Em Brasília, o Tribunal Regional Eleitoral cassa candidatura de José Roberto Arruda (PR). Apesar da derrota na Justiça Eleitoral, candidato “ficha suja” continuará com a campanha para o Governo do DF e lidera preferência dos eleitores, com o candidato do PT, Agnelo Queiroz, em seus calcanhares.

Em Brasília, contra todas as evidências e contra todas as decisões da Justiça, o ficha suja José Roberto Arruda continua liderança as pesquisas de opinião como candidato a governador

Em Brasília, contra todas as evidências e contra todas as decisões da Justiça, o ficha suja José Roberto Arruda continua liderança as pesquisas de opinião como candidato a governador

TRE cassa candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF
Mesmo com registro negado, ele ainda têm condições de manter a candidatura, pois poderá recorrer ao TSE

POR EDUARDO BARRETTO
O GLOBO

BRASÍLIA – Em sessão extraordinária, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal impugnou, por cinco votos a dois, a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF, e aceitou pedido do Ministério Público baseado na Lei da Ficha Limpa. Jaqueline Roriz (PMN), candidata a deputada federal e correligionária de Arruda, também foi condenada por improbidade administrativa e também teve o registro negado pelo TRE.

Mesmo com registros negados, José Roberto Arruda e Jaqueline Roriz ainda têm condições de manter a candidatura. Isso porque os candidatos podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para obterem efeito suspensivo da impugnação.

Em sessão extraordinária, com relatoria do desembargador José Cruz Macedo, o julgamento teve dois votos divergentes, dos desembargadores Josaphá Francisco dos Santos, e Cleber Lopes de Oliveira. O Ministério Público não foi o único a apresentar pedido de impugnação: o PSOL o fez, além de um eleitor.
O presidente da sessão, Romão Oliveira, alertou para o perigo de se “maltratar gravemente a carta política”. O relator do caso, José Cruz Macedo, falou em “mudança de parâmetro” que a Lei da Ficha Limpa trouxe, e votou por aceitar as impugnações:

— O legislador, que instigado pelo apoio popular, percebeu que alguma coisa estava fora de ordem na política brasileira — disse Macedo.

Em 9 de julho, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), em segunda instância, manteve as condenações de Arruda e Jaqueline por improbidade administrativa. Entretanto, o julgamento aconteceu quatro dias depois do prazo limite para oficializar as candidaturas, e abriu margem para o questionamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Elton Ghersel, Procurador Regional Eleitoral, defendeu que impasse pela condenação depois da oficialização do registro deveria ser colocado de lado “em prol da moralidade”. O advogado de José Roberto Arruda, José Eduardo Rangel, rebateu argumentos de que o TRE poderia “dar um passo para trás” ao permitir a candidatura de Arruda e Roriz:

— Não se pode avançar à custa de tropicões jurídicos — disse Rangel.

José Roberto Arruda foi o primeiro governador do país a ser preso, em 2010, suspeito de envolvimento com o escândalo conhecido como mensalão do DEM, quando Arruda era do partido, e teria atuado no suposto esquema de compra de apoio político no DF.

Em pesquisa do Ibope divulgada no último dia 30, Arruda lidera as intenções de voto com 32%. Em segundo lugar está Agnelo Queiroz (PT), atual governador do Distrito Federal, com 17%.

2 Comentários

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  1. - IP 189.31.24.98 - Responder

    De acordo com a ideologia do MCCE, o candidato Arruda deve ser derrotado no tapetão, sem participação popular, numa perigosa inversão dos princípios democráticos. Lá, espero que Agnelo inverta essa tendência e vença nas urnas, com respeito à vontade e participação do eleitor, sem interferência dos colegiados estatais.

  2. - IP 177.202.51.204 - Responder

    Não da pra considerar uma diferença de quase 30% de “nos calcanhares”.

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