Este homem pode tirar Riva do comando da Assembléia nas próximas horas

José Geraldo Riva pode ser afastado a qualquer momento do comando da Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
A decisão está nas mãos deste homem que é visto na foto oficial de sua assessoria, o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça.
 
É responsabilidade de Dipp, como relator da Ação Penal 531, aceitar ou não o pedido de imediato afastamento de Riva que foi formulado pelo Ministério Público Federal em parecer entregue no gabinete do ministro nesta quarta-feira, 28 de maio de 2008.

As acusações contra Riva pouca gente em Mato Grosso sabe que existem porque uma espécie de "cortina de ferro" mantida pela grande mídia mato-grossense evita que toda e qualquer notícia sobre o andamento dos processos contra Riva encontre espaço de divulgação.

Mas quem elimina a divulgação do fato não elimina o fato: o parecer do MPF está neste momento nas mãos do ministro Dipp e Riva pode ser afastado de suas funções de mando dentro da Assembléia a qualquer momento. Riva é acusado, ao lado do atual conselheiro e ex-deputado Humberto Bosaipo de uma série de irregularidades como gestor de finanças da Assembléia Legislativa de Mato Grosso. De acordo com o Ministério Público, os desvios na AL teriam sido superiores à escandalosa cifra de 60 (eu disse SESSENTA) MILHÕES DE REAIS.

Quer dizer, tudo que Chica Nunes e seus parceiros teriam desviado na Câmara de Cuiabá é pintinho diante do que teria sido desviado na Assembléia de Mato Grosso.

E termino com poesia, citando Manoel Bandeira:

Rondó dos Cavalinhos

 

 


Consta que o poema acima, feito durante a II Grande Guerra, foi escrito enquanto o autor almoçava no Jóquei-Clube do Rio de Janeiro, assistindo às corridas. 

 

Manuel Bandeira


Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo…
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.


Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo…
O sol tão claro lá fora
E em minhalma — anoitecendo!


Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo…
Alfonso Reys partindo,
E tanta gente ficando…


Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo…
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando…


Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo…
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo…
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!

 

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