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CUIABÁ

Antes Arte do Nunca

"CUIABÁ DOS MEUS AMORES": Enquanto o Governo do Estado, comandado pelo governador Pedro Taques (PDT), através das Secretarias de Trabalho e Cultura, corta verba para o espetáculo popular do “Auto da Paixão de Cristo”, o deputado cuiabano Guilherme Maluf (PSDB), no comando da Assembleia Legislativa, resolveu caminhar em sentido contrário e acolhe uma grande produção cuiabana, comandada pela produtora Carlina Ribeiro e englobando a participação de mais de 100 artistas e técnicos

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Antes Arte do Nunca

Guilherme Maluf, deputado estadual pelo PSDB e presidente da Assembleia de Mato Grosso

Guilherme Maluf, deputado estadual pelo PSDB e presidente da Assembleia de Mato Grosso

No Teatro do Cerrado, uma festa para a cuiabania

No aniversário de 296 anos de Cuiabá, Assembleia Legislativa patrocina “Cuiabá dos Meus Amores”, resgate da história e da cultura da capital
ENOCK CAVALCANTI
Da Editoria – DC Ilustrado
Uma grande festa cuiabana. Sob o comando do deputado cuiabano Guilherme Maluf (PSDB), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, abre as portas do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, no período de 8 a 12 de abril, para a apresentação do espetáculo “Cuiabá dos Meus Amores”.
Enquanto o Governo do Estado, comandado pelo governador Pedro Taques (PDT), através das Secretarias de Trabalho e Cultura corta verba para o “Auto da Paixão de Cristo”, o comando da Assembleia resolveu caminhar em sentido contrário e acolhe uma grande produção cuiabana, comandada pela produtora Carlina Ribeiro e englobando a participação de mais de 100 artistas e técnicos.
“Cuiabá dos Meus Amores” está sendo montado com base em uma peça escrita por José Rabello Leite, pai de Carlina e figura histórica de Cuiabá, já falecido, e foi escrita com o propósito de promover um verdadeiro resgate histórico e cultural da cuiabania.
No palco, a apresentação conjunta de diversos segmentos da cultura cuiabana, como a dança, as artes cênicas, o folclore, a poesia, o rasqueado, o siriri. A peça conta a história de uma turista que visita Cuiabá e é recepcionada por um cuiabano do pé rachado, que se orgulha de sua terra e leva a visitante para um passeio pela história da cidade, da fundação até aos dias atuais.
 

Kyara Jacob, filha de Carlina e neta de José Rabello Leite, autor do texto, é a estrela do espetáculo do dia 8, em Cuiabá

Kyara Jacob, filha de Carlina e neta de José Rabello Leite, autor do texto, é a estrela do espetáculo do dia 8, em Cuiabá


