Gilmar Fabris investe contra repórter Jonas Campos, que denunciou vida luxuosa de Anglisey Volcov, mulher do deputado, em SP, às custas de negócios em Cuiabá


O deputado Gilmar Fabris (PSD), alvo de muitas suspeitas, resolveu investir contra o repórter Jonas Campos, da Rede Globo em Cuiabá. Tudo porque Jonas Campos revelou para Mato Grosso e para todo o mundo o luxo em que vive a esposa de Gilmar, a jornalista Anglisey Volcov, em fazenda de luxo em Sertãozinho, interior de S. Paulo. A expectativa é quanto as providências que a Delegacia Fazendária e o Ministério Público tomarão quanto ao possivel envolvimento de Gilmar Fabris no caso do escândalo das cartas de crédito. Confira o noticiário. (EC)

Deputado depõe e nega participação em fraude de cartas de crédito em MT

– Ericksen Vital
G1 MATO GROSSO

O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (28), na Delegacia Fazendária de Cuiabá, sobre a suspeita de envolvimento dele em um suposto superfaturamento de cartas de crédito (títulos cedidos a servidores) emitidas pelo governo de Mato Grosso. Durante as quatro horas de interrogatório, Fabris negou ter cometido qualquer crime.

O deputado é um dos investigados no inquérito que apura o caso. Mas o advogado Paulo Humberto Budoia afirmou, em entrevista ao G1, que o deputado explicou à polícia que apenas intermediou uma negociação entre o sindicato dos agentes fazendários e o governo do estado. “Ele apenas esclareceu a participação dele até finalizar o acordo. Uma participação legítima como deputado”, comentou o advogado.

No entanto, para o delegado que apura o caso, Lindomar Tóffoli, as declarações não acrescentaram muitas informações ao inquérito. Ele disse também que alguns questionamentos feitos pela polícia não foram respondidos pelo deputado. “O que posso dizer é que não acrescentou nada de novo àquilo que a gente já sabia”, declarou o delegado, ao fim do depoimento. Ele não adiantou, porém, se o deputado está entre as pessoas que devem ser indiciadas ao fim do inquérito.

Tóffoli foi o responsável pela Operação Cartas Marcadas deflagrada no fim do ano passado e que prendeu cinco pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema fraudulento. Eles são suspeitos de cometer diversos crimes, entre eles, crime contra a administração pública, estelionato, corrupção e formação de quadrilha.

A operação foi realizada com base em uma investigação iniciada a partir de um relatório feito pela Auditoria Geral do Estado (AGE), que apontou que houve ilegalidade na emissão de cartas de crédito aos funcionários da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz).

O governo deveria pagar, segundo a polícia, R$ 380 milhões em documentos oficiais a 290 funcionários da Sefaz, em um processo que corria há 16 anos. Mas a partir de um acordo extrajudicial, os funcionários aceitaram receber R$ 142 milhões em cartas de créditos. No entanto, foram emitidos pelo governo do estado R$ 630 milhões entre 2008 e 2010, o que gerou, segundo o delegado do caso, Lindomar Toffoli, uma diferença de R$ 488 milhões em relação ao valor que deveria ser inicialmente destinado.

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ENTENDA O CASO
Mulher de Gilmar Fabris será investigada por lavagem de dinheiro

Luiz Acosta
Redação 24 Horas News

O deputado Gilmar Fabris (PSD) vai ter dificuldades para explicar porque cinco cartas de crédito, justamente dos servidores que foram representados pelo advogado Ocimar Campos, seu concunhado, totalizando uma fortuna de R$ 48,764 milhões, emitidas pelo Governo do Estado foram repassadas entre os dias 28 e 30 de junho de 2010 para sua mulher, a jornalista Anglisey Volcov.
A polícia Civil vai investigar a jornalista para saber porque as cinco cartas, em valores unitários de: R$ 9,4 milhões; R$ 10,155 milhões;  R$ 9,279; R$ 13,289 e R$ 6,591 milhões estão em seu nome, sendo que na última quarta-feira, em entrevista coletiva, Gilmar Fabris disse que os valores eram correspondentes aos 20% dos honorários advocatícios a que Ocimar Campos tinha direito, sem mencionar jamais que seriam esses valores de quase R$ 50 milhões.

