ELITE PREDADORA: Tribunal Regional do Trabalho de MT segue voto do relator desembargador Osmair Couto e confirma condenação imposta pela juíza Mônica Cardoso ao frigorífico JBS Friboi diante de maus tratos impostos a trabalhadores em sua filial de Juruena. JBS Friboi terá que pagar R$ 2,3 milhões por danos morais coletivos. Entre os abusos contra os trabalhadores, fiscalização informou que, na carne servida nos refeitórios da JBS Friboi, foi constatada a presença de larvas de mosca varejeira. A carne, claro, era Friboi. LEIA O ACORDÃO.

JBS Friboi condenada a pagar R$ 2,3 milhões por danos morais coletivos a seus trabalhadores em Juruena (MT)… by Enock Cavalcanti

JBS Friboi condenada por maus tratos a seus trabalhadores (certidão de julgamento) by Enock Cavalcanti

O ator Tony Ramos foi escalado para comandar a forte campanha que procura, em toda a mídia, fortalecer a Friboi, principal marca dos Frigoríficos JBS

O ator Tony Ramos foi escalado para comandar a forte campanha que procura, em toda a mídia, fortalecer a Friboi, principal marca dos Frigoríficos JBS

Turma do TRT/MT condena JBS a pagar 2,3 milhões por irregularidades em frigorífico

Empresa suspendeu as atividades do frigorífico de Juruena em dezembro de 2012. Unidade está até hoje fechada

 

Em duas decisões recentes, a 1ª Turma do TRT de Mato Grosso condenou o grupo JBS a pagar 2,3 milhões de reais de indenização por danos morais coletivos. Os valores foram aplicados devido a uma série de irregularidades verificadas no frigorífico da empresa do município de Juruena, localizado na região noroeste do estado, a 930 km de Cuiabá.

As condenações foram impostas pelos desembargadores da Turma devido ao descumprimento de normas relacionadas à segurança, saúde e higiene no trabalho e foram dadas em ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/MT).

Entre as irregularidades estão as verificadas na cozinha e refeitório da unidade, que não possuíam condições físicas e higiênicas adequadas para atender os cerca de 200 trabalhadores do frigorífico. A estes problemas de infraestrutura pesou ainda a qualidade da comida servida aos empregados. Consta dos autos que a empresa chegou a fornecer carne com larvas de moscas durante as refeições.

Já os outros problemas apontados pelo MPT estavam relacionados à exigência constante de jornadas de trabalho superiores a 10 horas, não fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual em quantidades suficientes, não implementação dos programas de Prevenção dos Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PPRA e PCMSO) e irregularidades na concessão do benefício de cesta básica.

Em relação a este último quesito, a empresa foi condenada, em especial, por condicionar o recebimento do benefício à assiduidade do trabalhador. Assim, aquele empregado que faltava ao serviço, mesmo apresentando justificativa médica, via sua remuneração cair em média em R$ 197,12, valor correspondente à cesta. A prática foi classificada como “cruel” pelo juiz Juliano Girardello, relator do caso no Tribunal, principalmente por forçar trabalhadores doentes a trabalharem, diante da possibilidade de verem sua renda mensal ser reduzida.

Valor das condenações

Ambos os casos chegaram ao TRT de Mato Grosso após recursos interpostos pela JBS contra decisões da juíza Mônica Cardoso, dada na Vara de Juína, onde os processos tramitaram inicialmente.

Os problemas relacionados à situação do refeitório e da alimentação fornecida foram tratados pelo MPT em uma ação específica, cuja relatoria no Tribunal ficou a cargo do desembargador Osmair Couto. A juíza Mônica Cardoso havia condenado a empresa ao pagamento de 1 milhão de reais por essas irregularidades. O valor foi reduzido no TRT para 300 mil, seguindo os precedentes já julgados pela Turma em casos semelhantes.

As demais irregularidades, ligadas a questões de saúde e segurança no trabalho, foram abordadas em outra peça, que resultou na condenação inicial aplicada também pela juíza Mônica Cardoso no valor de R$ 5 milhões. O montante também foi reduzido pela Turma, agora seguindo o voto do relator juiz Juliano Girardello que, com base no princípio da razoabilidade, estipulou a pena no importe de 2 milhões de reais.

