EDUARDO PÓVOAS: O VLT neste momento está para Cuiabá como a esposa de um amigo. Quando casou levou pra casa uma bonequinha, hoje tem ao seu lado a verdadeira Madame Min. Pois bem, comeu o filé, agora roa o osso. Quer dizer, tem que aguentar até o fim, tem que se concluir a obra!

Oh, My God!

EDUARDO PÓVOAS

 

 

Na minha ótica acho um absurdo ouvir nestes dias comentários pelos quatro cantos da cidade de uma consulta popular, ou um plebiscito, para que a população cuiabana e várzea-grandense opine se aprova a implantação do VLT ou se muda para o BRT.

Houve há muito tempo atrás quando uma comissão de notáveis foi para a Europa com a finalidade de escolher o modal de transporte para Cuiabá, e lá tiraram fotos de frente, de perfil, de lado, de fundo e de cima pra baixo, motivo para que nossa população fosse escutada e aí sim, opinar sobre BRT ou VLT.

Agora, quando os vagões já chegaram sobre chuva de fogos, os trilhos colocados (só Deus sabe como), com 62% do compromisso financeiro saldado (coisa que leio na imprensa), e com 33% só das obras prontas, tem gente pensando em “incinerar” toda essa grana, nossa grana, e mudar o modal de transporte da capital.

Tô certo ou tenho lido baboseira na imprensa local? É verdade ou só eu acho isto uma proposta totalmente inoportuna, imprópria e indecente.

O que fazer com os trilhos e com os vagões? Se o Governo do Estado “topar” entrar ou melhor, admitir uma insanidade desta, eu tenho destino certo para os trilhos e os vagões.

Os trilhos poderão ser facilmente vendidos para pequenos produtores rurais para que estes façam deles para choque para seus velhos tratores. Dá certinho, pois um amigo meu tem e fica pra lá de chique!

Agora, para os vagões eu tenho uma ideia brilhantíssima, pra ser compatível com a proposta. Poderá o governo derrete-los e vender a sucata para a Prefeitura de Blumenau em Santa Catarina, onde se realiza em outubro o maior festival de chopp do país.

Que tal você tomar um chopinho lá em Blumenau, rodeado daquelas belezas loiras e dizer pra elas:”Esta caneca foi feita do material que poderia me levar para o serviço”. Legal né?

Você não acha que este fim para uma obra que custou algumas “migalhas” do dinheiro público seria um fim glorioso e dignificante? Até porque eu e você nada, absolutamente nada, ajudamos financeiramente esta obra, portanto pra nós, tanto faz (até parece….).

Eu tenho muito ainda a aprender com meus conterrâneos terráqueos.

Quando a gente pensa que já viu tudo nesta vida, aparece uma ideia de “gênio” desta que me faz recolher na minha insignificância e bater palmas para não dizer, chorar!

O VLT neste momento está para Cuiabá como a esposa de um amigo. Quando casou levou pra casa uma bonequinha, hoje tem ao seu lado a verdadeira Madame Min. Pois bem, comeu o filé, agora roa o osso. Quer dizer, tem que aguentar até o fim, tem que se concluir a obra!

Por mais que me esforce, não consigo, com meu QI de ameba, acompanhar a velocidade de QIs hiper elevados quando eles se reúnem para falar sobre como se deve fazer para zelar pelo dinheiro público.

Imagine, My Good, uma obra orçada em mais de 1,5 bilhão de reais virar parachoque de trator e canecas de chopp.

eduardo póvoas

Eduardo Póvoas é odontólogo em Cuiabá, com pós-graduação pela UFRJ.

2 Comentários

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  1. - IP 66.249.88.254 - Responder

    Este e o governador que elegemos para comandar o estado.nao da conta de terminar uma obra quantos mais fazer alguma.nois ta e frito. Com esse odorico paraguassu. Data venha…

  2. - IP 189.73.253.53 - Responder

    Brilhante texto! De fato, nao devemos recuar. O VLT nao pode ter servido apenas para enriquecer alguns criminosos do colarinho branco e um consórcio de empresários coniventes com suas rapinagens. Ele e’ muito mais do que isso. E’, por exemplo, a pedra de esquina da Cuiabá do futuro que deixaremos para os nossos descendentes. A quem interessaria, pois, abandonar as obras e voltar ao passado? Talvez, seja do interesse dos empresários do ramo de combustíveis, peças e ônibus, que despejaram grandes somas de dinheiro na campanha política de 2014, ter o BRT rodando pelas ruas da nossa Capital e nao o VLT, que tera baixissima manutencao e gastara combustivel zero. Talvez nao passe de apenas isso, um obby desses empresários. CUIABA’ NAO MERECE UMA SACANAGEM DESSE JAEZ!

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