Interpretado pelo ator Romeo Lucialdo, o cuiabano vai contando, através da dança e da música lendas que marcaram o imaginário da cidade, como a lenda do pé de garrafa, da alavanca de ouro, da sedução que o ouro exerceu sobre as pessoas que foram atraídas para a região e fundaram o Arraial da Forquilha e como tudo isto influenciou no desenvolvimento da cidade. No palco, rolam, então, os causos contados nas festas, as festas de Santo, o surgimento do Siriri e a permanente alegria do povo cuiabano, documentando a apoteose da formação e das influências que tem impulsionado o desenvolvimento de Cuiabá, até a chegada mais recente, a partir dos anos 80, das levas de paranaenses e gaúchos.
Para sua apresentação nesta homenagem aos 296 anos de Cuiabá, a peça de Rabello Leite recebeu roteiro especial de Justino Astrevo (o Nico, da dupla Nico e Lau) e Carlina, com orientação de Maria Lígia de Borges Garcia e supervisão da diretora Cininha de Paula, do elenco da Rede Globo de Televisão.
Marcelo Velasco e Kleber Faria cuidaram do cenário, com figurinos de Thaiane Jacob e Jorge Katumba, coreografia de Rodnei Barbosa e trilha sonora a cargo de Bolinha e Edmilson Maciel. Além de Romeo Lucialdo, a peça será também protagonizada por Kyara Jacob, que surge agora nos palcos cuiabanos como atriz graduada dos Estados Unidos e representante do clã dos Rabello Leite, já que é neta de José Rabello Leite.
Em coletiva na quarta-feira (1), o deputado Guilherme Maluf, ao lado dos produtores, atores e técnicos, falou do seu compromisso, através do Teatro do Cerrado, de valorizar a cultura e a história de Cuiabá, tanto para quem nasceu na cidade como para todos os demais brasileiros que vieram para cá e aqui fincaram raízes.
“Cuiabá dos Meus Amores é um espetáculo para todos os cuiabanos, nascidos aqui ou não”, disse. “É com prazer que convido toda a sociedade mato-grossense para fortalecer os festejos pelo aniversário de nossa Capital, assistindo este espetáculo que revive momentos marcantes de nossa História, fomenta a classe artística e valoriza a nossa cultura”.
Respondendo a uma indagação deste DC Ilustrado, Maluf confirmou seu interesse em firmar o Teatro do Cerrado como espaço privilegiado para produções regionais. “Queremos participar desta história. Essa apresentação que marcará o aniversário de Cuiabá só foi possível porque houve uma decisão de todos os deputados de liberarem recursos que possibilitassem essa festa. Vamos fortalecer a cada dia este compromisso”, afirmou o presidente da Assembleia.
“Cuiabá dos Meus Amores” será apresentado, no dia 8, feriado dedicado ao aniversário da cidade, em noitada voltada para autoridades, imprensa e convidados. No dia 9, o teatro abre as portas para profissionais da Educação e o grande público poderá curtir o espetáculo nos dias 10, 11 e 12, entregando como ingresso dois litros de leite longa vida que serão doados para a creche Falcãozinho, em uma ação social da Sala da Mulher da Assembleia Legislativa.
 
No palco, ao lado de Kyara jacob, artistas como Romeo Lucialdo, André D`Lucca e J. Astrevo

No palco, ao lado de Kyara jacob, artistas como Romeo Lucialdo, André D`Lucca e J. Astrevo

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LEANDRO KARNAL: Livro é um presente permanente. Ler é esperança, sempre

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Uma ponte de livros

Por Leandro Karnal

Sim! Você sobreviveu até a penúltima semana de 2020. Parabéns! Eu sei que os pessimistas estão dizendo: ainda faltam vários dias. É verdade. Seria tão injusto falhar agora! Viemos nadando com desafios desde março. A outra margem do rio está tão próxima. Sejamos otimistas: chegaremos todos a 2021.

Há uma possível pausa pela frente. Em algum momento você terá um pouco mais de folga. Chegou a hora de pensar estrategicamente: livros. Por quê? Não sei o que nos aguarda no ano próximo e novo. Sei que ele será mais bem vivido se houver mais pensamentos, maior conhecimento, mais informações. Atrás de sugestões para ter ou presentear? Farei algumas. Lembre-se sempre: um livro é um presente permanente que pode mudar a cabeça do agraciado.

Literatura? É o ano do centenário de nascimento de Clarice Lispector. A editora Rocco lançou um volume alentado e lindo com Todas as Cartas. É a correspondência da nossa maior escritora em um tomo que “fica sozinho em pé”. A leitura me trouxe um enorme prazer. Se o gênero correspondência não faz sua cabeça, mergulhe nos volumes da mesma editora com várias obras de Clarice: A Maçã no Escuro, A Legião Estrangeira, Onde Estivestes de Noite, O Lustre, Perto do Coração Selvagem, Felicidade Clandestina e A Bela e a Fera. São apenas alguns dos títulos lindos, com capas sedutoras e textos que vão alterar seu mundo.

Quer reencontrar outros clássicos? A Cia das Letras lançou Ressurreição, de L. Tolstoi. A luta de um nobre para reparar um erro grave do passado é o eixo daquele que, para mim, é uma das melhores obras do russo genial. Se Tolstoi o atrai, a editora Todavia reuniu 4 obras dele (Felicidade Conjugal, A Morte de Ivan Ilitch, Sonata a Kreutzer e Padre Siérgui) em um único volume.

