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Eleições no Brasil, Voto Popular

ESQUERDA UNIDA: Intelectuais e ativistas pedem voto em Boulos em SP e Benedita no Rio. LEIA

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Eleições no Brasil, Voto Popular

Benedita e Boulos

Diversos intelectuais e ativistas de esquerda lançaram, neste domingo (8), um manifesto de apoio a Guilherme Boulos (Psol), em São Paulo, e à Benedita da Silva (PT), no Rio de Janeiro. Leia o documento na íntegra abaixo:

As próximas eleições municipais não são apenas eleições nas quais decidiremos quem governará nossos municípios. Elas serão fundamentais para recompormos as forças a fim de retirarmos o Brasil das mãos de uma extrema-direita autoritária, violenta, indiferente à catástrofe humanitária que ela mesma produziu com sua negligencia com a pandemia e com um projeto econômico de aprofundamento da espoliação e concentração de renda. Sabemos que esse governo prepara o pior para as classes populares no ano que vem, quando a crise econômica expor toda sua força e os conflitos sociais ganharem corpo.

Por isto, todo esforço e luta deve ser feito para que candidatos claramente de esquerda estejam no segundo turno nas duas principais cidades do país: São Paulo e Rio de Janeiro. Isto permitirá que a esquerda mostre suas alternativas e efetivamente debata os caminhos para novas formas de governo. No entanto, a configuração eleitoral demonstra que há risco real do embate se dar entre os velhos atores de sempre. Em São Paulo, corre-se o risco de ficarmos entre duas versões da mesma oligarquia que sempre governou o estado com seus resultados catastróficos. No Rio, corre-se o risco do embate entre um eterno prefeito e a mesma política em versão fardada.

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Diante da situação, conclamamos eleitoras, eleitores, candidatas e candidatos que partilham o campo da esquerda que somem forças e cerrem fileiras com o candidato e a candidata mais bem colocado nas pesquisas, para que tenhamos ainda tempo de produzir sinergia e uma nova dinâmica que garanta a presença de Guilherme Boulos e Benedita da Silva no segundo turno. O risco da esquerda estar fora do segundo turno nas duas principais cidades do país, em um momento como este, não podem em absoluto ser minorado e teria consequências terríveis para os que lutam pela transformação estrutural da sociedade brasileira. Por mais que interesses partidários sejam legítimos, a situação na qual o país se encontra não permite a desunião nesse momento, muito menos a ausência de nossas posições em um segundo turno que pode se tornar o começo do fim do bolsonarismo e de seu horizonte fascista.

Raquel Rolnik

Esther Solano

Lucio Gregori

Vladimir Safatle

Célio Turino

Gilberto Maringoni

Pedro Rossi

Rudá Ricci

Silvana V Andrade (jornalista, Causa Animal)

Dennis de Oliveira

Luiz Gonzaga Belluzzo

Eduardo Brasileiro (Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara)

Iracema Santos do Nascimento (USP)

Bruno Torturra

Marco Antonio Rocha

Iberê Bandeira de Mello

Catarina de Almeida Santos (UnB)

Celso Napolitano (presidente do sindicato dos professores de São Paulo)

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Celso Santos Carvalho

Netto Duarte

Luiz Eduardo Soares

Cristian Dunker (psicologia USP)

Reginaldo Nasser (Relações Internacionais PUCSP)

Luiz Rena (educador, coordenador da Ágora dos Habitantes da Terra no Brasil)

Sérgio Bairon (Diversitas – USP)

Fernando Morais (jornalista)

Ivana Jinkings (Boitempo Editorial)

Geraldo Juncal Júnior (arquiteto)

Gastão Wagner (médico sanitarista, professor Unicamp)

Fernando Cássio (UFABC)

José Trajano

Luzia Paula Cantal

Fabiana Ivo (ANIP)

Eduardo Fagnani (IE Unicamp)

Mauro Zilbovicius (Poli-Usp)

Eric Nepomuceno

Afonso Borges

Evandro Affonso Ferreira

Eliete Barbosa,

Antonio Grassi

Luis Fernando Emediato

Nádia Gottlieb

Guilherme Wisnik

Marcelo Buzetto (MST)

Pedro Paulo Zahluth Bastos

Marília Librandi (Professora de Literatura, Princeton/EUA)

José Jairo Varoli

Laura Carvalho (FEA-USP)

Erminia Maricato (FAU-USP)

Maria Lúcia Refinetti Martins (FAU-USP)

Caio Santo Amore (FAU-USP)

Ruy Braga (FFLCH-USP)

Alexis Anastasiou

Ana Catarina Mousinho

Marina Fix (FAU-USP)

Junae Andreazza

Virginia de Medeiros

Leda Paulani (FEA-USP)

Cícero Araújo (FFLCH-USP)

Márcia Tiburi

Eugênio Bucci

Ronaldo Cagiano

Julian Fuks

Ricardo Ramos Filho

Lívia Garcia Roza

Noemi Jaffe

Pedro Arantes

Iris Kantor

Maria Augusta Bernardes Fonseca

Paulo Arantes

Otília Arantes

Roberto Schwarz

Maria Rita Khel

Luis Felipe Alencastro

Jorge Grespan

Andre Singer

Silvia Alegre

Igor Fuser

Marcos Barbosa FE Usp

Isabel Loureiro

Francisco Alambert

Salete Cara

Adma Muhana

Ivone Dare Rabello

Rosalina Santa Cruz

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Eleições no Brasil, Voto Popular

FREI BETTO: Todos “can­di­datos de centro” são de di­reita. De­fendem mesmas pautas de Bol­so­naro

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2022, um presidente de centro?

