Em Minas, Fernando Pimentel (PT) rompe domínio tucano e é o novo governador

MUDANÇA

Com quase 53% dos votos válidos, ele é o primeiro petista a vencer as eleições mineiras

por Redação RBA publicado 05/10/2014 

JOÃO VALÉRIO/PIMENTEL13/FOTOS PÚBLICAS
pimentel

Fernando Pimentel é o primeiro petista da história a vencer a eleição para o governo de Minas Gerais

São Paulo – Em Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel foi eleito governador, no primeiro turno, com 52,92% dos votos válidos – resultado ainda parcial (99,39% das seções apuradas). A vitória rompe um ciclo de quatro mandatos consecutivos do PSDB no estado, iniciado com Aécio Neves em 2003. O candidato tucano Pimenta da Veiga ficou em segundo, com 41,94% dos votos. Veiga era a escolha pessoal do candidato à presidência pelo PSDB e ex-governador de Minas, Aécio Neves.

Fernando Damata Pimentel nasceu em Belo Horizonte em março de 1951. É graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e tem mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Iniciou sua trajetória política militando em movimentos estudantis e sindicais na segunda metade da década de 1960. Engajou-se em ações promovidas por diversas organizações de luta armada contra a ditadura militar instaurada em 1964, dentre as quais a tentativa de sequestro do cônsul norte-americano Curtis Carly Cutter, no Rio Grande do Sul. Pimentel acabou preso e torturado. Foi transferido para Juiz de Fora, tendo permanecido em cárcere até 1973.

Mais tarde, ajudou a fundar o PT. Seu primeiro cargo na vida pública foi o de secretário municipal da Fazenda em 1993 durante o governo de Patrus Ananias. Exerceu a função até ser nomeado em 1996 para a pasta de Governo, Planejamento e Coordenação Geral. Em 2000, foi eleito vice-prefeito de Belo Horizonte na chapa de Célio de Castro, do PSB. Três anos depois, assumiu a vaga do titular e, em 2004, disputou e venceu a eleição para a capital mineira, obtendo mais de 68% dos votos.

Tentou uma vaga no Senado nas eleições de 2010, mas acabou derrotado por Aécio Neves, do PSDB, e Itamar Franco, do PMDB. No ano seguinte, foi nomeado pela presidenta Dilma Rousseff como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, cargo que exerceu até o início da corrida eleitoral.

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