PÓVOAS: Faz dia que não leio nada “agourando” obras da Copa

Eduardo Póvoas é cidadão cuiabano e articulista que colabora com sites e jornais de Cuiabá

O PONTO NEGRO
por EDUARDO PÓVOAS

Li dias atrás uma mensagem maravilhosa que reanima qualquer cidadão que porventura esteja passando por momentos difíceis na sua vida.

É a historia de um professor que passa aos seus alunos em uma pagina branca, um ponto negro no meio dela para que os jovens estudantes façam uma dissertação sobre o que acabaram de receber.

Muitos só se lembraram de citar o ponto negro sem dar importância na maior parte da página que estava em branco. Assim está o VLT aqui em Cuiabá. Parece ser esse meio de transporte o ponto negro da página. Como vão ficar nós munícipes e como ficará a cidade após a implantação do mesmo, pouco importa, pois mais importante que o interesse de quase um milhão de habitantes é o “ponto negro”, ou seja, prováveis interesses financeiros por parte de um, dois três ou mais pessoas.

Ta na hora de os zeladores do dinheiro público se atentar por um asfalto realizado há menos de dois anos entre Cuiabá e a Serra de São Vicente que está se esfarinhando dia a dia. Começou uma lenta e irritante recuperação do posto da Policia Rodoviária Federal em direção ao Distrito Industrial provocando infindáveis paralisações do trafego e de pouquíssimo resultado.  É salutar que se exija de quem o executou, e sem nenhum ônus ao poder público, pois a obra já deve ter sido paga, os reparos necessários para que os usuários que por ali trafegam não sofram acidentes graves como tenho visto com os buracos que começam a aparecer em larga escala, na parte velha e também na nova feita nestes dias. Não só do posto da Policia Rodoviária para ca, e sim de lá até a subida da Serra de São Vicente onde o pavimento esta desaparecendo. Com a palavra o DNIT.

Deixem o VLT sossegado. Os prováveis ladrões de parte dessa dinheirada toda que a imprensa divulga, que sejam colocados na cadeia no seu devido tempo. Houve pouca participação de quem deveria zelar por isso nesse processo? O que leio e escuto foi que não!

Quando passo pela avenida Fernando Correa no trevo da UFMT paro meu carro admirando boquiaberto as obras ali executadas. A emoção de quem nasceu e se criou nesta cidade ao ver a instalação dessa maravilhosa obra é totalmente diferente daquela sentida por alguém que não sofreu com os apagões da EFLA, por quem não conheceu a poeira infame do Pico do Amor e por quem tinha que esperar até as cinco ou seis horas da tarde para apanhar seu jornal (se o avião trouxesse) na banca do Sebastiao.
Os “abutres” domésticos estão calmos. Faz dia que não leio nada “agourando” as obras da Copa por aqui. Mas ganhamos um abutre nacional que pega no pé de Cuiabá semana sim, semana não, inconformado por nossa cidade ganhar esse moderno meio de transporte em detrimento de cidades de ponta do nosso pais.

Continuam achando que por estas bandas ainda se desvia de onças no meio da rua.

O dinheiro público deve ser mesmo bem fiscalizado, diretamente proporcional a tranqüilidade daqueles milhares que desfrutarão do seu bom uso.

Portanto, bom senso se faz necessário quando uma capital que está ha quase trezentos anos a espera de obras desse naipe e com uma situação ímpar de recebê-las, nos critérios de paralisação delas.

Óbvio que não se pode aceitar, mesmo sendo obras dessa magnitude, irregularidades na sua contratação.

Cadeia para quem foi hipoteticamente beneficiado por parte desse dinheiro é o que queremos.

Mas, onde estão os ladrões? A sociedade precisa conhecê-los. Ou é o tempo exíguo para finalizar a obra apontada por bolas de cristal que ninguém conhece, o motivo da insistência pela paralisação?

Eduardo Póvoas é cidadão cuiabano

5 Comentários

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  1. - IP 201.67.61.149 - Responder

    O que este mentecapto ainda está escrevendo no site. Vá catar coquinho microcéfalo chato. Aliás ele é mais que chato. Ele é chacrilongo, que vem a ser a mistura de chato, cri-cri e pernilongo.

  2. - IP 189.59.38.242 - Responder

    É isso aí , Dr. Eduardo. Os abutres estão desde 2002 dizendo que o mundo vai acabar a semana que vem, por culpa do governo. Diziam que o Brasil não ia ser sede da copa, depois diziam que Cuiabá não tinha condições, depois que as obras não começariam, depois que não vão terminar…..são cara-de-pau no úrtimo!! Cada previsão abutreana que cai eles vem com outra em seguida, como se não tivessem errado a anterior…continue escrevendo e esfregando a verdade na cara desse povo sem se preocupar com as críticas abutreanas…mas faça isso só entre as eleições, porque no dia de cada eleição , o POVO, que não tem a sua capacidade com a escrita, nem acesso a este tipo de espaço, é quem dá a resposta a essa gente, NO VOTO! E o Sr. percebe que a cada eleição, diminuem os abutres, os pessimistas, os adeptos do “quanto pior melhor”, os agourentos, os sem proposta, os que só sabem atacar, difamar, acusar, enquanto escondem as próprias mazelas? Um abraço do Maurão!!

  3. - IP 189.59.48.73 - Responder

    Assisti o Globo Reporte na sexta passada, sobre a região Provence, lá uma cidade de 200.000 habitantes com o VLT pelas ruas, aqui ainda acreditam que deveríamos ter ônibus. É um absurdo. De fato, além do asfalto que vai para a serra temos dentro de nossa cidade algumas coisas pra nos preocupar, como as ruas de desvio da Av. da FEB, deixamos o VLT andar, precisaremos dele, e nos concentramos em outros problemas.

  4. - IP 177.205.32.74 - Responder

    A política do “pão e circo”, em Cuiabá, se chama política do “estádio e trenzinho”.

  5. - IP 189.114.55.205 - Responder

    O Eleitor com certeza não pega ônibus lotado no trânsito caótico de Cuiabá. Quando a rua trava, ele com certeza está no carro próprio, no ar condicionando e ouvindo uma musiquinha. Por isso chama o VLT de “trenzinho”

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