Frei Betto

Como no mar, toda onda co­meça pela so­bre­po­sição de gotas em­pur­radas pelo vento. “Uma men­tira re­pe­tida mil vezes torna-se ver­dade”, dizia Go­eb­bels. É o que vimos nas elei­ções de 2018. Fake news em pro­fusão e as tra­moias da Lava-Jato im­pe­diram Lula de ser can­di­dato e, ainda, sus­ci­taram o mo­ra­lismo an­ti­pe­tista. Nessa onda surfou Bol­so­naro e ar­re­batou a faixa pre­si­den­cial.

Dois anos de go­verno foram su­fi­ci­entes para o es­ta­blish­ment se dar conta de que apostou suas fi­chas no ca­valo er­rado. Nada neste go­verno dá certo, ex­ceto as su­ces­sivas obras de de­mo­lição da saúde, da edu­cação, da cul­tura, dos di­reitos hu­manos, das po­lí­ticas am­bi­en­tais e da se­gu­rança pú­blica. A pan­demia ga­nhou, no Brasil, di­mensão ge­no­cida; a eco­nomia re­tro­cede; a in­flação re­a­pa­rece; o de­sem­prego cresce; a de­si­gual­dade se agrava; e a vi­o­lência ex­plode.

O Brasil virou o pa­tinho feio da con­jun­tura in­ter­na­ci­onal. Alvo de cha­cotas e des­prezo, a po­lí­tica ex­te­rior bra­si­leira se atrelou ao trum­pismo e, agora, órfã, está con­de­nada a se apegar aos pró­prios fan­tasmas, da na­tu­reza co­mu­nista do co­ro­na­vírus ao ter­ra­pla­nismo.

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De olho nas elei­ções pre­si­den­ciais de 2022, a elite bra­si­leira afixa por toda parte o cartaz “Pro­cura-se um can­di­dato”. Até agora apenas dois se pos­tulam com cer­teza, mas ne­nhum deles in­te­ressa aos donos e be­ne­fi­ciá­rios do cas­sino fi­nan­ceiro: Bol­so­naro e Ciro Gomes. Busca-se, então, um can­di­dato “de centro”, para fugir aos “ex­tre­mismos” do ca­pitão e do peão (Lula).

Sú­bito, o centro se in­flou de pos­sí­veis can­di­datos: Moro, Huck, Doria, Maia, e sabe-se lá quantos mais apa­re­cerão para re­petir o que, certa vez, me disse um ar­ce­bispo: “Não sou de es­querda nem de di­reita, sou do alto…”

Ora, todos os cha­mados “can­di­datos de centro” são, sem ex­ceção, de di­reita. De­fendem as mesmas pautas de Bol­so­naro. Mudam apenas os mé­todos e a re­tó­rica. Todos na­tu­ra­lizam a de­si­gual­dade so­cial e re­jeitam uma re­forma tri­bu­tária que obrigue os ricos a pagar mais im­postos. Todos de­fendem os pri­vi­lé­gios do ca­pital pri­vado sobre os di­reitos co­le­tivos. Todos são fa­vo­rá­veis à cri­mi­na­li­zação dos mo­vi­mentos po­pu­lares e aprovam a PEC que con­gelou por 20 anos os or­ça­mentos da Saúde e da Edu­cação. Todos apoiam po­lí­ticas so­ciais pa­li­a­tivas e são con­trá­rios a qual­quer re­forma es­tru­tural capaz de mudar este país para me­lhor, como a re­forma agrária.

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É hora de de­nun­ciar essa fa­lácia! Para a elite, o ator prin­cipal desse go­verno exa­gera no de­sem­penho ao ficar in­di­fe­rente à pan­demia, pro­mover quei­madas e des­ma­ta­mento, fazer apo­logia da tor­tura e do livre co­mércio de armas. É pre­ciso subs­tituí-lo por al­guém mais co­me­dido, per­fu­mado, do­tado de bons modos. Al­guém que efe­tive a pri­va­ti­zação do pa­trimônio pú­blico e tenha mais ha­bi­li­dade na re­lação com o nosso maior par­ceiro co­mer­cial, a China.

Enfim, é pre­ciso trocar o ator para que a en­ce­nação pros­siga com o mesmo ro­teiro e as­se­gure o final feliz do andar de cima, e as des­graças do andar de baixo. Como diz o per­so­nagem de Lam­pe­dusa, “é pre­ciso mudar, para que tudo per­ma­neça como está”.

Frei Betto é es­critor, autor de “O diabo na corte – uma lei­tura crí­tica do Brasil atual” (Cortez), entre ou­tros li­vros.

Li­vraria vir­tual: frei­betto.org

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