Você sobreviveu a uma das mais transformadoras epidemias na história. Que tal ler A História das Epidemias, de Stefan Cunha Ujvari? Saiu pela editora Contexto. Aprende-se muito com o livro, bem escrito e solidamente pesquisado. Prefere o terreno argiloso da política e da sociedade? A pesquisa de Bruno Paes Manso resultou no necessário A República das Milícias. O livro proporciona análises indispensáveis e medos incontornáveis.

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Você prefere algo que o anime? Pedro Salomão lançou o Valor Presente – A Estranha Capacidade de Vivermos um Dia de Cada Vez pela Best Business. Tive o privilégio de fazer o prefácio. Na mesma linha, uma coletânea com textos exemplares de Mario Sergio Cortella: Sabedorias para Partilhar, da Vozes/Nobilis.

Quer discutir amor e casamento? Não perca Amor na Vitrine – Um Olhar Sobre as Relações Amorosas Contemporâneas, de Regina Navarro Lins. A psicanalista vai mexer com suas convicções tradicionalistas e desafiar seus censores invisíveis.

Eduardo Giannetti sempre faz pensar. Li com avidez O Anel de Giges, da Cia das Letras. Tomando a lenda platônica do anel que produz invisibilidade, o que restaria da ética? Um homem invisível precisa se manter com boas regras morais ou vai acabar se entregando a seus desejos e caprichos menos nobres de espírito? Foi a leitura que mais me provocou inquietações no ano de 2020. É genial a capacidade de Gianetti de combinar densidade com linguagem leve.

Você ou o seu amigo-secreto amam viajar? Guilherme Canever lançou dois tomos pela Pulp: Destinos Invisíveis – Uma Nova Aventura pela África e Uma Viagem Pelos Países Que Não Existem. Livros densamente ilustrados, com um olhar agudo para lugares inusitados.

A Autêntica vai fundo na alma humana ao lançar uma nova edição do Além do Princípio do Prazer. O livro chegou ao centenário agora e a cuidadosa tradução de Maria Rita Salzano Moraes ajuda a valorizar a obra fundamental do dr. Freud.

Foi um ano estressante, reconheçamos. Talvez seja hora de pensar em um texto sobre ansiedade e o desafio da saúde mental. O dr. Leandro Teles, pela editora Alaúde, lançou Os Novos Desafios do Cérebro – Tudo o Que Você Precisa Saber Para Cuidar da Saúde Mental nos Tempos Modernos. Acho que a grande meta de 2021 é o desafio do equilíbrio. O livro do dr. Teles ajuda muito.

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Você ama narrativas biográficas? A obra de Adam Zamoyski (Napoleão – O Homem Por Trás do Mito – ed. Crítica) prenderá sua atenção do início ao fim. O imperador raramente encontrou um biógrafo tão denso e sem lados definidos: sem o sempre esperado “monstro corso” (contra) ou gênio militar e político (a favor). Continua interessado em narrativas biográficas e domina inglês? Hildegard of Bingen – The Woman of Her Age, de Fiona Maddocks (Image Books), foi uma descoberta muito feliz. A entrevista final com a Sister Ancilla no mesmo mosteiro onde morou a santa medieval é um recurso muito interessante para iluminar a tradição da grande doutora da Igreja.

Anseia explorar uma área nem sempre devidamente destacada? Aventure-se pela obra A Razão Africana – Breve História do Pensamento Africano Contemporâneo (Muryatan S. Barbosa – Todavia). O Racismo Estrutural, obra crítica de Silvio de Almeida (editora Jandaíra), ajuda em um tema que foi destaque em 2020. Na mesma coleção, a coordenadora da série, Djamila Ribeiro, tem texto indispensável: Lugar de Fala. Você se preocupa com o universo feminino e suas muitas abordagens? Mary del Priore escreveu Sobreviventes e Guerreiras: Uma Breve História da Mulher no Brasil de 1500 a 2000 (editora Planeta). 2021 demandará consciência social. Prepare-se!

Muitos e bons livros para todos os gostos. Ler dá perspectiva, vocabulário, ideias e companhia. Um bom texto aumenta seu mundo e o faz sair do senso comum. Embeber-se em histórias é viver de forma ampla. Já é um bom projeto para 2021. Ler é esperança, sempre.

Leandro Karnal é historiador e escritor, autor de ‘O dilema do porco-espinho’, entre outros. Artigo publicado originalmente no jornal O Estado de S Paulo

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