FAIAD: “Cuiabá precisa de sintonia fina com Paiaguás e Planalto”

FRANCISCO FAIAD:" Pretendo como vice auxiliar em tudo o que for possível ao prefeito Lúdio Cabral, sendo-lhe leal nas ações que tenho certeza que ele irá dedicar ao bem comum, buscando junto ao Governo do Estado, em razão de ser do meu partido, recursos, projetos, programas que possam auxiliar o Lúdio na sua gestão, buscando no Governo Federal, naqueles ministérios em que o PMDB hoje detém a chefia, também programas e projetos para serem implantados em Cuiabá, para que possamos fazer uma gestão que transforme a nossa cidade"

Faiad trabalha pelo fortalecimento do PMDB em Cuiabá, em sintonia fina com o Paiaguás e o Palácio do Planalto

O advogado Francisco Faiad (PMDB), candidato a vice-prefeito na chapa do médico Lúdio Cabral (PT) está confiando que a impugnação de sua candidatura, pela coligação comandada por Mauro Mendes, será revertida no Tribunal Regional Eleitoral – e ele poderá participar ativamente da campanha eleitoral e do futuro comando da Prefeitura de Cuiabá. Com a experiência de quem já se credenciou como uma das principais lideranças da Ordem dos Advogados do Brasil, Faiad acredita que tem muito a contribuir para a melhoria das condições de vida em nossa capital, articulando investimentos do Governo do Estado e dos ministérios de Brasilia em Cuiabá. Com sua eleição e sua atuação, Faiad aposta em uma nova era para o PMDB na capital, com o partido ganhando força e representatividade. Confira os principais trechos da entrevista.

ENOCK CAVALCANTI
Do CENTRO OESTE POPULAR

CENTRO OESTE POPULAR – Quais as suas credenciais para ser vice-prefeito de Cuiabá?

FRANCISCO FAIAD – Fiquei muito lisonjeado de ser escolhido pelo PMDB para ser candidato a vice dessa coligação que tem como candidato a prefeito o vereador Lúdio Cabral. Eu milito no PMDB desde 1982, portanto tenho 30 anos de filiação, tenho uma historia política dentro do partido por ter sido vereador, ocupado a função de secretario de Administração adjunto do Estado de Mato Grosso por dois anos e tenho uma luta de classe, na qual participo desde 1988 quando, pela primeira vez, fui eleito secretário da OAB de Alta Floresta e, dali por adiante, nunca mais me afastei da OAB, tendo sido presidente do conselho seccional de Mato Grosso por dois mandatos. Talvez esse trabalho como advogado, como filiado ao PMDB e como dirigente de Ordem é que tenha levado meu partido a me indicar a vice nesta coligação.
COP – Sua candidatura surgiu no apagar das luzes da pré-campanha. Como foram as articulações que levaram à escolha de seu nome?
FRANCISCO FAIAD –  Assim que terminou a eleição de governador, em 2010 começo de 2011, o diretório regional e o diretório municipal do PMDB lançaram meu nome a prefeito de Cuiabá. Pouco tempo depois surgiu a possibilidade de filiação do empresário João Dorileo Leal ao PMDB e a possibilidade dele ser o candidato. Em conversa interna chegamos à conclusão de que o melhor nome para Cuiabá, naquele momento, não era o meu, era o de Dorileo e abri mão dessa pré-candidatura para apoiar João Dorileo Leal. Quando Dorileo desistiu da candidatura, meu nome surgiu para novamente ocupar a função de prefeito e o partido começou a dialogar com outros partidos sobre a possibilidade de uma coligação com o próprio PSB, com o PSDB, com o PR e com o PT. O PSB abriu a possibilidade  de uma indicação a vice que depois não se confirmou e houve a possibilidade de uma candidatura a prefeito ou a minha ou do companheiro Totó Parente. Neste momento houve uma conversa com o PT mais próxima e o PT abriu a vaga de vice para o PMDB. Por conta disso  entendemos que o melhor caminho era seguir a candidatura do PT para reeditarmos em Cuiabá a dobradinha que hoje comanda o Brasil, com Dilma na presidência e Michel Temer de vice. Essa coligação foi referendada, portanto, no dia 30 de junho pela manhã.

