PREFEITURA SANEAMENTO

ERA UMA VEZ NO CENTRO-OESTE: Figura curiosa o ex-deputado estadual, federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim. Em início de carreira, sustentou discurso de esquerda, pregou contra oligarquias rurais, contra exploradores do trabalho escravo nos cafundós de Mato Grosso.Agora, mais recentemente, o espanto! Eis que Antônio Joaquim aparece envolvido em um episódio do mais legítimo faroeste italiano. Ele já não seria mais o conciliador, mas feroz fazendeiro, em Livramento, que teria ameaçado um velho vizinho que teima em não lhe transferir as terras. Pelo que se ouve contar, fica parecendo que Antônio Joaquim, de chapelão alto, bota até o joelho, e bem armado, não faz outra coisa, dia após dia, senão atanazar a paciência do Dr. Alonso Alves para que lhe transfira a Fazenda Bocaina. Lee Van Cleef não faria melhor. Que estranhos caminhos são esses que teriam feito do jovem parceiro de Dom Pedro Casaldáliga e da Comissão Pastoral da Terra, o novo terror da zona rural de MT?

O CONSELHEIRO, O MAU E O MÉDICO: Antônio Joaquim, o ator Lee Van Cleef, e Alonso Alves. Lee Van Cleef estrelou o faroeste italiano "O Bom, o Mau e o Feio", com disputas violentas que parecem, agora, também se repetir em Livramento, Mato Grosso

O CONSELHEIRO, O MAU E O MÉDICO: Antônio Joaquim, o ator Lee Van Cleef, e Alonso Alves. Lee Van Cleef estrelou o faroeste italiano “O Bom, o Mau e o Feio”, com disputas violentas que, agora, também parecem se repetir na antes pacata região de Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso

Publico, abaixo, uma versão estendida do artigo publicado nesta quarta-feira pelo Diário de Cuiabá:

 

Antônio Joaquim, o brigão

Enock Cavalcanti

 

Meus amigos, meus inimigos: figura curiosa o ex-deputado estadual, ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim. Em início de carreira, sustentou discurso de esquerda, pregou contra as oligarquias rurais, contra os grileiros de terra, contra os exploradores do trabalho escravo nos cafundós de Mato Grosso.

Na conflitada região do Araguaia, a combatividade e a defesa das causas populares diferenciava o discurso de Antônio Joaquim do discurso de políticos como Humberto Bosaipo, Ricardo Correia, Alencar Soares, sempre mais à direita. Sim, houve momentos em que Joaquim parecia mais radicalizado até mesmo que o comunista Zózimo Chaparral que, como sabemos, depois de sua passagem pela prefeitura de Barra do Garças, desacreditou bastante os comunistas lá por aquelas bandas.

Antônio Joaquim e Dante de Oliveira chegaram a sustentar a bandeira do PDT em Mato Grosso, no tempo em que o caudilho Brizola ainda estava vivo e lampeiro, lenço vermelho no pescoço, e era visto como a liderança política nacional que mais ameaçava os interesses dos latifundiários sanguinolentos que dominavam as áreas rurais deste Estado.

Pessoalmente, sempre tive com o Antônio Joaquim relação amistosa. Nunca se negou a conversar, a valorizar os questionamentos da mídia. Mas, do parlamento, quando se esperava dele mais altos voos, eis que emburacou atrás de uma vaga de conselheiro, acomodando-se nesse mausoléu dos políticos em fim de carreira, que é o Tribunal de Contas. Se Antônio Joaquim tinha voto e tinha discurso, por que se calou? Por que este transformismo?

Sentado em sua cadeira de conselheiro, Antônio Joaquim foi se afastando do perfil de militante comprometido com as causas sociais. De repente, ei-lo embaraçado com denúncias da Ong Moral que o mostram empregando suas belas e bem tratadas filhas à sombra do seu gabinete, em atitude de vil nepotismo.

