Ministério Público explica que o Governo do Estado possuía uma dívida com a empresa Hidrapar referentes a serviços prestados para a Sanemat (Companhia de Saneamento de Mato Grosso) no ano de 1993.

A empresa, representada pelo escritório de advocacia dos irmãos Tocantins, havia ajuizado o caso e estava na “fila” dos precatórios. Todavia, num esquema arquitetado por Éder Moraes, a empresa “furou a fila”’ dos precatórios e ajudou a promover o desfalque de R$ 12 milhões aos cofres públicos através de um acordo administrativo.

Para “oficializar” o esquema, o então procurador-geral do Estado, João Virgílio, efetuou os cálculos e autorizou o pagamento de R$ 19 milhões a Hidrapar. O acordo entre o ex-secretário de Fazenda e a empresa, representada pelos advogados, foi firmado em 19 de março de 2009.

No dia seguinte, Éder autorizou a transferência dos recursos para a Sanecap. A primeira parcela do pagamento a Hidrapar foi feita no mesmo dia para a conta da Advocacia Tocantins.

Kleber Tocantins, advogado, presidente a Comissão de Direito Internacional da OAB, Seccional de Mato Grosso, e seu irmão Alex Tocantins e conselheiro estadual na atual gestão presidida pelo advogado Maurício Aude

Kleber Tocantins, advogado, presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB, Seccional de Mato Grosso, e seu irmão, Alex Tocantins, que é conselheiro estadual na atual gestão presidida pelo advogado Maurício Aude

A empresa dos irmãos advogados então repassou R$ 5,255 milhões as contas da Globo Fomento Mercantil, empresa de Junior Mendonça, em duas parcelas. Para a Hidrapar foram repassados R$ 7 milhões, também em duas parcelas.

O valor foi previamente combinado entre o proprietário da empresa, os advogados e o ex-secretário Éder Moraes. “Em síntese, do pagamento feito pelo Estado de Mato Grosso, no total de R$ 19.000.000,00 transferidos em duas parcelas para o escritório Tocantins Advocacia, apenas R$ 7.000.000,00 foram repassados para a Hidrapar, que era a credora da Sanemat, de onde se extrai que R$ 12.000.000,00 foram desviados para fins escusos”, diz a ação.

De acordo com o MPE, a empresa firmou acordo simulado para não ter que enfrentar a fila dos precatórios. Diante disso, para colaborar com o esquema, ela firmou contrato em que fixou honorários de  67,16% ao escritório de advocacia Tocantins. “A Hidrapar seu representante legal o ora réu Afranio Eduardo Rossi Brandão, beneficiários do acordo e que demandavam por anos contra a Sanemat, para receber rapidamente o seu crédito e evitar a fila do precatório, anuiu ao esquema de corrupção e aceitou perder mais de 60% do valor do acordo em favor do escritório Tocantins Advocacia a título de honorários”, completa.

Na delação, Junior Mendonça apresentou a movimentação financeira da Globo Fomento Mercantil, comprovando repasse a diversas empresas. Os valores, somados, chegam a R$ 5,255 milhões, o mesmo transferido do escritório dos irmãos Tocantins a sua empresa.

CAMPANHAS

De acordo com o Ministério Público, os valores transferidos a Mendonça seria utilizados para pagar um empréstimo contraído por Silval Barbosa (PMDB) em 2008 e ainda abastecer um “caixa clandestino” do Governo do Estado. “O montante de R$ 5.250.000,00, foram transferidos para a Globo Fomento com o fim de pagar dívida contraída em empréstimo ilegal por Silval Barbosa, então vice-Governador do Estado, no ano de 2008, para custeio de campanha, e, ainda, com o intuito de gerar crédito com o “operador financeiro” Gércio Junior, iniciando, assim, o “sistema de conta corrente”, tendo sido a operação ilegal – quitada com recursos públicos oriundos do Estado, por interposta pessoa – tudo esquematizado e comandado por Eder de Moraes Dias”, explica.

4 Comentários

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  1. - IP 187.7.212.2 - Responder

    PARABÉNS AO MPE. UMA AÇÃO COM PESO, PROFUNDIDADE E PROVAS CONCRETAS. ASSIM QUE TEM QUE SER NÃO IMPORTA QUEM FOREM OS ATINGIDOS. A SOCIEDADE AGRADECE, A CORRUPÇÃO PRECISA SER COMBATIDA, DOA A QUEM DOER.

  2. - IP 179.112.210.20 - Responder

    Enock, essa Hidrapar e seu precatório junto a extinta sanemat já estiveram no epicentro de um escândalo que atingiu o governo Jaime Campos (91-94) e afundou a então candidatura do ex senador Louremberg Rocha. Ficou conhecido a época como Caso Irene, por conta do nome da lobista que operava o esquema. Não é de hoje que sai leite de pata desse famoso precatório. Mas o que chama atenção, aliás, grita a atenção, é o obsequioso silêncio em relação ao pagamento administrativo em favor da empreiteira Andrade Gutierrez, feito na segunda gestão do governo Blairo Maggi. Essa operação pode ser considerada a mãe de todas as falcatruas, tanto pelo valor expressivo, quanto pelo método que abriu a porteira para todos os demais pagamentos de dívidas mediante devolução de metade da bolada. Nem MPE, nem MPF, nem PF, nem Ararath, ninguém toca no assunto. Deve ser algum tabu. Um abraço e feliz dia de Natal em paz com a família.

  3. - IP 189.10.10.186 - Responder

    É… Assim que tem que ser… Sei… O Marcos Regenold continua livre, leve e solto. E, ainda por cima, pedindo a prisão dos outros!… Pode???

  4. - IP 191.26.196.230 - Responder

    No devido processo legal veirifica-se inocencia de Eder Moraes… isso esta comprovado. Quem gera tudo e a Sinfra e nao a Sefaz.

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