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“FÓRUM PELEGO, A SERVIÇO DO GOVERNO”: Artimanhas de Zé Pedro Taques conseguem dividir sindicalistas e prejudicar servidores estaduais. Forum Sindical rachou na porta da SAD. Dessa vez, jornalistas tiveram acesso liberado mas saldo político foi pior: 4 sindicatos acabaram barrados por decisão do próprio Fórum, enquanto o governo conseguia enfiar pagamento arrochado do INPC, de apenas 3,11%, pela garganta da maioria dos sindicatos. Gilmar Bruneto e outros sindicalistas tratados como “pelegos”

O governo de Zé Pedro Taques, nas tratativas com relação ao reajuste salarial dos servidores do Estado, trouxe à luz o clima de guerra que sempre existiu dentro do Fórum Sindical. Nesta segunda feira (25), enquanto 20 categorias negociavam em nome do Fórum Sindical com os secretários Júlio Modesto (Gestão) Paulo Brustolin (Fazenda) e Patrick Ayala (Procuradoria Geral do Estado), outras 4 categorias foram impedidas de acessar a sala de reunião da SAD, sob a desculpa de que não seriam entidades assíduas no processo de organização do Forum.

O que pode até ser verdade com relação ao Sindes (Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais da Carreira dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado de Mato Grosso) comandado pelo sindicalista Adolfo Grassi e ao SindSinfra (dos servidores da Sinfra), comandado pelo sindicalista José Carlos Calegari. Só que representou uma verdadeira agressão aos sindicatos dos servidores do Detran (Sinetran) e da Unemat, comandando pelo sindicalista Leonir Boff, que sempre estiveram entre os mais constantes mobilizadores do Fórum Sindical.
Como resultado da divisão, visivelmente alimentada a partir do Palácio Paiáguas, sindicalistas como Gilmar Brunetto ao sair do encontro com os secretários tiveram que ouvir os sindicalistas de inspiração mais esquerdista, que atuam no Sinetran, puxando para eles o coro de “Fórum, pelego, a serviço do governo”.
Na ânsia de se vingarem de Grassi e Calegari, que mantiveram nítida “pelegagem” durante o governo de Silval Barbosa, Gilmar Bruneto e demais sindicalistas do núcleo duro do Fórum Sindical, correm o risco de terem que suportar o carimbo de “Pelegos” de Pedro Taques, durante a atual gestão, já que não conseguiram atentar para a importância de lutarem pela unidade dos sindicatos, de todos eles,  em face do seu patrão, que é o Governo do Estado. A administração de Pedro Taques segue investindo na divisão dos sindicalistas para impor sua política salarial de arrocho com maior tranquilidade.

Governo de Pedro Taques conseguiu dividir o Fórum Sindical e provocar troca de xingamentos entre sindicalistas

Governo de Pedro Taques conseguiu dividir o Fórum Sindical e provocar troca de xingamentos entre sindicalistas

forum na sad com modesto, brustolin e ayala

 

Nota divulgada pelo Sinterp-MT, comandado pelo sindicalista Gilmar Brunetto, em sua página no Facebook:

 

“Das entidades que ficaram de fora, somente o Sinetran pertencia ao Fórum Sindical desde o inicio do Fórum, mas no ano passado a ex-presidenta do Sinetran, Veneranda, solicitou o desligamento por pressão da categoria. Já o Sindes nunca participou das reunião e até o momento não formalizou seu desligamento, da mesma forma o Sindesinfra. E a Adunemat só apareceu agora. A decisão de participar da reunião somente as entidades ativas foi coletiva e vai ser uma pratica. O Fórum Sindical esta aberto a todas as entidades desde que participem ativamente das reuniões do Fórum. Estas que ficaram de fora só apareciam em reuniões com Governador e Secretários.”

 

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Nota divulgada pela diretoria do Sinetran:

 

NOTA DE REPÚDIO DO SINETRAN AO FÓRUM SINDICAL

O Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso – Sinetran-MT, por deliberação de Assembleia Geral da categoria, vem a público manifestar o seu repúdio contra a atuação do Fórum Sindical de Mato Grosso diante da grave violação dos direitos constitucionais e legais de todo o funcionalismo público de MT imposta pelo Governo do Estado, com o não cumprimento da recomposição integral das perdas inflacionárias na data-base de maio/2015.

