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GABRIEL NOVIS NEVES: Numa roda de amigos, invariavelmente surge a pergunta: “Qual a melhor coisa do mundo”?

Gabriel

PERGUNTA

por Gabriel Novis Neves

Sempre que estamos numa roda de amigos jogando conversa fora, invariavelmente surge a pergunta: “Qual a melhor coisa do mundo”?

Mesmo se fizéssemos coligações, como os partidos políticos para chegar ao poder, não há a menor possibilidade de se montar uma forte base de sustentação, ou melhor, uma resposta que traduza um consenso.

A tal da melhor coisa do mundo depende de muitos fatores, tais como: faixa etária, situação econômica e social, grau de escolaridade, formação religiosa, política e, principalmente, de valores morais.

Mas, de maneira geral, a coisa funciona assim: para os jovens a melhor coisa do mundo é namorar; para os coroas é ganhar dinheiro. Já os idosos preferem viajar, com direito a todo tipo de futilidade que esse tipo de deslocamento oferece. Desde as suítes mais caras, ao consumo de produtos que você jamais irá utilizar.

Na verdade, nessas rodas de bate-papo, a maioria não é sincera.

Falar que a melhor coisa do mundo são as coisas simples? Nem pensar!

Um sanduíche de queijo amarelo, em pão francês sem miolo, prensado em ferro e aquecido no fogão, é uma das coisas boas da vida.

A companhia de gente inteligente, descolada, bem humorada, de bem com a vida, sem amarras, em papos sem fim, é outra das coisas mais deliciosas deste mundo.

Se essa conversa for acompanhada por um bom espumante, frutos do mar, música de fundo dando alma ao ambiente já bastante envolvente com suas flores, plantas e pássaros, teremos o cenário ideal para se transformar na melhor coisa do mundo.

Se a conversa for a dois, aí sim, encontramos – não a melhor coisa do mundo – mas o próprio paraíso, tão procurado e dificilmente achado.

As melhores coisas do mundo são, geralmente, as que estão ao nosso alcance, mas a cegueira mental que assola a maior parte da humanidade faz com que elas não sejam vistas.

“Todos sabemos que cada dia que passa é o primeiro para uns e será o último para outros, e que para a maioria, é só um dia a mais.” José Saramago.

Gabriel Novis Neves é médico aposentado em Cuiabá e reitor fundador da UFMT

Artigo publicado originalmente em 03-12-2013

Categorias:A vida como ela é

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