Para compensar talvez essa derrapagem, cuidou de destacar o TCE no plano nacional, chegando à presidência da Atricon – Associação dos Membros dos TCs de todo o Brasil. E, nas eleições passadas, em MT, chegou a cogitar uma candidatura ao Governo do Estado, que teria o condão de conciliar as diversas correntes partidárias. Pouca gente se interessou pelo seu discurso conciliador, mesmo se propondo a abandonar a comodidade e a boa grana que o cargo de conselheiro lhe proporciona.

Agora, mais recentemente, o espanto! Eis que Antônio Joaquim aparece envolvido em um episódio do mais legítimo faroeste italiano. Ela já não é mais o conciliador, mas feroz fazendeiro, em Livramento, que teria ameaçado um velho vizinho que teima em não lhe transferir as terras. Depois, embarcou em sangrenta batalha judicial com o filho do velho, o médico Alonso Alves, conceituado profissional que implantou o Hospital Otorrino, em nossa capital, transformando-o em uma das mais respeitadas casas de saúde de Cuiabá. Pelos caminhos, denúncias de corrupção de policiais, de ameaças de morte. Lee Van Cleef não faria melhor. A disputa já vai dobrando os anos, se transformando numa espécie de batalha sem fim.

Pelo que se ouve contar, fica parecendo que Antônio Joaquim, de chapelão alto, bota até o joelho, e bem armado, não faz outra coisa, dia após senão atanazar a paciência do Dr. Alonso para que lhe transfira a Fazenda Bocaina, em Livramento. Não é mais conciliador, agora é um brigão.

Ora, onde foi parar o Antônio Joaquim que pregava contra os fazendeiros truculentos que tumultuavam a vida no Araguaia? Que estranhos caminhos são esses que fizeram do jovem parceiro de Dom Pedro Casaldáliga e da Comissão Pastoral da Terra, o novo terror da zona rural mato-grossense?

A nosso mídia, como sempre, até agora explicou muito pouco esta história. Sem dúvida nenhuma me parece que está faltando nos aprofundarmos mais, para ver como se deu essa metamorfose no estilo de vida de Antônio Joaquim. Compreender essa história, entender a ação dos seus personagens e trabalhar para que a violência seja contida pela legalidade. É o que está faltando.

 Enock Cavalcanti, jornalista, é editor de Cultura do Diário de Cuiabá

5 Comentários

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  1. - IP 201.65.185.242 - Responder

    Para não perder o costume e como sempre delirar em matérias tendenciosas, logo se vê o quão desinformada e inverídica essa sua matéria.
    Um bom jornalista se informa dos fatos reais e passa verdade para seus leitores. #ficadica

  2. - IP 177.5.234.232 - Responder

    A defensora do ocupante de uma das cadeiras do COVIL DE POLITICOS DECADENTES , tem seus proventos originários do mesmo COVIL?
    Pela defesa apaixonada parece que sim.

  3. - IP 177.5.234.232 - Responder

    A proposito , e sem querer ser petulante; atualmente quanto vale uma das cadeiras no COVIL DE POLITICOS DECADENTES?

  4. - IP 187.123.26.174 - Responder

    A APP INVADIDA POR ESTE SENHOR DO TRIBUNAL DE CONTAS QUE PELO REGIMENTOE INTERNO NÃO PODE TER OUTRA ATIVADA PRODUTIVA E LHE RENDA PROVENTOS, e minha e ele DESTRUIU MINHA TERRA DE APP. QUEM VAI PROCESSAR ELE SOU EU . INVASOR DE TERRAS DOS OUTROS. VAI TRABALHAR NO SEU EMPREGO \\9 alias acho que ganha mais). vai ter que restaurar tudo destruido. açaõ vem ai

  5. - IP 187.123.26.174 - Responder

    aguardem noticias bombasticas na proxima semana. prefeito reprepsentado criminalmente por calunia

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