EDUARDO PÓVOAS: Passei no Hotel Águas Quentes os momentos mais felizes da minha infância. Aprendi com o meu pai a gostar do local, do clima, da água e do tratamento que até hoje me é dispensado pelos seus diretores e funcionários. Hoje o hotel acha-se moderno e vigoroso, com administração eficiente do Grupo Mato Grosso.

hotel mt aguas quentesHotel Águas Quentes

Por Eduardo Póvoas
Passei nesse hotel os momentos mais felizes da minha infância. Aprendi com o meu pai a gostar do local, do clima, da água e do tratamento que até hoje me é dispensado pelos seus diretores e funcionários.

Frequento essa estancia desde as administrações de Emílio Waqued, Chau (o fotografo Lázaro Papazian), João Maia e outros que não me recordo, e hoje, nas mãos do Grupo Mato Grosso. Continuo a ter o mesmo entusiasmo e alegria ao adentrar em suas instalações, que sempre tive desde os meus cinco anos de idade.
Parece que ali o tempo parou. Parou com os ponteiros em uma posição que deixa a quem frequenta o lugar, com a mente e o coração absolutamente relaxado.

Quando comecei a frequentar essas termas, os quinze quilômetros entre a BR e o hotel eram de terra com enormes pedras pelo seu leito e ali só ia quem amava o local ou era muito louco. Se chovesse para sair de la era uma epopeia. A subida da serra com lama e muita pedra solta e com as “fubicas” da época, requeria muita criatividade do motorista e dos ocupantes da “engenhoca”. Um ia ao volante e dois no estribo com um pedaço de pau para calçar as rodas, pois caso contrário voltaríamos de ré para a piscina.
Luz elétrica só de motor que era desligado às dez horas para economizar combustível.

O Sr. Emilio Waqued tinha um filho que se chamava Artur (hoje Engenheiro Civil) e que era meu companheiro. Tinha também um funcionário cujo apelido me lembro bem, “Chum”, era o encarregado de manter a área limpa.

Chau, o fotografo Lázaro Papazian, foi por muitos anos o arrendatário do local. Nessa época só existia a casa de pedra e dentro dela funcionava a cozinha do hotel.

Na sala que hoje mantem a mesma lareira daquela época, tinha uma velha eletrola e em cima dela um long play (disco de vinil) do Nat King Cole que tocava vinte e quatro horas por dia a musica “Catito mio”, que sei de cor e salteado sua letra. Um colocava o disco e antes de acabar as faixas já vinha outro e mudava para “Catito mio”.

Mas a sensação do hotel nessa época era um garçom anãozinho que se chamava Tico. Todos adoravam e brincavam muito com o Tico.
Certo dia eu e meu pai olhávamos do alto para a piscina corrente de agua fria e nela haviam uns cinco ou seis patos. Quando o “Chau” viu os patos dentro da piscina imediatamente bradou com seu sotaque Armênio para o Tico;” Ticos tirrarr patos de piscina. Piscina não foi feita pra patos e sim pra gentes”.
Hoje o hotel acha-se moderno e vigoroso, com administração eficiente do Grupo Mato Grosso. As piscinas mesmo com a pouca colaboração de alguns hóspedes, são mantidas muito limpas. A alimentação é farta e preparada por profissionais competentes. Sempre aos finais de semana há musica ao vivo e distração aos frequentadores orientados por um grupo de animadores.

Merece uma visita sua e de sua família. Duvido que seus filhos não vão pedir pra voltar!

 

eduardo póvoas

EDUARDO PÓVOAS, cuiabano, odondólogo, é pós-graduado pela UFRJ.

Categorias:Terra da gente

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