COP – Como é que o senhor define o PMDB de Cuiabá?
FRANCISCO FAIAD – O PMDB é o segundo maior partido de Cuiabá. Tivemos grandes lideranças que personificaram o PMDB em Cuiabá como, por exemplo, Dante de Oliveira que era o maior líder do PMDB aqui em nosso Estado até o ano de 1990, quando deixou o PMDB para se filiar ao PDT. Depois dele, tivemos lideranças como Wilson Santos, até o ano de 2001, quando deixou o PMDB para filiar-se ao PSDB e a, partir daí, o PMDB tem sido reconstruído em nossa capital, com dificuldades, com muita conversa, com muito diálogo mas vem sendo reconstruído. Acredito que o PMDB sairá muito forte dessas eleições em Cuiabá, fazendo uma grande bancada na Câmara  e tendo o próximo vice prefeito da nossa capital e, sem duvida nenhuma, isso fará com que Cuiabá passe a ter uma nova era em termos de PMDB,  a partir de 2013. Vamos governar em parceria com o PT e fortalecer o PMDB em Cuiabá e, certamente, em todo o Mato Grosso.

COP – Até bem pouco tempo, o PMDB participava do governo do prefeito Chico Galindo. Como explicar isso, agora, para o eleitor?
FRANCISCO FAIAD – Foi um apoio institucional, não só do partido como do governador do Estado, que é do PMDB. Na questão, por exemplo, do Poeira Zero, houve um investimento financeiro de aproximadamente 20 milhões de reais do Governo do Estado para o asfaltamento de grande parte das ruas de Cuiabá. Na questão do PAC, quando o prefeito Chico Galindo assumiu a Prefeitura e disse que não tinha condições de assumir o PAC, o Governo do Estado se prontificou a assumi-lo tanto que, junto ao Ministério das Cidades já estava o contrato pronto para que o Governo do Estado realizasse as obras do PAC,  só que isso não foi adiante porque o prefeito preferiu privatizar a água em Cuiabá. O PMDB é um partido que visa a melhoria da cidade, a melhoria do estado, a melhoria do País, então, em todos os momentos, em todas as oportunidades em que foi chamado para dentro de um processo ético, de processo decente, contribuir para as melhorias de Cuiabá, de MT e do Brasil, o PMDB sempre esteve presente.

COP – Diante do pedido de impugnação de sua candidatura, formulado pela coligação comanda por Mauro Mendes, como garantir ao eleitor que o senhor irá, efetivamente, levar sua candidatura até o final?
FRANCISCO FAIAD – Inicialmente, repito não haver a necessidade da desincompatibilização de quem é conselheiro da OAB, porque o conselheiro não tem poder de execução, não tem poder de gestão, ele apenas participa de um órgão deliberativo.  O Conselho Federal da OAB é uma autarquia, porém uma autarquia sui generis porque não recebe verbas publicas, não tem obrigação de prestar contas a tribunais de contas, não tem obrigação de seguir a Lei 8.666, que é a Lei de Licitações, não é obrigada a fazer concurso publico, não tem servidores públicos porque, exatamente, não tem verba publica e isso já é decisão do Supremo Tribunal Federal. A OAB é mantida exclusivamente pela contribuição dos advogados, ou seja, é uma autarquia que sobrevive de verbas privadas. Portanto, eu entendo, e existe jurisprudência nesse sentido, que o conselheiro sequer necessita ser desincompatibilizado para disputar eleições, exceto se ocupar cargo de diretoria, o que não é o meu caso. Mas me afastei no dia 6 de junho e isso é, inclusive, reconhecido na sentença judicial, no parecer do Ministério Público e na própria ação de impugnação de candidatura. Acontece que me afastei dia 6 de junho e no dia 11 de junho, logo na segunda feira seguinte, haveria um ato de desagravo, do Conselho Federal da OAB, em favor do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, em razão das criticas que ele vinha sofrendo por estar advogando naquele momento para o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Eu, antes do dia 6, havia requerido, como presidente nacional de Defesa das Prerrogativas, um ato na OAB em favor ao ex- ministro que também é ex-presidente da OAB e no dia 11 foi realizado esse ato e o atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante, me convidou para estar neste ato. Me convidou não uma, nem duas mas mais vezes para estar presente, mesmo licenciado, neste ato que é aberto ao publico, qualquer advogado poderia participar e estive presente no ato, me manifestei e constou na ata daquela seção a minha manifestação. Por conta disso, entendeu-se que, apesar de afastado, estaria de fato ainda exercendo a função de conselheiro federal. Houve um equivoco porque não houve votação, não era um ato exclusivo de conselheiro federal, era um ato aberto à população como são os atos de desagravo da OAB, mas , infelizmente, o juízo de 1ª estância não reconheceu assim mas acredito, sinceramente que o Tribunal Regional Eleitoral ira reverter essa situação e me manter na postulação ao cargo de vice prefeito.

