Eleição de Cuiabá passa por uma decisão de Riva: leiloar ou não leiloar Walter Rabello

Quando se diz que Geraldo Riva é o homem mais forte da política de Mato Grosso, não se está brincando. O homem é mesmo um grande articulador e acredito que, depois da lambança que Riva promoveu em Várzea Grande, articulando a retirada da candidatura de Maksuês Leite e favorecendo a candidatura de Julinho Campos, todos os olhares se voltam para Cuiabá.

Se Riva mantiver a candidatura do seu peão, Walter Rabello, com o lançamento das candidaturas de Wilson Santos (PSDB), José Afonso Portocarrero (PT), Valtenir Pereira (PSB), Miranda Muniz (PC do B), Baltazar Ultich (PTN), Arquimedes Pereira Lima (PV) Promotor Mauro (PSOL), Mauro Mendes (PR)  e Josué Neves (Prona), a disputa em Cuiabá, dada a força com que já contam Wilson e Walter e o possivel crescimento dos demais candidatos, caminhará certamente para um segundo turno. E ainda temos duas grandes incógnitas que são as candidaturas de Iraci França (Demo) e a do PMDB do cacique de Carlos Bezerra.

Se Geraldo Riva, todavia, leiloar em Cuiabá a candidatura de Walter Rabello da mesma maneira como parece ter rifado a candidatura do trêfego Maksuês Leite lá do outro lado da ponte, haverá um grande desequilíbrio de forças que pode favorecer muito ao candidato que detém a maior estrutura natural de campanha que é o prefeito que disputa a reeleição, o tucano Wilson Santos, que também tem usado e abusado do uso da máquina – como destacou recente denúncia do Ministério Público Eleitoral.

Para que o segundo turno aconteça em Cuiabá é fundamental que Walter Rabello mantenha sua candidatura e a polarização de seu nome entre os setores mais empobrecidos da população. A classe média politizada tende a ir com Portocarrero, com algumas sobras para Valtenir e Promotor Mauro. A classe média endinheirada e patrimonialista, que adora controlar uma máquina administrativa, evidentemente que investirá na candidatura que o patrão Blairo Maggi mandar, arrastando sua área de influência. Acontece que Walter divide o voto do eleitorado periférico que também é a grande base de sustentação de Wilson Santos. Sem a candidatura de Walter, Wilson ficará a cavaleiro em meio ao chamado voto flutuante das periferias mais desinformadas e que não costumam acessar, infelizmente, esta Página do E.

Por tudo isto, não é dificil imaginar que, nos próximos dias, Geraldo Riva será mais procurado e assediado do que nunca, seja pelos tucanos, seja pela turma da Botina, no sentido de que lhes entregue Walter Rabello numa bandeja.

Será que Riva resistirá aos argumentos que lhe serão apresentados?!?

Categorias:Cidadania

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