Esses valores são considerados bastante expressivos pela Polícia Civil que trabalha coma possibilidade de crime de lavagem de dinheiro por meio das cartas de crédito. Isso porque, na entrevista, fabris disse que o imóvel comprado por sua esposa em Sertãozinho (SP) custou R$ 1,2 milhão, no entanto, matéria veiculada por uma emissora de televisão local mostrou que se trata de uma fazenda de luxo, cujo valor venal a preço de mercado está entre R$ 10 e R$ 15 milhões, uma dúzia de vezes a mais do que o declarado pelo parlamentar.

“Foi um dinheiro conseguido com suor e trabalho. Se é crime melhorar de vida, então, todos têm que ser presos, porque melhoraram muito”, afirmou Gilmar Fabris na sua entrevista. Em seguida, disse que a compra do imóvel se tratava de “um negócio familiar” e, por isso, a propriedade foi transferida para o nome da sua esposa.

“Depois de adquirida, foi repassado para a minha esposa, em uma transferência familiar. Não está em nome de laranja. Estão fazendo estardalhaço, numa tentativa de me incriminar, mas tudo está devidamente registrado em cartório”, completou Fabris para dezenas de repórteres.

Há suspeita de que de que os cálculos foram feitos por contadores contratados pelo advogado Ocimar de Campos. Depois, a planilha foi apresentada aos integrantes do Governo e homologada pela Secretaria de Fazenda, cujo titular era o atual secretário especial da Secopa, Éder Moraes, que encaminhou tudo para a SAD, comandada pelo ex-secretário Geraldo de Vitto, envolvido no escândalo do superfaturamento dos 705 equipamentos do programa “MT 100% Equipado”, que causou um rombo de R$ 44 milhões aos cofres públicos.

A Delegacia Fazendária acredita na existência de uma organização criminosa, abrigada na estrutura do Estado, e que agia com o intuito de lesar os cofres públicos e promover o enriquecimento ilícito de várias pessoas, entre elas, agentes do próprio governo.

 

Categorias:Direito e Torto

6 Comentários

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  1. - IP 187.5.109.200 - Responder

    Esse cara é literalmente “um idiota” !!!!! Gordo que parece uma porca…

  2. - IP 177.17.207.12 - Responder

    Que moral verme pede respeito? Gostaria de vê-lo apodrecer. Que ao ser enterrado, o seja com estrume, e não com terra, pois é isso que merece.

  3. - IP 200.140.17.67 - Responder

    TA NERVOOOOSOOOO? VAI PESCAR NHÔ NHÔ!!!!

  4. - IP 201.67.19.120 - Responder

    sabe por que ele fala assim? com essa arrogancia?? porque todo escalao do governo esta comprometido, esse e o nosso MATO GROSSO, onde a PIRAMIDE esta toda comprometida, da base ao teto (governo, mpe, pge, e sindicatos) e em quanto isso nosso estado esta completamente QUEBRADO… e foda se ne sr. deputado.

  5. - IP 187.119.185.195 - Responder

    Grande Jonas Campos! A matéria deveria ir para o Fantástico. Eu que acompanho o noticiário da TVCA e faça muitas críticas, porque ela protege Riva e Blairo Maggi, neste caso devo elogiar a reportagem sobre gangster.

  6. - IP 187.58.31.234 - Responder

    Isso pra variar, não vai dar em nada. Agora vai um neguinho “pegar” uma lata de sardinha, o pau vai cantar na cabeça dele como nunca. Vai pegar uns 5 anos bem guardado em uma linda jega. Aqui é coisa de rico, do alto comando de Mato Grosso. Estamos no Brasil, um país caboclo com uma elite toda podre. Aqui quem rouba milhões é tratado como doutor. Quem rouba centavos, é considerado perigoso e de altíssima periculosidade!

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