COP     –  A gente se acostumou a rir, na TV, com o Jô Soares gozando esta função do vice. O que o senhor avalia que poderá realizar como vice-prefeito de Cuiabá?

FRANCISCO FAIAD- O vice-prefeito tem uma obrigação, uma participação fundamental em qualquer gestão,  principalmente de apoio ao detentor do mandato de prefeito. Pretendo como vice auxiliar em tudo o que for possível ao prefeito Lúdio Cabral, sendo-lhe leal nas ações que tenho certeza que ele irá dedicar ao bem comum, buscando junto ao Governo do Estado, em razão de ser do meu partido, recursos, projetos, programas que possam auxiliar o Lúdio na sua gestão, buscando no Governo Federal, naqueles ministérios em que o PMDB hoje detém a chefia, também programas e projetos para serem implantados em Cuiabá, para que possamos fazer uma gestão que transforme a nossa cidade, que mude Cuiabá porque, infelizmente, a população está pagando um preço muito alto em razão dos desmandos na nossa cidade, principalmente por causa daqueles que sempre usaram Cuiabá como trampolim político para outros cargos, como nos vimos nos últimos 20 anos na nossa cidade.

COP – Quando o senhor fala em atacar e resolver os problemas de Cuiabá, que problemas  considera mais graves?
FRANCISCO FAIAD – O grande problema que Cuiabá enfrenta hoje é em relação à saúde publica. A saúde hoje está de portas fechadas para nossa população, o pronto socorro não atende ninguém que o procure. Temos problemas sérios em nossas policlínicas, nos postos de saúde que, infelizmente, ao invés de atender nossa população no momento em que ela precisa, distribuem fitas para serem colocadas no pulso, pulseiras marcando hora para serem atendidas 12, 18, 24 horas depois. Enfim, a saúde de Cuiabá está um caos e acredito muito que Lúdio Cabral poderá resolver esses problemas em razão da sua vida pessoal , ele é médico da rede pública de saúde há 16 anos, médico da ponta,  sendo servidor efetivo da Prefeitura,  conhece portanto os problemas da saúde por dentro e por fora porque é vereador há 7 anos e meio e sabe das reclamações que a população tem em relação ao mau atendimento.

COP –  O que a Prefeitura pode fazer para minorar a angustia do cuiabano quanto à violência sempre crescente?
FRANCISCO FAIAD –  Temos que fazer um mapa da violência em Cuiabá. Nós temos um mapa da violência no Brasil, um mapa da violência em Mato Grosso mas não temos um mapa da violência em Cuiabá.  Sabemos onde estão os bairros mais violentos com noticias que saem na imprensa mas um mapa técnico-cientifico de onde estão os maiores foco de violência na nossa capital não temos. Então, o primeiro passo é fazer esse mapa. Segundo passo, buscar junto ao Governo do Estado a retomada do policiamento comunitário e instalar nesses bairros aonde a violência existe com maior frequência um posto policial aonde exista  também uma viatura do Corpo de Bombeiros e a Polícia Técnica para enfrentamos o crime de uma maneira mais frontal e com maior proximidade de onde ela ocorre. Segundo, resgatar e implantar definitivamente a  guarda municipal. A guarda municipal foi criada e hoje temos 14 guardas apenas na cidade que estão, inclusive, trabalhando em desvio de função. Temos que abrir um concurso publico, lotar a guarda municipal dos seus 40, 50 membros,  como consta na lei e colocar esses guardas para atender à segurança dos logradouros públicos, praças, escolas, creches. Naqueles locais mais violentos, abrir as escolas nos finais de semana para o lazer dos jovens, das crianças, para que elas não fiquem nas ruas e colocar nessas escolas, em períodos integrais, nos sábados e domingos, professores de Educação Física junto com a guarda municipal para ensinar a eles questões de cidadania, de cultura, esporte, aprender a tocar musica, aprender cantar, a pintar, enfim, varias situações através das quais podemos tirar os jovens da rua para que possamos resgatá-los do trafico e fazer uma cidade mais cidadã efetivamente e dar poder para que os agentes de trânsito tenham uma conduta muito mais educacional do que punitiva, no sentido de também evitar essa violência que vem ocorrendo no trânsito de Cuiabá.

fonte CENTRO OESTE POPULAR

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 189.59.40.43 - Responder

    Ihhhh… Faiad, você ainda está aí?
    Vai pra casa ou arruma um emprego na OAB.

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