Familias ameaçadas de despejo em bairro periférico de Várzea Grande protestam nesta terça contra Ivana Kamil Fares, diante da Clínica Femina, em Cuiabá

A sra Ivana Fares, com seu marido, o médico Kamil Fares, em evento social, ao lado de Eduardo de Carvalho, do Programa Vip

A sra Ivana Fares, com seu marido, o médico Kamil Fares, em evento social, ao lado de Eduardo de Carvalho, do Programa Vip

Um grupo de mulheres que integram as famílias que ocupam uma área de 12 hectares entre os Bairros Mapim e Esmeralda, em Várzea Grande, fazem um protesto nesta terça-feira, às 09 horas da manhã, em frente à Clínica Femina, em Cuiabá.

É que as 300 famílias estão sendo ameaçadas de despejo pela gestora da Clínica Femina, Ivana Kamil Fares, esposa do secretário de saúde de Cuiabá, o médico Kamil Fares, que pretende se apossar da área e por isso entraram com uma ação na Justiça.

No mês de julho deste ano o Juiz da Terceira Vara Cível da Várzea Grande chegou a expedir uma ordem de reintegração de posse, retirando as 300 famílias da área. O Tribunal de Justiça, por meio do Desembargador Rubens de Oliveira cassou a liminar, no dia 09 de agosto de 2013.

Mesmo com a liminar cassada, um grupo de policiais, sem identificação, comandados por um certo “Capitão Cabral” chegou a ameaçar os moradores, no dia 28 de agosto. O fato foi denunciado no mesmo dia à Corregedoria da PM, que prometeu investigar.

De acordo com o advogado Vilson Nery, que assiste as famílias, “nas imediações da área existe inclusive um estande de tiro clandestino, onde pessoas transitam armadas normalmente, com o conhecimento da polícia. E o proprietário dessa ‘academia de tiro’ também tem ameaçado os moradores”, denuncia o advogado, que promete entregar as evidências do abuso policial à Secretaria de Segurança Pública, com documentos, nesta terça-feira (10/09).

Em relação à posse da área, os moradores provaram que a Prefeitura de Várzea Grande tem cerca de seis milhões de reais a receber, somente a título de IPTU. A empresa da família Fares quer a posse da área, mas há uns 20 anos não recolhe o imposto municipal (IPTU). Os moradores dividiram a área em 300 lotes de 250 metros quadrados, ocuparam e estão dispostos a pagar IPTU, o que poderá render alguns milhares de reais aos cofres da prefeitura, todo ano.

E para legalizar a posse ingressaram com duas ações judiciais, requerendo na Justiça estadual a usucapião coletiva urbana daqueles imóveis, e os processos estão em andamento. Se a família Fares insistir na ação judicial contra os moradores, eles prometem acampar na Clínica Femina por tempo indeterminado.

Categorias:Direito e Torto

1 Comentário

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  1. - IP 177.64.235.119 - Responder

    ESSE É O PUPILO DE PEDRO TAQUES. VAMOS ANALISAR, TAQUES GOVERNADOR QUEM VAI MANDAR?

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