GILSON ROMEU E SEBASTIÃO MECINO: – Com a voz gutural e uma pregação quase apostólica, o rapaz fala mansa do petismo cuiabano tornou-se, nestas eleições, a corda da caçamba que dá sustentação a todos os entulhos da politicalha matogrossense

A CORDA E A CAÇAMBA
Por Gilson Romeu da Cunha e Sebastião Mecino de Araújo Dias*

Prostituição política do mais baixo nível – condição degradante que deixa ruborizados mensaleiros, sanguessugas e aloprados. Com a voz gutural e uma pregação quase apostólica, o rapaz fala mansa do petismo cuiabano tornou-se nestas eleições a corda da caçamba que dá sustentação a todos os entulhos da politicalha matogrossense. Estão embarcados na caçamba do projeto cabralismo figurões de proa como Éder Moraes, José Riva – Bosaipo, Pedro Henry, Carlos Bezerra e seu fiel escudeiro Totó.

Ao fundir a eleição atual com a de 2014, a amalgação visa guindar ao governo de Mato Grosso o malfeitor-mor, deputado José Geraldo Riva. A sórdida trama exigiu deste medidas emergenciais de alteração do Regimento Interno da Assembleia Legislativa, permitindo-lhe o terceiro mandato consecutivo de presidente do legislativo estadual. Mas, como fechar a equação para pavimentar o caminho de Riva ao governo? Ora, para tanto, basta vagar o cargo de vice governador, indicando Chico Daltro para o Tribunal de Contas. Isto é tão cristalino como a água da fonte, consequentemente, com a desincompatibilização de Silval Barbosa em 2014 para disputar a vaga do Senado Federal, o deputado Riva torna-se governador do Estado, podendo já então buscar a sua reeleição no cargo de mandatário máximo. Tudo muito bem arquitetado, com o aval do Partido dos Trabalhadores e de seu candidato a prefeito.

Recentes declarações do presidente do diretório municipal do PSD, Wilson Teixeira, veiculadas na imprensa, corroboram com o que foi acima afirmado pelos autores deste artigo.

Em tempo: José Geraldo Riva é mesmo aquele deputado que responde a vários processos, dentre os quais o de falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos e privados, improbidade administrativa, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais e formação de bandos. Estas ações tramitam em diversas instâncias da justiça comum e eleitoral, sendo movidas pelo Ministério Público Estadual.

Gilson Romeu da Cunha e Sebastião Mecino de Araújo Dias são professores da rede pública de ensino

1 Comentário

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  1. - IP 187.113.46.176 - Responder

    Tudo bem, já conhecemos essa história de que o Riva vai conseguir ascender ao cargo de governador por meio desse “golpe branco” (desincompatibilização do Silval e indicação do vice Daltro para o TCE). Mas eu esperava muito mais argumentação em um artigo composto a quatro mãos, por dois professores. O texto força a barra (o discurso de Lúdio é apostólico?), não vai além de sugerir a presença de Riva nos bastidores da articulação da campanha petista (há fatos; usem-nos!) e tá cheio de expressõezinhas aparentemente postas para impressionar, dado o pouco uso popular, mas o conteúdo é raso, muito raso.

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