Terceira ação

Um terceira ação civil pública movida em decorrências dos problemas na mesma unidade da JBS está para ser julgada também pela 1ª Turma, com previsão de ser colocada em pauta para votação no mês de setembro. Esta ação, em específico, trata das irregularidades apontadas pelo MPT na sala de máquinas do frigorífico, onde ocorria o vazamento do gás amônia, e na operação das caldeiras da unidade. Em primeira análise do caso a juíza Mônica Cardoso condenou a JBS em danos morais coletivos no importe de 3 milhões de reais.

Atividades paralisadas

Os problemas na caldeira ensejaram a concessão de uma liminar, dada em dezembro de 2012 pela juíza Claudirene Ribeiro, titular da Vara de Juína. Ela determinou a suspendeu do funcionamento do equipamento. Desde então a empresa optou por fechar a unidade por tempo indeterminado, estando as atividades até hoje paralisadas.

Além das penalidades por danos morais, a Justiça do Trabalho condenou a empresa a uma série de obrigações de fazer, impostas sob pena de multa (tutelas inibitórias), e que visam corrigir todas as irregularidades apontados pelo MPT. Mesmo as atividades estando atualmente suspensas, o Tribunal manteve as condenações neste sentido, já que deverão ser observadas tão logo o funcionamento do frigorífico seja retomado.

(Processos 0000394-74.2012.5.23.0081, 0000396-44.2012.5.23.0081)
FONTE TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DE MATO GROSSO

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Pela primeira vez, Tony Ramos fala sobre sua participação polêmica na campanha da Friboi

 

Fabio Chaves
Do Vista-se – 30.12.2013

http://vista-se.com.br/pela-primeira-vez-tony-ramos-fala-sobre-sua-participacao-polemica-na-campanha-da-friboi/

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Ele é ator e garoto-propaganda da empresa que mais mata animais no mundo, a JBS-Friboi.

Não é comum atores comentarem sobre suas participações na publicidade e muito menos defender o produto anunciado fora do estúdio de gravação do comercial. Mas o ator Tony Ramos, garoto-propaganda da marca de carnes Friboi, se defendeu das críticas à campanha em entrevista à Folha de S. Paulo.

Tony afirmou que a campanha que já dura quase um ano na TV e outros grandes meios surgiu por conta de uma matéria do programa “Fantástico”, da Rede Globo.

“Teve uma matéria no ‘Fantástico’ que falava sobre como tem abate clandestino no Brasil. Então, a empresa decidiu ter alguém que topasse falar da carne de forma correta. Eu topei fazer com o maior prazer. Estou falando de proteína, não estou falando de cigarro, de bebida, de remédio. Estou falando de carne.” – disse à Folha.

Ao contrário do que disse o ator, a matéria a qual ele se refere visitou cerca de 280 matadouros municipais e estaduais e constatou condições grotescas. A matéria do “Fantástico”, exibida em março de 2013, não falou de abate de animais em locais clandestinos e sim de matadouros legalizados e afirmou que 30% de toda a carne consumida no Brasil vem de lugares como os exibidos na reportagem.

Ainda na entrevista à Folha, Tony disse que está tranquilo quanto à repercussão da campanha.

“Não estou falando de uma mentira. E, quem não gosta de carne, quem é vegetariano, respeito a ele também, tem todo direito. Agora, eu não! É churrasco toda semana.” – disse.

Em um dos filmes estrelados por ele, no entanto, há sim uma mentira. No início de dezembro, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) abriu um processo ético para averiguar denúncias sobre um pequeno trecho do filme publicitário da Friboi onde é afirmado por uma nutricionista que a carne é essencial à alimentação da população. A informação é comprovadamente falsa, uma vez que os principais conselhos nutricionais do mundo já admitiram que é plenamente possível não consumir produtos de origem animal e ter uma vida saudável. O CONAR ainda não divulgou se vai condenar a campanha, que pode sair do ar.

Segundo o site da revista Veja, o ator faturou R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) com a campanha. O contrato de Tony Ramos com o matadouro vai até fevereiro de 2014.

TRT-MT segue voto de juiz Juliano Girardello e condena JBS Friboi a pagar R$ 2 milhões por dano moral colet… by Enock Cavalcanti

1 Comentário

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  1. - IP 179.217.122.238 - Responder

    Quem sabe essa foi a razão de roberto carlos ter assumido o seu lado carnívoro: o excelente sabor da carne Friboi vem da fermentacao das larvas da varejeira. Alguém servido??

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