Em processo em que representava juiz trabalhista, Maurício Aude acusou 40 advogados trabalhistas de promoverem “um levante contra o magistrado” e pediu censura do site da OAB e desta PÁGINA DO E. Quem recorda este fato lastimável é o advogado José Moreno

José Moreno recorda o episódio em que 40 advogados trabalhistas denunciaram truculência de juiz em audiências na Justiça do Trabalho e foram acusados por Maurício Aude de fazer "um levante" contra o magistrado. No mesmo processo, Maurício Aude defendeu censura para o site da OAB e esta PAGINA DO E

Os fatos parecem indicar que ataques à Ordem dos Advogados do Brasil se constituem em uma espécie de lastimável rotina na vida profissional do advogado Maurício Aude quando se trata de defender seus clientes da magistratura. Depois de ter se tornado público o processo no qual o candidato a presidente da OAB aciona a entidade, atacando as prerrogativas da categoria e o instituto do Desagravo Público para defender os interesses do juiz Lamartino França, nova arremetida de Maurício Aude contra a OAB e contra a advocacia mato-grossense fica evidente quando se consulta os documentos de um outro processo em que Aude atuou na defesa de outro juiz trabalhista que também moveu ação contra a seccional da OAB de Mato Grosso.

Neste processo, que foi levado à Justiça Federal no inicio de 2009,  Maurício Aude chegou a pedir indenização de R$ 100 mil reais, que deveria ser paga tanto pela OAB de Mato Grosso como por esta PÁGINA DO E, editado por mim, o  jornalista Enock Cavalcanti. No processo em questão, Maurício Aude acusou um grupo de 40 advogados trabalhistas de tentar promover “um levante” contra o seu cliente juiz do trabalho ao buscarem o então presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (23º TRT), desembargador João Carlos Ribeiro de Souza, pedindo providências contra o magistrado, por descontentamento em relação ao trato que mantinha com os profissionais da advocacia, durante as audiências que presidia na Justiça do Trabalho.

Para o grupo do candidato da Chapa 2, José Moreno, a situação é absurda, principalmente por já serem dois os processos que Aude moveu contra a Ordem que pretende representar como presidente, questionando atos de defesa da advocacia. “As acusações de Maurício Aude contra a OAB e os advogados são muito graves, o que demonstra que ele não é a pessoa adequada para defender as prerrogativas da classe, já que se colocou contra a entidade e os profissionais dos quais faz parte por duas vezes e de forma bastante agressiva”, argumenta o advogado José Moreno.

ENTENDA O CASO

Depois que os 40 advogados trabalhistas, acompanhados pelo então presidente Francisco Faiad, se reuniram com o presidente do TRT, desembargador João Carlos Ribeiro de Souza, pedindo providências contra a truculência do magistrado, a assessoria de imprensa da OAB/MT divulgou notícia em seu site, informando sobre o encontro e dizendo que uma nova agenda ficou marcada, quando o chefe do órgão apresentaria quais providências seriam tomadas em relação ao magistrado.

Segundo a manifestação de Maurício Aude no processo, essa notícia não teria retratado a realidade dos fatos, consequentemente denegrindo a reputação do magistrado que ele defendia com ardor exagerado. Além da indenização de R$ 100 mil, Maurício Aude formulou um pedido de censura, pedindo a retirada da notícia do site oficial da OAB/MT e também da PAGINA DO E, que reproduzira simplesmente a nota da OAB, em seu inteiro teor. Aude, em sua argumentação, ainda tratou a atuação da OAB/MT como ilícita.

Mas em decisão de pedido de antecipação de tutela, a juíza federal substituta da 3º Vara, Vanessa Curti Perenha Gasques, indeferiu o pedido de Maurício Aude, dizendo que “na notícia veiculada não foi atribuído nenhum fato desonroso à pessoa do magistrado. A notícia cingiu-se à narrativa do fato acontecido, razão pela qual entendo que compelir as rés a retirar do site a referida notícia configurar-se ia restrição à informação, conduta esta vedada pelo artigo 220 da Constituição da República”.

Em junho de 2009, Maurício Aude substabeleceu poderes no processo a um outro advogado, justamente porque entrou na concorrência pela vice-presidência da OAB/MT, cargo que ainda ocupa. Seu substituto no processo pediu a extinção do feito um mês depois que assumiu os trabalhos, em razão de acordo firmado com a entidade classista, onde esta, através do advogado Francisco Faiad, aceitou se calar e não tomar mais qualquer atitude em face do magistrado e em defesa da advocacia.

Com informações da assessoria de imprensa da chapa 2, José Moreno presidente.

NOTA DO ENOCK: O nome do juiz trabalhista defendido por Maurício Aude não é citado neste texto em obediencia ao acordo judicial negociado pela OAB para extinção do processo.

JUSTIÇA FEDERAL PAGINA DO E – MAURICIO AUDE advogando contra a OABMT

2 Comentários

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  1. - IP 189.59.69.195 - Responder

    “Data vênia” Enock, mas o Maurício Aude não MOVEU nenhuma ação contra a OAB. Apenas exerceu o seu papel de advogado constituído. A paixão eleitoral não pode cegar as pessoas a ponto de mudar a lógica das coisas.

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