Em seu relatório de 441 páginas, favorável ao impeachment, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) aponta que a presidenta Dilma Rousseff deve ser julgada pelo Senado por supostos crimes de responsabilidade cometidos em sua gestão. Mas além do voto, o senador tucano tece críticas à presidente, menciona “impopularidade” e temas que não fazem parte da denúncia de impeachment, cita “delações” em referência à Lava Jato, para, ao final, isentar-se, já que o processo não trata desses elementos. LEIA O RELATÓRIO

Em seu relatório final, no Senado, tucano Anastasia pede impeachment de Dilma by Enock Cavalcanti on Scribd

Em relatório, Anastasia dá “lições” e critica o governo Dilma

, no GGN Jornal
Jornal GGN – Em seu relatório de 441 páginas, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) aponta que a presidente afastada Dilma Rousseff deve ser julgada pelo Senado por supostos crimes de responsabilidade cometidos em sua gestão. Mas além do voto, o senador tucano tece críticas à presidente, menciona “impopularidade” e temas que não fazem parte da denúncia de impeachment, cita “delações” em referência à Lava Jato, para, ao final, isentar-se, já que o processo não trata desses elementos.
No documento lido na tarde desta terça-feira (02), em sessão plenária, o parlamentar defende que os decretos de créditos suplementares assinados sem a autorização do Congresso Nacional e as operações de crédito com instituição financeira controlada pela União, as chamadas pedaladas fiscais, são “conduta grave”.
Para ele, as medidas atentam “não apenas contra a responsabilidade fiscal, mas, principalmente, contra as prerrogativas do Congresso Nacional”. “Embora a política fiscal seja executada pelo Poder Executivo, ela somente se legitima pela aprovação do Poder Legislativo, que é o representante maior da sociedade brasileira”, enfatizou.
Nas páginas, o parlamentar sustentou, ainda, que a crise econômica atual enfrentada pelo Brasil é consequência da “expansão insustentável do gasto público” promovida pela presidente afastada. “O controle da tributação e do gasto público é uma das funções essenciais do Parlamento, que antecede, historicamente, a função legislativa propriamente dita”, disse Anastasia.
“Diferenças” de gestões anteriores
O senador tucano fez questão de frisar, já ao fiz de seu relatório que “este processo não trata de manobras fiscais que teriam sido igualmente executadas em governos anteriores”, em referência ao governo de Fernando Henrique Cardoso.
“A partir de 2014, pela primeira vez, desde a edição da LRF, decretos de suplementação
de créditos foram editados sem compatibilidade com a meta fiscal. Pela primeira vez, em situação iniciada a partir de 2009, operações de crédito ilegais com instituições financeiras controladas saíram da situação de atrasos operacionais aceitáveis e curtos para a situação de atrasos sistemáticos e longos, a ponto de envolverem cifras bilionárias em progressão significativa, expondo a saúde fiscal do Estado a risco concreto”, sustentou.
E completou, também como uma das motivações, que essa foi a primeira vez em que o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou as contas de um presidente da República, ignorando que o caso julgado pelo Tribunal era referente às contas de 2014, e não as de 2015 questionadas agora pelo Congresso.
Três lições e críticas
Para Anastasia, “três são as lições fundamentais que devem ser consideradas pela sociedade brasileira ao acompanhar este processo de impeachment”:
Aproveitou, nas últimas palavras, para tecer críticas à Dilma, em tom de ironia:
Tentando amenizar as críticas e atentar a um suposto tom de imparcialidade na relatoria do processo, Anastasia disse que “não se cuida de uma revisão da biografia da mandatária da Nação, que a história de cada qual se escreve com a pena da verdade da própria consciência, que o discurso não (des)constrói, que a mídia não pode apropriar por inteiro, que a dimensão coletiva não é capaz de testemunhar”.
Páginas finais
Até a página 252, o parlamentar expõe as razões que sustenta para o impeachment de Dilma, com o voto pela “procedência da acusação e prosseguimento do processo”. O relatório do senador anexou um resumo de cada uma das diligências e testemunhas convocada nas últimas semanas para a Comissão do Impeachment.
Já na seção de “documentos recebidos para a instrução do processo”, que contaria com supostas provas de que Dilma cometeu crime de responsabilidade são elencados arquivos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, e outros Ministério, do Banco do Brasil, do Banco Central, da Caixa Econômica, outras instituições, arquivos de defesa de Dilma e arquivos de acusação em nome de Janaína Paschoal.
FONTE GGN JORNAL

1 Comentário

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  1. - IP 179.10.12.104 - Responder

    441 páginas que poderiam ser substituída por apenas uma palavra: culpada. Quem já não sabia dessa conclusão do senador tucano? Sabe-se que esse processo é uma farsa para disfarçar o golpe. Um parecer que desaprovas as perícias e que trata de questões que não estavam em julgamento. E já sabemos o final de tudo isso: Dilma será definitivamente afastada e o Temer, aí sim, ficará livre para, junto com a quadrilha de jucá’s, mendonça filho, Eduardo Cunha acabar de fato com as conquistas que tivemos.

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