Não obstante o Fórum Sindical não haver se manifestado contrário à medida por ocasião de sua apresentação pelo Governo, em 15/05 e em sua maioria ter mantido a postura na reunião seguinte, em 19/05, a atuação do Fórum desde então tem sido de total desrespeito com acategoria dos servidores do Detran, que tomou por deliberação em Assembleia, a reivindicação do pagamento integral dos 6,22% na data-base.  Chegando ao cúmulo do Fórum Sindical solicitar ao Governo do Estado, e ser prontamente atendido na solicitação, que os representantes do Sinetran-MT fossem barrados de participar da reunião de hoje (25), às 10h, com a Secretaria de Estado de Gestão – Seges, a qual já estava pré-agendada com todos os sindicatos do funcionalismo estadual desde a reunião anterior. Ressaltamos que o Sinetran-MT esteve presente e atuante em todas as reuniões anteriores.

 

Através da distribuição de credenciais limitadas àquelas entidades que o compõem, o Fórum Sindical tentou excluir a diretoria sindical legitima e legalmente eleita pelos servidores do Detran de uma discussão que diz respeito à todas as categorias. A tentativa de forçar a participação do Sinetran de um Fórum que não atua com as mesmas práticas sindicais para ter direito a tratar de uma pauta que diz respeito à categoria, representa, no mínimo, uma afronta à autonomia e à liberdade sindical.

 

Cabe salientar que o Sinetran-MT não compõe o Fórum Sindical, por deliberação de Assembleia Geral da categoria, desde 2013, devido a práticas semelhantes já adotadas em outra pauta. Reafirmamos aqui o compromisso do Sinetran-MT com o sindicalismo de base, independente frente ao Governo e autônomo em relação aos partidos políticos.

 

Sindicato dos Servidores do Detran-MT

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INFORME OFICIAL:

Governo garante reajuste e pagamento retroativo aos servidores

O Governo de Mato Grosso anunciou nesta segunda-feira (25.05), durante reunião com Fórum Sindical, que irá conceder reajuste de 6,22% a todos os servidores de Mato Grosso ainda no ano de 2015. Em maio o governo já pagou 3,11% do Reajuste Geral Anual (RGA) e propôs o pagamento da outra metade em novembro. Além disso, o Governo firmou compromisso de pagar em janeiro de 2016 o valor retroativo dos meses de maio a outubro, em uma única parcela. A proposta foi bem avaliada pelos representantes do Fórum, que sinalizaram pela aceitação.

Durante a reunião, o secretário de Gestão Júlio Modesto lembrou que o Governo já garantiu o aumento real de salário para 11 categorias, conforme leis de carreiras aprovada da gestão passada.

Para o secretário, o Governo obteve um importante avanço na reunião desta segunda-feira ao anunciar o pagamento retroativo dos 3,11%. “Com essa proposta o Governo garante que nenhum servidor público tenha perdas. Queremos pagar o valor total do reajuste inflacionário, mas não temos condições de fazer isso hoje. Com o compromisso de pagar no futuro o valor retroativo de seis meses, o governador demostra mais uma vez que tem compromisso com o servidor público”, afirmou o secretário.

O reajuste será isonômico, ou seja, valerá para todas as categorias de servidores do Poder Executivo. Segundo Modesto, a expectativa é de que haja uma melhora na receita do Estado do segundo semestre, tento em vista as ações que estão sendo elaboradas.

O pagamento do Reajuste Geral Anual, previso na Lei Nº 8.278, de 30 de dezembro de 2004, terá impacto sobre a folha de pagamento de 94.381 servidores do Executivo Estadual. Deste total, 40.301 são servidores efetivos; 4.474 são efetivos com comissão, 20.609 são temporários, cuja tabela salarial é baseada na tabela dos servidores efetivos; 23.498 são servidores aposentados e, por fim, 5.499 são pensionistas.

O secretário de Fazenda, Paulo Brustolin esclareceu que a integralidade do reajuste não pode ser concedido em maio porque o Governo já alcançou o limite de 49% da receita com folha salarial. A Lei de Responsabilidade Fiscal não permite ultrapassar esse teto, sob pena do Governo do Estado ser penalizado com o bloqueio de recebimento de recursos da União e a realização de novos contratos com bancos para investimento.

Para conseguir aumentar os salários do servidores sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Governo está trabalhando para aumentar a arrecadação, cortando gastos desnecessários e acabando com a corrupção. “Infelizmente o Governo anterior não realizou uma boa gestão e comprometeu a capacidade financeira do Estado. Mesmo com aprovação de leis de carreiras fora do prazo permitido em lei, o Governo Pedro Taques manteve esses aumentos, valorizando o servidor público”, defendeu Brustolin.

1 Comentário

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  1. - IP 177.5.235.188 - Responder

    Gauchinho, da Ong. Moral, roeu a corda ou mijou na bota? Alguém aí, companheiro do ex-valente sindicalista, dê um tranco no homem que pode ser que ainda salve… Particularmente, creio que ouviu o canto das sereias e mergulhou nas águas tormentosas da Política que eleva mas também joga ao fundo…

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