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Folha de S. Paulo e Rede Globo mostram Emanuel e outros deputados embolsando dinheiro de propina paga por Silval

A representação política de Mato Grosso mais uma vez ficou mal no filme. De manhã, bem cedo o jornal Folha de S. Paulo já escancarara a informação de que a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa continua um vídeo com imagens do atual prefeito de Cuiabá e ex-deputado Emanuel Pinheiro embolsando dinheiro de propina pretensamente paga por assessores de Silval no gabinete do Paiaguás. À noite, as imagens transbordaram pelas telas do Jornal Nacional, chocando grande parte da plateia mato-grossense, ainda não acostumada às imagens vivas da corruoção em nosso Estado.
O vídeo exposto na reportagem de Camila Bonfim, mostrou (veja abaixo ) imagens de Emanuel, pegando maços de grana. E também a Luciane Bezerra (PSB), o Hermínio Barreto (PR), o Ezequiel Neves (PP) e, para desespero da esquerda mato-grossense, o Alexandre César (PT).
Trechos de vídeos que Silval teria gravado e entregue no Ministério Público Federal – MPF na delação homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo. Emanuel, para azar dele, foi ainda exibido até derrubando dinheiro no chão, na pressa de guardar a grana nos bolsos, em cena que fez lembrar aquela deputada de Brasilia, ao lado do ex-governador Arruda, enchendo a bolsa de dinheiro sujo.
Por sua assessoria, Emanuel, que está voltando dos Estados Unidos, disse que vai provar que não fez nada ilegal. Oscar Bezerra disse que a esposa Luciane estava recebendo dinheiro para pagamento de uma dívida do Silval. Os demais citados não foram localizados, segundo o JN, para falar.

A delação do Silval, pelo visto, vai continuar sangrando sobre a política de Mato Grosso. Um choque tremendo e todo mundo foge das análises apressadas. Mas eu me permito uma especulação: Por que será que nenhum dos atuais deputados estaduais da base do governador Zé Pedro Taques e que antes eram da base do corrupto confesso José Geraldo Riva foram incluídos na seleção de vídeos que o MPF ou talvez o STF tem vazado tão gentilmente para a Rede Globo? Aparecerão nos próximos vazamentos? A turma do Riva não meteu a mâo nessa grana? O debate promete virar a noite e muitos outros dias neste Mato Grosso cada vez mais politizado a fórceps.

Para apimentar ainda mais a receita, lembrar que, em sua delação premiada feita junto ao Ministério Público Federal (MPF) sobre fraudes e desvios nas obras de pavimentação asfáltica de 2 mil quilômetros de rodovias no programa MT Integrado, lançado em 2013, com orçamento de R$ 1,5 bilhão, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), segundo a Folha de S. Paulo, disse que foi pressionado pelo senador Wellington Fagundes (PR) para ser beneficiado com propina desse programa. Na época, o secretário da então Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), atual Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), era Cinésio Nunes de Oliveira, indicado político de Wellington Fagundes. Silval Barbosa afirma que autorizou Cinésio Nunes a fazer repasses de propina ao senador.Conforme o ex-governador, poucas eram as empresas ligadas ao MT Integrado que deixavam de pagar propina.

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